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Trump considera um risco ter a Rússia como inimigo

Trump considera um risco ter a Russia como inimigoO Presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu a comunidade de inteligência e a classe política sobre o risco de se ter a Rússia distante e como inimigo, como até agora insistem Barack Obama e seus pares no Pentágono e nas agências de espionagem.
 
Trump referiu que está atento a tudo que se está a passar e que armadilhas estão a ser criadas para dificultar ao máximo a sua aproximação a Putin e a Moscovo, como parte de um programa para manter as coisas na mesma. Ele, para contornar a situação,  já designou como novo director de Inteligência um ex-senador que está sob sanções de Moscovo, um gesto que deve tranquilizar aqueles que temem que o Presidente eleito dos Estados Unidos seja condescendente com o Governo russo.
“Ter uma boa relação com a Rússia é uma coisa boa, não uma coisa ruim. Apenas estúpidos ou imbecis achariam ruim”, esclareceu Trump em uma série de mensagens publicadas no Twitter na manhã de sábado.
A posição vai ao encontro a de numerosos legisladores republicanos historicamente hostis a Moscovo. “Já temos problemas suficientes no mundo para somar mais um. Quando for presidente, a Rússia vai nos respeitar muito mais do que agora, e os nossos dois países talvez trabalhem juntos para resolver alguns dos grandes problemas deste mundo”, enfatizou Trump.
Donald Trump acabou por definir, assim, a sua linha na política internacional. Apesar de anunciar a nomeação de Dan Coats para o posto estratégico de director nacional de Inteligência, um crítico de Putin, analistas afirmam que é muito normal ter nos serviços de informação alguém que está distante da linha política, para garantir que as coisas sejam feitas com maior segurança. Donald Trump deixou claro que, e quase desacreditou a estratégia do ainda Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, mantém a sua posição sobre o envolvimento de Putin nas eleições de Novembro. 
Trump contrariou os órgãos de inteligência norte-americanos, que publicaram um relatório acusando directamente o Presidente russo, Vladimir Putin. O republicano denunciou a negligência grave do Partido Democrata, que, segundo ele, permitiu que fossem hackeadas milhares de mensagens electrónicas de líderes daquele partido.
“As informações indicam muito claramente que não existe absolutamente nenhuma prova de que a acção dos hackers tenha interferido nos resultados da última eleição”, afirmou Donald Trump.
 
Dan Coats
 
A designação de Dan Coats, 73 anos, senador republicano por Indiana em final de mandato, deve tranquilizar os que temem que o Presidente eleito seja pouco rigoroso a tratar questões com a Rússia.
Coats é um dos seis senadores norte-americanos e três funcionários do alto escalão da Casa Branca que Moscovo proibiu, em 2014, de viajar para a Rússia, em resposta às sanções aprovadas pelos Estados Unidos após a invasão da Crimeia.
O director nacional de Inteligência, cargo criado após os atentados de 11 de Setembro de 2001, coordena a actividade das 16 agências de inteligência dos Estados Unidos, incluindo CIA, FBI e NSA.
Dan Coats, que foi membro da Comissão de Inteligência do Senado, actuou como embaixador na Alemanha entre 2001 e 2005, durante o Governo de George W. Bush. A equipa de transição do novo Presidente explicou que as 16 agências de inteligência que existiam nos Estados Unidos antes dos atentados de 11 de Setembro de 2011 não foram eficazes na hora de coordenar os seus trabalhos e por isso foi criada a Direcção de Inteligência Nacional em 2004.
A função deste órgão é despachar diariamente com o Presidente para que este disponha das informações mais recentes e tomar as decisões que considerar adequadas perante as graves ameaças em matéria de segurança.
“É uma honra ser proposto como Director de Inteligência Nacional. Dispor de uma estrutura forte e responsável é essencial para a segurança de nosso país”, comentou Dan Coats, ex-senador por Indiana, sobre a sua nomeação. “Se eu for confirmado, garantirei que aqueles que devem tomar decisões neste terreno disponham de todas as informações necessárias para proteger o povo norte-americano das ameaças que a nação enfrenta”, acrescentou Coats. Republicanos e democratas mais uma vez foram apanhados de surpresa por Trump.
 
Insistência de Obama
 
O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, advertiu no sábado o seu sucessor, o republicano Donald Trump, que Vladimir Putin “não faz parte da equipa” e reiterou que os russos interferiram nas últimas eleições norte-americanas.
Num trecho antecipado da entrevista que concedeu à emissora norte-americana “ABC”, Barack Obama se referiu ao relatório divulgado pelo serviço de inteligência dos Estados Unidos sobre a possível interferência da Rússia nas últimas eleições presidenciais. “O que é certo é que os russos tinham a intenção de interferir, e o fizeram”, disse Obama ao jornalista George Stephanopoulos na citada entrevista, que foi exibida integralmente no programa “This Week”, realizado ontem. Obama garantiu que uma das “coisas que mais lhe preocupa é o facto de que parece haver muitos integrantes do partido republicano nos EUA que têm mais confiança em Putin do que em seus companheiros democratas”.
“Vimos ultimamente que muitos republicanos, especialistas e analistas da televisão a cabo fazem comentários nos quais parecem confiar mais em Vladimir Putin do que em seus compatriotas, simplesmente porque esses compatriotas são do partido democrata. Isso não pode acontecer”, opinou Obama. “Devemos lembrar que republicanos e democratas estamos na mesma equipa e que Vladimir Putin não faz parte dela”, afirmou o Presidente Barack Obama, que deixa o cargo no dia 20 deste mês, e, diga-se de passagem, muito aflito.
 
Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao/