Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

galeria de eventos
video reportagens
Outros Negócios
Máquinas para blocos
PRICE_NEGOTIABLE
Outros Negócios
Máquinas para blocos
PRICE_NEGOTIABLE
Negócios
Máquinas para blocos
PRICE_NEGOTIABLE

Europa atenta ao voto francês

Europa atenta ao voto francsOs franceses respondem hoje à Europa, quando votarem se preferem manter-se na União e que continuam a acreditar nos valores de inclusão e solidariedade, e escolhem Emmanuel Macron, o candidato de cariz republicano, ou se, ao contrário, estão desencantados e querem uma mudança radical, e optam então por Marine Le Pen.
 
Marine Le Pen, da extrema-direita, conseguiu assombrar Bruxelas e Berlim, que estão com os olhos postos em Paris.     
Emmanuel Macron, que passou rapidamente de um simples político a candidato da classe republicana, graças à aposta na determinação dos valores europeus e a promessas de criação de emprego, facilidade de financiamento e diminuição de impostos em áreas sensíveis, com o argumento de ser possível captar receitas de forma menos ofensiva aos investidores e aos empresários, liderou as sondagens tanto de opinião como de intenções de voto, o que o torna, a julgar pelos números, no vencedor das presidenciais francesas.
Analistas em matéria de natureza social e cientistas políticos dizem que Emmanuel Macron não é uma boa garantia mas perante as cartas de Le Pen, vão possibilitar que ele alcance o poder e se aproxime do desejo da maior parte dos franceses, um povo  originalmente acolhedor dentro do contexto europeu. A França, nesta linha de pensamento, distancia-se da Alemanha, da Bélgica e até da Inglaterra, pelo número de imigrantes no seu território e o cruzamento de cidadãos da União em Paris, a grande capital da moda e da celebração das artes.     
É neste particular que a candidata Marine Le Pen ofereceu espaço a Emmanuel Macron, que soube aproveitar e colar a adversária às políticas racistas sem a ajuda da União Europeia. Le Pen ficou em dificuldades para se desenvencilhar, e no último dia de campanha foi obrigada a escapar pelas traseiras de uma catedral, empurrada por uma multidão que apelava à França da união e da cordialidade, argumentos contrariados pela extrema-direita, que promete deixar cair tudo isso, em nome de um poder vertical e internacional. Marine Le Pen acredita que esta França, a sua França, inconcebível no imaginário de muitos franceses, é a única forma de retirar o poder das elites e devolvê-lo ao povo, a sua principal promessa de campanha.
Le Pen avisou os imigrantes para que se preparem e aceitem de forma livre deixar a França, pois o país não os aceita e não se permite que façam mais estragos, como, segundo a candidata, os actos de terrorismo e de vandalismo. Marine Le Pen foi mais longe, e promete retirar a dupla nacionalidade a todos, alegando que isso “vai ajudar a Polícia e outras forças especializadas a combater às agressões contra a França”.
Hoje, mais de 80 mil franceses expatriados votam em Bruxelas, para a segunda-volta das eleições presidenciais, o que representa um ataque às políticas da candidata da extrema-direita. Na primeira-volta, a 23 de Abril, o líder do movimento Em Marcha!, Emmanuel Macron, obteve junto destes eleitores uma larga maioria de 35 por cento dos votos, muito à frente da candidata da Frente Nacional, Marine Le Pen, que ficou na quinta posição com cerca de sete por cento dos votos. Raramente as questões europeias ocuparam um lugar tão importante numa campanha presidencial e revelaram uma profunda divisão entre os dois finalistas. O chefe do Escritório de Bruxelas da Fundação Robert Schuman, Charles de Marcilly, citado na imprensa europeia, disse que as expectativas são bastante claras e é a primeira vez que vemos presidentes das instituições a tomarem partido e a apoiar um candidato na noite da primeira volta. “É bastante inovador, pois, normalmente, há um certo recuo, evitando tomar posição e ser acusado de interferência, mas houve um claro apoio a Emmanuel Macron porque ele é pró-europeu e, além disso, está em total discordância com a política proposta pela candidata Marine Le Pen. Charles Marcilly referiu que houve um retorno à ideia de Estado-nação, com negociações entre Estados, mas não se sabe bem à volta de que mesa. Para ele, essa é a visão de Marine Le Pen, que quer o regresso do franco, e não sabemos muito mais. Marcilly disse que há uma visão que continua a ser bastante pró-europeia, mas a candidata da Frente Nacional pediu para retirar a bandeira europeia dos cenários das televisões, enquanto Emmanuel Macron, pelo contrário, assumiu o risco de agitar a bandeira da União Europeia nos seus comícios. A candidata Marine Le Pen queixou-se da interferência de políticos europeus na campanha e que tal, disse, pode ditar o rumo dos acontecimentos, isto é, a vitória nas presidenciais. Le Pen não chegou a falar em fraude, mas deixou a entender que o assunto é muito grave e complexo, a forma como Bruxelas e Berlim posicionaram-se e apelaram aos franceses, como se tratasse de uma corrida eleitoral a cargos na estrutura da União Europeia. 
Le Pen e Macron acusaram-se, no último debate televisivo, com os nervos a flor da pele. A candidata da extrema-direita afirmou que Macron representa a continuidade de Hollande, e que os francesas não podem esperar nada da sua vitória, “porque vai apenas caucionar as políticas de exploração e humilhação, perante uma Europa agressiva e senhora do destino dos franceses”. Emmanuel Macron, o candidato da “república”, chamou a sua adversária de “senhora do medo”: “quando as pessoas olham para si, só encontram medo.” Macron afirmou que com Le Pen o país vai andar para trás, e Paris, a grande capital, pode viver os seus piores tempos, desde que se conhece como um lugar de paixões e de realização de sonhos”.
 
Brexit
 
“A decisão britânica de deixar a União Europeia é uma “tragédia” para a qual a Europa também contribuiu”, considerou na sexta-feira em Florença (centro da Itália) o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker. “É uma tragédia”, declarou Juncker em francês, num discurso no Instituto Universitário Europeu de Florença, antes de comentar a eleição francesa.
O presidente da Comissão explicou a sua escolha da língua francesa em Florença, garantindo que o inglês estava, “lenta mas seguramente, perdendo terreno na Europa”. “Os franceses vão votar no domingo (hoje), e eu quero que eles compreendam o que eu digo sobre a Europa e as nações”, acrescentou Juncker, em inglês, antes de mudar para o francês.
No seu discurso, o ex-primeiro-ministro do Luxemburgo também previu negociações difíceis pela frente depois de se reunir em Londres na semana passada com a primeira-ministra britânica, Theresa May. Na quarta-feira, May acusou os “líderes europeus” de tentar interferir nas eleições parlamentares britânicas de 8 de Junho. Ele não fez nenhum comentário directo sobre estas declarações, adoptando um tom conciliador quando falou dos “pontos fracos” da União Europeia. Estes, afirmou, podem “parcialmente explicar o resultado do referendo na Grã-Bretanha”.
“A União Europeia, em muitos aspectos, fez muito, incluindo a Comissão”, reconheceu, citando demasiada regulamentação, muita interferência na vida dos nossos cidadãos”, disse Juncker.
 
Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao

Atenção aos antigos combatentes

Atencao aos antigos combatentesO candidato do MPLA a Presidente da República nas eleições gerais de 23 de Agosto, João Lourenço, prometeu ontem, no Luena, dar melhor tratamento e condições dignas aos antigos combatentes espalhados por todo o território nacional, uma iniciativa que consta do programa de Governo do seu partido.
 
No largo do Partido, onde foi apresentado pelo primeiro-secretário provincial do MPLA no Moxico, João Ernesto dos Santos “Liberdade”, o candidato do partido maioritário disse ser fundamental, nesta era de paz, que a guerra pertença ao passado. A guerra “deixou destruição, mutilados e antigos combatentes em todo o território nacional, principalmente da província do Moxico, que concentra o maior número”. 
João Lourenço sublinhou que no programa do MPLA está reservado um melhor tratamento aos antigos combatentes, a quem considerou “valorosos combatentes” e que hoje devem merecer atenção especial do Estado e de toda a sociedade.
Num discurso interactivo perante milhares de militantes e da Rainha Nhacatolo e do Rei Mwene Mbandu III, João Lourenço disse que depois de alcançada a paz em 2002, é chegada a altura, e é “nossa obrigação passar uma esponja sobre o passado e pensar positivamente no desenvolvimento do país” e o Moxico pode desempenhar um papel importante nesse processo na região Leste. 
“Temos o Caminho de Ferro de Benguela (CFB) que deve desempenhar o papel que lhe compete e a partir daqui os bens transportados devem servir as províncias vizinhas, Lunda Norte a partir do Luau, Lunda Sul e Cuando Cubango”, disse, para destacar a dimensão estratégica da província para o desenvolvimento regional. 
Para o candidato João Lourenço, é fundamental não olhar apenas para o desenvolvimento da região Leste com o suporte dos Caminhos de Ferro de Benguela, mas também para países vizinhos como a República Democrática do Congo e Zâmbia com o transporte, a partir do Porto do Lobito, de matérias-primas e mercadorias. João Lourenço defendeu maior investimento na rede viária e ferroviária, que representam um contributo ao desenvolvimento do país. 
Numa intervenção marcada por momentos efusivos e de grande emoção, João Lourenço falou da proximidade das eleições e apelou ao voto no MPLA. “Contamos com o voto certo do povo do Moxico que sempre soube defender a sua dignidade”, disse João Lourenço, para quem “votar certo é votar no MPLA”.
João Lourenço disse acreditar que o povo do Moxico vai renovar a sua confiança no MPLA e honrar os sacrifícios consentidos no passado. Para ele, a melhor forma de honrar o passado é fazer com que o partido continue a trabalhar para o processo de desenvolvimento do país. E, disse, alcançar o maior número possível de deputados no Moxico deve ser um objectivo a ter em linha de conta para o efeito. “Vamos ou não conseguir dar cinco a zero aos nossos adversários?”, perguntou João Lourenço à população, que respondeu positivamente “sim”.
 
Sem triunfalismos
 
Numa breve caracterização do MPLA como partido vencedor e empenhado, João Lourenço fez uma analogia do partido ao Barcelona de Leonel Messi. “O MPLA é como o Barcelona. Não fui eu quem o disse. Foi um comentador e é até neutro. Mas com isso, quis dizer que o MPLA é composto por uma equipa vencedora como o Barcelona. 
Ao falar do dia 23 de Agosto, João Lourenço lembrou que vai ser nesta data em que se vai dar o “grande jogo” em que o MPLA vai vencer. “Estamos preparados para vencer?” “Estamos!”, respondeu a população em uníssono ao que João Lourenço retorquiu: “Ainda não estamos. Vamos continuar a trabalhar até 21 de Agosto”. 
Ao apelar ao comedimento e trabalho, pediu aos militantes a não optarem pelo triunfalismo. “Não devemos pensar assim. Isso é errado, é muito errado. Vamos continuar a trabalhar a todos os níveis, e se fizermos isso, a taça não nos foge à mão”, disse, apelando para o voto em consciência de todo o povo angolano. 
Antes da sua intervenção, João Lourenço foi apresentado pelo primeiro-secretário provincial do MPLA, João Ernesto dos Santos “Liberdade”, que o considerou o “fiel continuador do processo de desenvolvimento do país”. Após a apresentação, o candidato do MPLA a Presidente da República deu ênfase ao passado heróico do povo do Moxico, a quem atribuiu a capacidade de fazer guerra, e sobretudo, fazer a paz. “É no Moxico onde foram travadas grandes batalhas, mas é também aqui onde se selou a paz, que espero que dure eternamente”, lembrou João Lourenço, que engrandeceu os esforços para a conquista da paz pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos. 
A cidade do Luena acordou efusiva, em festa e colorida. O largo do Partido, no bairro Saidy Mingas, estava cheio de militantes expectantes e ávidos para conhecerem o candidato do MPLA, João Lourenço, que chegou ao local às 10h15 sob uma emocionante ovação de um povo que teve um passado sofrido e que agora tem os olhos voltados para o desenvolvimento. As músicas locais mostraram que a cultura é também um factor de unidade e o povo do Luena, a cidade da paz, mostrou isso.
 
Entrega de bens
 
O candidato do MPLA a Presidente da República, João Lourenço, entregou ontem, na cidade do Luena, bens diversos às autoridades tradicionais, jovens deficientes físicos e agricultores. 
Entre os bens entregues constam charruas, enxadas, catanas, motorizadas, aparelhos de som, geleiras, computadores, cadeiras de rodas e televisores. 
A rainha Nhacatolo, da etnia Luvale, que beneficiou de uma motorizada e geleira, agradeceu o gesto, porquanto vai ajudar na conservação dos alimentos e na locomoção para as localidades da sua área de jurisdição, onde o acesso de viaturas ainda é feito com muitas restrições. Mário Sapalo, estudante, sublinhou que o computador portátil que recebeu vai ajudar na elaboração dos seus trabalhos académicos e constitui um gesto de João Lourenço pela sua preocupação com as dificuldades que os jovens enfrentam na sua formação. 
O jovem André Manuel, que beneficiou de uma cadeira de rodas, mostrou-se satisfeito com a oferta e sublinhou que o meio vai ajudar significativamente na solução de alguns problemas para o seu auto-sustento.
 
Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao

Terrorista é julgado em Paris

Terrorista  julgado em ParisUm tribunal francês agendou para 6 de Junho a leitura da sentença do acto terrorista envolvendo André Rodrigues Mingas, que reivindicou a autoria do atentado à selecção de futebol do Togo ocorrido em Cabinda.
 
Decorre em Paris o julgamento do caso do ataque à selecção de futebol do Togo, em território angolano, que causou dois mortos e 13 feridos, ocorrido a 8 de Janeiro de 2010, na véspera do início da Taça de África das Nações em futebol (CAN2'010), disputado em quatro cidades de Angola. 
A Embaixada de Angola em França, em comunicado, na sexta-feira, disse que está a ser julgado pelo Tribunal de Grande Instância de Paris, 16.ª Câmara Correccional, o cidadão André Rodrigues Mingas, de nacionalidade francesa, natural da província de Cabinda, auto-intitulado chefe do estado-maior da Flec-PM, em virtude de ter reivindicado a autoria pelo seu movimento do atentado terrorista.
O ataque ocorreu no princípio da tarde do dia 8 de Janeiro de 2010 em Cabinda, tendo sido atingido um autocarro que transportava a selecção togolesa, que viajava para disputar a prova continental. Da acção resultou a morte de dois cidadãos togoleses e 13 feridos, entre togoleses e membros da Polícia Nacional que na altura escoltavam a caravana.
A 9 de Janeiro, a auto-intitulada Flec-PM, na voz do seu secretário-geral André Rodrigues Mingas, reivindicou o atentado, a partir de França, onde reside, refere o comunicado.
O julgamento está a ser acompanhado pelo vice-procurador geral da República de Angola, Domingos André Baxe, e pelo embaixador extraordinário e plenipotenciário de Angola em França, Miguel Costa.
Esteve ainda presente como testemunha do acto o antigo guarda-redes da selecção togolesa Kodjovi Obilalé, gravemente ferido no decorrer do ataque terrorista que o deixou fisicamente diminuído das duas pernas, caminhando somente com o suporte de canadianas. Este ex-internacional togolês, perante o tribunal, afirmou que se não fosse a pronta intervenção da Polícia Nacional que os escoltava, a comitiva teria sido completamente massacrada. A sentença é lida no próximo dia 6 de Junho.
 
Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao

Bateria solar híbrida recarrega sem precisar de painel solar

Bateria solar hbrida recarrega sem precisar de painel solarBateria solar
 
Usar pequenos painéis solares para recarregar baterias de celulares e outros aparelhos é uma ideia que não pegou porque a coisa toda fica grande e desajeitada - você conseguiria carregar tudo sem problemas, mas provavelmente não iria querer.
 
Andrea Paolella, da Universidade McGill, no Canadá, resolveu então apostar em uma tecnologia alternativa: uma bateria que se autorecarrega usando energia solar.
 
Ele descobriu que o catodo - o polo positivo - das baterias comuns de íons de lítio pode se tornar sensível à luz se forem incorporados nele os corantes que são a base das células solares orgânicas, do tipo DSC (sigla em inglês de "células solares sensibilizadas por corantes").
 
"Em outras palavras, nossa equipe foi capaz de simular o processo de recarregamento usando luz como fonte de energia," disse ele.
 
Sistema híbrido solar-bateria
 
Tendo construído um eletrodo que absorve a luz e produz as cargas, a equipe agora precisa fazer a outra metade do trabalho - construir um anodo compatível, o polo negativo, que seja capaz de armazenar essas cargas.
 
"Eu estou otimista e acredito que teremos um dispositivo totalmente funcional," disse Paolella. "Falando teoricamente, nosso objetivo é desenvolver um novo sistema híbrido solar-bateria, mas dependendo da potência que ele possa gerar quando o miniaturizarmos, nós podemos imaginar aplicações práticas para aparelhos portáteis, como celulares."
 
O pesquisador não é o único que está entusiasmado com a possibilidade. Para realizar a parte que falta do trabalho, a equipe recebeu um financiamento de 564 mil dólares do conselho de pesquisas do Canadá (NSERC) e já aceitou uma parceria da estatal de energia Instituto Hydro-Québec.
 
Outras equipes já desenvolveram baterias solares, mas com tecnologias mais difíceis de miniaturizar.
 
Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao

Oposição parlamentar acusa a CNE

Oposicao parlamentar acusa a CNEOs partidos da oposição com assento no Parlamento consideram que a Comissão Nacional Eleitoral (CNE) violou as leis da Contratação Pública e Orgânica sobre as Eleições Gerais no processo de selecção das empresas que vão prestar serviço nos diferentes domínios do processo eleitoral.
 
O posicionamento dos partidos foi feito ontem durante uma conferência de imprensa em Luanda, na qual estiveram presentes os presidentes da UNITA, Isaías Samakuva, da CASA-CE, Abel Chivukuvuku, e da FNLA, Lucas Ngonda, além do secretário-geral do PRS, Benedito Daniel.
Além do respeito à Constituição e lei, os partidos da oposição representados na Assembleia Nacional apelam ao patriotismo e seriedade na contratação das empresas que vão prestar serviços referentes às eleições, para que as mesmas sejam consideradas livres, justas e transparentes. Os quatro partidos da oposição disseram que não estão contra a INDRA e a SINFIC, mas sim com aquilo que consideram ser a “violação da lei na contratação das empresas”.
No comunicado conjunto, lido pelo secretário-geral do PRS, os quatro partidos da oposição parlamentar dizem ser falsa a notícia divulgada na sexta-feira segundo a qual o plenário da CNE aprovou, no mesmo dia, a escolha das empresas INDRA e SINFIC para a prestação de serviços eleitorais. Alegam que “o plenário da CNE, único órgão competente para decidir sobre a contratação da logística eleitoral, ainda não teve conhecimento do relatório final da Comissão de Avaliação das propostas que solicitou, nem tomou qualquer deliberação nesse sentido, nos termos da Lei da Contratação Pública e da Lei Orgânica sobre as Eleições Gerais”.
A oposição parlamentar afirma ainda que “a maioria das empresas convidadas ao concurso público declinou o convite por considerar que o prazo é demasiado curto, que o convite não continha os elementos necessários para a elaboração de uma proposta de qualidade, e que o processo era questionável”.  
A SINFIC foi adjudicada para fazer a gestão do Ficheiro Informático de Cidadãos Maiores (FICM) e fornecer o material de votação sensível, ao passo que a solução tecnológica é da responsabilidade da INDRA.
Os partidos da oposição disseram estranhar  que a CNE pretenda assinar, já amanhã, dois contratos com base numa só proposta, elaborada em circunstâncias que consideram ser “pouco transparentes”. “O mais grave é que o caderno de encargos que integra um dos contratos que a CNE pretende assinar para o desenvolvimento de uma solução tecnológica para a transmissão dos resultados eleitorais não está em conformidade com a lei”, sublinharam os partidos.
Essa situação, acrescentam, lança uma “névoa de opacidade” ao processo eleitoral, razão pela qual concluem que a lisura, a legitimidade e a validade do processo eleitoral estão ameaçadas. “Assim, em nome das formações políticas que representamos, lançamos um apelo veemente para a correcção imediata de mais esta situação que, lesando a lei, está a lançar bases para um processo não transparente nem democrático, que visa unicamente a manipulação dos resultados eleitorais.” 
Os actos que a CNE pretende praticar amanhã com as empresas INDRA e SINFIC, sublinham os partidos da oposição, ficam viciados de invalidade se não forem efectuados nos termos da Constituição e da Lei. A UNITA, a CASA-CE, o PRS e a FNLA ameaçam responsabilizar as  empresas junto das autoridades reguladoras competentes dos seus países, “caso assinem com a CNE contratos que visem defraudar o povo angolano e provocar a instabilidade em Angola”.
O presidente da UNITA foi mais longe ao avisar que se os contratos forem assinados os partidos da oposição vão desencadear acções com vista ao “respeito da Lei”. Uma dessas acções, disse Isaías Samakuva, pode ser a abertura de um processo judicial. “A lei faculta-nos várias medidas que podem ser accionadas e esta é uma delas.” 
A mesma posição foi defendida pelo presidente da FNLA, Lucas Ngonda, para quem outras acções podem ser desencadeadas “para que a lei seja respeitada”. O líder da CASA-CE, Abel Chivukuvuku, apelou ao respeito das leis e, sobretudo, ao patriotismo e seriedade, para que as eleições sejam livres, justas e transparentes.
 
Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao

Sagrada isolado no topo da tabela

Sagrada isolado no topo da tabelaO Sagrada Esperança isolou-se ontem na liderança da tabela classificativa da 39ª edição do Campeonato Nacional de Futebol da I Divisão, Girabola Zap, com 28 pontos, ao derrotar o Santa Rita de Cássia, por 1-0, no estádio do Dundo, província da Lunda Norte, na abertura da 12ª jornada.
 
Francis marcou o golo dos diamantíferos, que somaram o sexto triunfo consecutivo em casa. Durante o desafio, o Santa Rita também desperdiçou algumas oportunidades para marcar. Os seus dianteiros evidenciaram falta de eficácia.
O Kabuscorp do Palanca atrasou-se no pelotão da frente, com 26 pontos, ao empatar a dois golos frente ao 1º de Maio de Benguela, no Estádio Municipal dos Coqueiros. Os palanquinos tiveram de se aplicar a fundo, principalmente na etapa complementar, para recuperar da desvantagem no marcador. Kaporay bisou para os proletários, enquanto Dr. Lami e Luís Tati marcaram pelos anfitriões.
Na deslocação à cidade do Luena, província do Moxico, o Petro de Luanda perdeu diante do FC Bravos do Maquis, por 0-1, no estádio Jones Kufuna “Mundunduleno”. Pataca marcou o golo do triunfo, na marcação de um penalti, quase no final do jogo. 
O JGM do Huambo conseguiu o segundo triunfo no Girabola Zap e ascendeu provisoriamente quatro posições na classificação, com dez pontos, após vitória sobre o ASA, por 2-1, no estádio do Ferroviário. Os aviadores, que terminaram o jogo com menos dois atletas (expulsão de Matamba e Bena), marcaram primeiro por Amarildo, mas num ápice Eto\'o restabeleceu a igualdade, de penalti, e depois numa jogada individual apontou o golo da vitória. No desafio de destaque para a conclusão da jornada, 1º de Agosto e Interclube defrontam-se às 17h00, no Estádio Nacional 11 de Novembro, num desafio em que se atribui o favoritismo aos militares do Rio Seco. Nos encontros entre si, o conjunto do Rio Seco tem larga  vantagem sobre a formação do Rocha Pinto. Mas o 1º de Agosto pode enfrentar esta tarde um grupo bastante aguerrido e que pretende lutar pelo triunfo. A Académica do Lobito (14º/08) recebe às 15h00, no estádio do Buraco, em Benguela, o Recreativo do Libolo, com o objectivo de pontuar, apesar de jogar com um dos candidatos à conquista do título. As equipas quando se encontram proporcionam bons espectáculos de futebol no Buraco, onde Silvestre Pele, técnico dos estudantes, espera somar o segundo triunfo caseiro.
O Progresso Sambizanga (7º/16), com três meses de salários em atraso, defronta às 15h00 na cidade do Lubango o Desportivo da Huíla (10º/11), no estádio do Ferroviário. Os sambilas pretendem fazer uma boa figura diante dos militares da Região Sul sedentos de pontos, por se encontrarem numa zona aflita na classificação.
No Huambo, o Recreativo da Caála (8º/14 e menos um jogo com o Recreativo do Libolo) recebe o Progresso da Lunda Sul (11/09), às 15h00, no estádio Mártires da Canhala. Um bom jogo em perspectiva, entre equipas com objectivos idênticos na prova, a  manutenção entre os cinco primeiros.
 
Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao

Primeira mina de calcário inaugurada no Cuanza Sul

Primeira mina de calcrio inaugurada no Cuanza SulUma mina de calcário, a primeira do país, foi na sexta-feira inaugurada pelo ministro de Geologia e Minas na localidade da Chitamba, Cuanza Sul, depois de um investimento de 20 dos cem milhões de dólares que o projecto prevê absorver, apurou o Jornal de Angola no local.
 
A mina, detida pela HM-Granitos, está implantada numa área de 51 hectares com licença de exploração para cinco anos e produz, desde o ano passado, 1.500 metros cúbicos de calcário por mês, destinados para fins ornamentais nas obras de construção civil.
O director administrativo do grupo HM-Granitos, Sérgio Lamas, indicou que o projecto vai ser executado em quatro fases, depois da primeira ter iniciado há três anos com a prospecção, desmatamento e criação das condições para o início da exploração da mina e, a segunda, com a qual iniciou a produção, ao longo do ano passado.
O projecto emprega 103 trabalhadores nacionais e conta edificar uma escola, um centro médico e reparar a estrada que dá acesso à mina e às comunidades adjacentes, no quadro do seu programa de responsabilidade social.
O grupo prevê que, na terceira fase, passe a produzir 150 toneladas de granito e calcário para fins agrícolas. “Trata-se de um projecto com impacto forte nas comunidades, porque além da produção de rochas para fins ornamentais, o grupo também preconiza a produção de calcário para a correcção de solos, o que pode proporcionar o rendimento nos terrenos agrícolas”, afirmou o administrador.
A estratégia da HM-Granitos é a de exportar, tendo iniciado negócios com a República do Congo, com a premissa para arrecadar receitas e se alinhar ao programa do Executivo para a diversificação da economia nacional.
 
Plano estratégico
 
O Ministro da Geologia e Minas considerou que a entrada em funcionamento da mina está alinhada ao plano estratégico do Executivo, que preconiza a diversificação das fontes de receitas para o país. “É um projecto de valor acrescentado porque, além de gerar receitas para o país, também se afigura como um dos grandes empregadores dos jovens que procuram o primeiro emprego”, declarou o responsável.
Francisco Queiroz considerou que, com o início da exploração da mina de calcário no Cuanza Sul, o sector está mais próximo para concretizar o plano de exportar 54 mil metros cúbicos de rochas e outros minérios por ano, para captar receitas para o país.
“Com a entrada em funcionamento da mina de calcário, o Cuanza Sul afirma-se para se juntar aos esforços do executivo de diversificar as fontes de receitas não-petrolíferas para o país”, frisou.
Numa reunião com os operadores mineiros, o titular da Geologia e Minas lembrou que o plano estratégico do Executivo para o sector mineiro compreende a curto, médio e longo prazos acções de adoptadas para fazer face á crise (que incidem na exploração e comercialização de rochas e outros minérios), a alteração da base económica (atingir níveis de produção capazes de substituir o petróleo), garantir a soberania dos recursos do Estado e regular a exploração sustentável.
Apelou os empresários a estarem preparados para se inserirem nas diferentes etapas do plano estratégico do Executivo para o sector mineiro, num encontro em que participaram representantes de das empresas Super-Gesso, Fábrica de Cimento do Cuanza Sul e Kariquendú.
Durante a sua estada de 24 horas ao Cuanza Sul, o Ministro esteve acompanhado pelo secretário de Estado para a Geologia e Minas, Miguel Paulino Almeida, o governador da província, Eusébio de Brito Teixeira, directores nacionais e de responsáveis do sector na província.
 
Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao

Fernando da Piedade assina acordo com a Itália

Fernando da Piedade assina acordo com a ItliaA Assembleia Nacional e a Câmara dos Deputados da Itália assinaram quinta-feira em Roma um protocolo de cooperação parlamentar visando o reforço e a ampliação das relações existentes entre as duas instituições.
 
O protocolo foi rubricado no quadro da visita que o Presidente da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos, efectou à Itália, a convite da presidente da Câmara dos Deputados italiana, Laura Boldrini. Este memorando substitui o antigo protocolo de cooperação entre a Assembleia Nacional de Angola e a Câmara dos Deputados da República da Itália assinado a 2 de Julho de 1998.
O instrumento jurídico de cooperação compreende a troca de experiências e a promoção do diálogo, favorecendo a cooperação entre os órgãos e as comissões permanentes de trabalho da Assembleia Nacional e da Câmara dos Deputados sobre temas relativos à imigração, à segurança e aos direitos humanos.
A promoção de consultas para a adopção de posições convergentes nos fóruns parlamentares internacionais sobre temas de importância fundamental para ambos os parlamentos consta do acordo, que abrange o intercâmbio de funcionários e contempla a organização periódica de iniciativas relativas a aspectos jurídicos e procedimentos legislativos.
 
Vários encontros 
 
O Presidente do Parlamento angolano teve encontros de trabalho com a sua homóloga da Câmara dos Deputados e com o presidente do Senado italiano, Pietro Grasso.
Na audiência com a presidente da Câmara, Fernando da Piedade abordou assuntos ligados ao reforço da cooperação entre os dois parlamentos. “Vamos privilegiar, numa primeira fase, a visita e a troca de experiências entre os deputados angolanos e da Câmara da Itália”, disse o dirigente político angolano.
A presidente da Câmara dos Deputados da Itália referiu-se à missão que desempenhou em Angola, pelas Nações Unidas, quando o país ainda estava em conflito e reafirmou o interesse em melhorar as relações de cooperação e amizade existentes há muito tempo entre os dois Estados.
No encontro com o presidente do Senado Italiano, Pietro Grasso, Fernando da Piedade Dias dos Santos falou da situação política e económica angolana, com realce para a ajuda que a Assembleia Nacional e o Senado da Itália podem dar para que haja melhor cooperação entre os dois países.
 
Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao