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Libolo goleado e campeão caiu no Lobito

Libolo goleado e campeo caiu no LobitoAo golear por 5-0, o Recreativo do Libolo, o Kabuscorp do Palanca assumiu, a condição, com 9 pontos, a passagem da quarta jornada, a liderança da 40ª edição do Campeonato Nacional de Futebol da I Divisão, Girabola Zap, numa ronda em que o bicampeão 1º de Agosto, perdeu por 1-0, frente à Académica do Lobito, no Estádio de Ombaka, em Benguela.
 
Favorito, o Kabuscorp fez jus a esta condição no Estádio Municipal dos Coqueiros, onde na primeira parte, com golo de Nari, 1-0, foi ao intervalo em vantagem. Em fase de desinvestimento, o Libolo, tetracampeão, títulos ganhos em 2011, 2012, 2014 e 2015, não conseguiu suster o ímpeto ofensivo do Kabuscorp, vencedor do Girabola 2013. 
Dos cinco golos dos palanquinos, sendo quatro na etapa complementar, dois foram apontados pelos reforços, Aruna, de nacionalidade camaronesa, e Calero, argentina. Dr Lami e Magola, ambos oriundos da República Democrática do Congo (RDC), também fizeram o gosto ao pé. 
O desafio ficou ainda marcado pela expulsão do defesa central Diew, do Libolo, por acumulação de cartões.
Em Benguela, pressionado a somar os três pontos, o 1º de Agosto não conseguiu se impor. Lourenço, marcou o golo do triunfo, aos 14 minutos, aproveitando uma desconcentração do guarda-redes Neblú, após cobrança de um livre, numa espécie de pontapé de canto.  
Com o regresso do capitão Dani Massunguna e do médio ofensivo Buá, o 1º de Agosto foi incapaz de exibir-se com qualidade convincente para ultrapassar os adversários bem moralizados. 
Os anfitriões, que já tinham observado os militares no desafio com o Progresso Sambizanga na ronda anterior documentaram-se melhor e cumpriram com o planificado pelo técnico Rui Garcia Sampaio. 
Na primeira volta da edição anterior do Girabola Zap, a equipa do Rio Seco venceu os “estudantes” do Lobito, por 2-0, no estádio do Buraco, ao passo que na segunda os militares levaram um “susto” ao empatarem a uma bola na capital.
A jornada ficou marcada pela primeira vitória do Sagrada Esperança no Girabola Zap. O triunfo foi sobre o Recreativo da Caála, por 3-1, no estádio da cidade do Dundo, capital da Lunda-Norte. 
Pelos diamantíferos apontaram os golos Luís Tati, Adó Pena e Filipe, ao passo que Careca marcou o tento de honra da equipa visitante. Na etapa complementar, Adilson, do Caála,  foi expulso por acumulação de cartões amarelos. Na presente edição o Sagrada soma já duas derrotas e um empate. 
Em Cabinda, Sporting venceu o JGM do Huambo, por 1-0, no Estádio Muco Mabele, no município de Buco Zau, sendo o segundo triunfo caseiro na prova. Enquanto a equipa forasteira consentiu a segunda derrota fora do seu habitat.
No final do jogo, o treinador Zé Águas da Silva, do JGM do Huambo, reclamou da marcação do horário da partida devido às altas temperaturas registadas no município de Buco Zau.
“Não sei por quê é que nas zonas do litoral os jogos são marcados para as 15h00. É muito quente. Deveriam ter escolhido um outro horário”, disse o técnico.
 
Sequência da ronda

Para a conclusão da jornada, o Cuando Cubango FC enfrenta hoje, às 15h00, o Interclube, no Estádio Municipal de Menongue. A formação da Polícia  Nacional apesar de jogar no reduto do adversário é a principal favorita à vitória, embora tenha de se acautelar para evitar surpresas.
Sedento de pontos, o Progresso Sambizanga recebe às 16h00, o moralizado Desportivo da Huíla, no Estádio Municipal dos Coqueiros. Um desafio, que promete uma excelente exibição das equipas que lutam pelos cinco primeiros lugares.    
O 1º de Maio encara o Domant FC às 16h00, no Estádio Edelfrides Palhares da Costa “Miau”, na cidade de Benguela. Um jogo entre equipas que lutam pela manutenção no Girabola Zap, razão pela qual se espera um jogo equilibrado durante os 90 minutos regulamentares.
Quarta-feira à tarde, na abertura da ronda, o Petro de Luanda deslocou-se à cidade do Luena, onde conseguiu três preciosos pontos ao derrotar o FC Bravos do Maquis, por 3-0, no estádio Jones Kufuna “Mundunduleno”. 
Os tricolores do Catetão anteciparam o jogo com o Maquis, devido ao encontro na próxima terça-feira à tarde com o Supersport United FC ("Garotos Elegantes" da África do Sul), no Estádio Nacional 11 de Novembro, referente à primeira "mão" dos dezasseis avos de final de apuramento para a fase de grupos da 15ª edição da Taça Nelson Mandela.
 
Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao

Matrículas geram polémica na centralidade do Sequele

Matriculas geram polmica na centralidade do SequeleA polémica em torno da gestão das escolas públicas erguidas na Centralidade do Sequele, por uma entidade privada, no caso, o padre Apolónio Graciano, desde  2014, está a ganhar novos contornos, depois de a direcção provincial da Educação e a própria Igreja Católica virem a público negar qualquer envolvimento na história.
 
A situação ficou ainda mais agitada, principalmente nesta altura do ano, em que centenas de pais e encarregados de educação lutam para matricular os filhos, com críticas pelas comparticipações financeiras quer nas matrículas, quer pela alta dos valores das mensalidades.
 
Os moradores da centralidade questionam tais pagamentos, uma vez que as escolas foram construídas com o dinheiro do Estado e para piorar, vem ao de cima a razão da gestão dos estabelecimentos a uma entidade particular afecta à Igreja Católica.
 
Engrácia de Lemos, que vive no Sequele, desde 2014, explica que as escolas da centralidade só foram abertas depois que um grupo de moradores ter “levantado muita poeira” junto da Administração Municipal de Cacuaco, que, na época, detinha a jurisdição do Sequele.
 
A encarregada de educação recorda que só depois de três meses do início do ano lectivo, é que as escolas do Sequele começaram a funcionar, mas com muita confusão no processo de matrículas, por causa das cobranças sem explicações, cenário que continua até hoje. “Todos os meses pagámos”, queixa-se.
 
Com três filhos a estudar, Pedro Gaspar também procura saber as razões para as cobranças mensais exigidas pela gestão das escolas do Sequele, quando as instalações e os professores pertencem ao Estado. 
 
“Sabe-se, é de lei, que o ensino primário é gratuito. Por que aqui, nós, os pais, somos obrigados a pagar propinas mensais?”, questiona o cidadão.
 
Outra questão levantada pelos pais e encarregados tem a ver com o estado das infra-estruturas, que se encontram numa situação lastimável, com as paredes sujas, casas de banho nojentas, falta de carteiras, entre outros problemas, que deveriam ser ultrapassados com o dinheiro que se cobra aos utentes.
 
Marisa Ferreira afirma que os gestores das escolas do Sequele exigem a compra da bata e do uniforme de educação física, vendidos por eles, sendo que o primeiro utensílio custa 3.500 kwanzas e o segundo 6.000 kwanzas. Sem estes adereços, os alunos são impedidos de entrar na escola.
 
A confirmar as alegações dos pais e encarregados de educação, o porta-voz das  escolas do Sequele, Isaac Makemba, confirmou ao Jornal de Angola que “o padre Apolónio Graciano é, de facto, o gestor de todas as escolas desta centralidade, desde 2014, embora desconheça as modalidades para que isso fosse possível”.Isaac Makemba explicou que o padre faz a gestão das escolas, mas cabe ao Ministério da Educação disponibilizar os professores e pagar os salários desses docentes. Entretanto, o sacerdote encarrega-se pelo pagamento das empregadas de limpeza, seguranças, reposição das carteiras, quadros, giz e de outros materiais didácticos.
 
O interlocutor do Jornal de Angola esclareceu que as instituições de ensino funcionam como escolas comparticipadas, em que os pais e encarregados comparticipam na gestão ou manutenção do estabelecimento, através de pagamentos de actos de matrículas, confirmações de matrículas e propinas mensais simbólicas.
 
O responsável diz estar bem informado sobre o Decreto Lei 16/17, que estabelece a gratuidade do ensino, desde a Iniciação até a Nona Classe, mas afirma que a norma não se aplica para o caso em concreto, pelo referido despacho.
 
Isaac Makemba, nomeado por Apolónio Graciano, explicou que os valores das comparticipações foram estipulados pelo próprio cónego, durante uma reunião mantida com os encarregados de educação, em 2014, para permitir que as escolas tivessem um funcionamento minimamente aceitável. “Os pais aceitaram e, agora, não se percebe o motivo de tanto alarido à volta disso”, disse Isaac Makemba.
 
Sobre os valores das comparticipações, o porta-voz explicou que, para o ensino primário, os alunos pagam mil kwanzas, os do Primeiro Ciclo 1500 kwanzas, enquanto o Segundo Ciclo a comparticipação é de dois mil kwanzas por mês.
 
Quanto ao processo de matrícula, pelo menos, o candidato ao ensino primário é obrigado a pagar mil kwanzas, uma vez que a capa de processo é personalizada e engloba já o cartão de estudante. No primeiro e segundo ciclos, a confirmação custa 2.000 kwanzas. 
 
SONIP entrega chaves
 
A SONIP, na condição de proprietária dos imóveis do Sequele, foi a instituição que procedeu à entrega das chaves das escolas da centralidade ao padre Apolónio Graciano. Quem o afirma é o próprio sacerdote católico.
 
Questionado se este contrato foi feito em que circunstância, o cónego deixou claro que, além de cidadão angolano, é um sacerdote que pertence à Igreja Católica, uma instituição conhecida universalmente pelos seus feitos no sector da Educação. 
 
“Logo, as escolas do Sequele foram entregues à igreja, na pessoa do padre Apolónio Graciano, e a igreja tem pleno conhecimento disso”,afirmou.
 
Apesar das muitas intrigas, Apolónio Graciano revelou que as escolas do Sequele funcionam, até agora, graças aos muitos sacrifícios que faz, uma vez que, desde 2014, o Estado não dá subsídio algum, além de dar os professores e pagar seus salários.
 
Quanto às comparticipações, que vão dos mil aos dois mil kwanzas, o padre disse que existem pais que refutam os valores, alegam questões de pobreza e recusam a pagar. Referiu que é a minoria de encarregados que cumpre com o acordo.
 
“As cobranças das comparticipações vão continuar”, afirma categórico. “As famílias muito pobres, que têm até  três filhos matriculados nestas escolas, apenas pagam a propina de um deles, para que saiam do sufoco”, ameniza.
 
O padre revelou que, desde 2014, pediu colaboração à Comissão Diocesana das Escolas Católicas, no sentido de se dar pendor mais religioso nas escolas que gere, mas, até agora, não obteve resposta. Para si, esta atitude representa que “há gente contra mim, mesmo dentro da sociedade a que pertenço. Porém, vou continuar a dedicar-me às boas causas”.
 
Igreja nega participação
 
O secretário nacional do clero da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé(CEAST), padre Correia Hilário, negou qualquer envolvimento da Igreja Católica na gestão das escolas da Centralidade do Sequele.
 
“Não existe nenhum protocolo celebrado entre a CEAST ou a Arquidiocese de Luanda, em que o padre Apolónio pertence, e o Ministério da Educação”, afirmou o sacerdote.
 
O prelado disse que essas escolas foram entregues ao padre Apolónio Graciano, à título pessoal, e a igreja respeita isso, mas deixa claro: “o cónego não está, de forma alguma, a representar a Igreja Católica dentro daquelas escolas, porque não foi a igreja que o colocou aí para gerir as mesmas”.
 
Correia Hilário explica que a CEAST desconhece a celebração do compromisso de entrega e a entidade do Estado com a qual o sacerdote Apolónio negociou a gestão das escolas. “Logo, a igreja não pode se envolver num assunto, cujo processo de cedência não esteja devidamente clarificado”, sustentou.
 
Apesar da estranheza do processo de entrega da gestão ao padre católico, Correia Hilário garante que a Igreja Católica sente-se honrada, por saber agora que há um sacerdote com tais responsabilidades, o que significa algum reconhecimento daquilo que, a titulo pessoal, o cónego Apolónio tem estado a fazer para a sociedade.
 
André Soma, director de gabinete de Educação de Luanda, revelou apenas que este problema é semelhante ao que se passa em duas escolas do KK-5000.
 
“Depois de muitas discussões, uma continua a funcionar como escola pública e outra ficou comparticipada. São assuntos já reportados para o Presidente da República, no ano passado”, disse André Soma.
 
Explicou que essas escolas foram entregues pelo Governo Provincial de Luanda, uma vez que o Gabinete da Educação não tem competência para atribuir uma escola a quem quer que seja. 
 
“As pessoas que gerem estas instituições fazem-no de forma legal, daí que quem estuda nestas escolas deve pagar”, rematou.
 
Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao

Relatório revela queda na procura de casas

Relatrio revela queda na procura de casasA procura cai, este ano, no segmento de compra e venda de residências, pois para grande parte dos investidores, a motivação da aquisição já foi satisfeita, conclui um relatório sobre a evolução do mercado imobiliário de Luanda em 2017 e as perspectivas para 2018 consultado ontem pelo Jornal de Angola.
 
O “Relatório de mercado imobiliário 2018”, produzido pela companhia de consultoria Abacus e a empresa cotada na Bolsa de Valores de Nova Iorque JLL, considera que a motivação para comprar observada no ano passado esteve “quase exclusivamente” ligada às questões da desvalorização do kwanza e não propriamente “à necessidade imobiliária”.
O estudo afirma que, em 2017, o segmento residencial de compra e venda assistiu a um ritmo aceitável de colocação de produtos, com os valores de venda a manterem-se em 2018, quando é esperada uma diminuição da procura atribuída ao facto de os investidores terem perdido a motivação.
O segmento residencial de arrendamento de Luanda registou uma “acentuada desaceleração”, sobretudo pela saída de muitos quadros expatriados, prevendo-se, para 2018, o agravamento da situação com a desvalorização da moeda nacional e a dificuldade cambial.
O documento avança estar este segmento diante da expectativa da queda do valor das rendas de casa este ano se, como é esperado, “mais expatriados tenham de deixar o país, provocando  uma diminuição da procura” que afecta “o retorno para os investidores imobiliários, pela diminuição [do valor] das rendas”.
O mercado estabelece os preços das residências por venda ou por arrendamento, por serem novas ou usadas, área de localização e tipo de habitação, considerando se é apartamento ou moradia. 
 
Preços continuam altos

Um apartamento novo localizado em Luanda Sul ou Talatona pode ser vendido a preços de 3.500 a 5.500 dólares por metro quadrado, enquanto o arrendamento fica entre três e 5.500 dólares por mês. Nestas mesmas áreas, um apartamento usado pode ser vendido entre 2.500 e cinco mil dólares o metro quadrado e de dois mil a 4.500 dólares por mês em arrendamento.
No centro de Luanda, um apartamento novo pode ser vendido de cinco mil a 7.500 dólares o metro quadrado e arrendado entre 4.500 e 12 mil dólares, enquanto os valores do apartamento usado são de quatro mil e sete mil dólares por metro quadrado e de 3.500 a 7.500 por mês.
Na zona Norte (na estrada de Cacuaco), Viana, Camama e Benfica, uma moradia nova pode ser vendida de quatro a 5.500 dólares por metro quadrado e arrendada a preços que vão de 4.500 a  oito mil dólares. Caso seja uma moradia usada, o preço de venda vai de 3.500 a cinco mil dólares por metro quadrado e de três a seis mil para o arrendamento.
A taxa de rentabilidade no investimento imobiliário varia de 11 a 14 por cento nos escritórios, 9,00 a 14 por cento em residências e em edifícios industriais de 12 a 14 por cento, nota o documento: “existem óptimas taxas de retorno”, considera o documento.
Os arrendamentos são feitos por mês e por tipologia de T2 a T3 nos apartamentos e de T3 a T5 nas moradias. De acordo com a prática de mercado e em conformidade com a nova Lei do Arrendamento, é comum o pagamento máximo de três rendas em avanço para contratos de um ano, o que cria a expectativa de que o modelo se vai manter no futuro, até que exista um equilíbrio da procura e da oferta.
Em 2018, estima o documento, permanece activa uma oferta importante de áreas em comercialização em Talatona e no centro da Cidade de Luanda, embora exista um excesso de oferta, em especial destinada a quadros expatriados (edifícios com tipologias T1 e T2) e edifícios coloniais.
Verifica-se, também, uma procura consistente nos edifícios que, no seu conjunto, oferecem áreas de residência, lazer, estacionamento, segurança e boa manutenção. De acordo com o relatório, o centro de Luanda - Ingombota e Marginal -, a zona do Benfica, Camama, Talatona e a zona Norte da província de Luanda são as principais áreas de residências.
Outras localizações igualmente muito procuradas em termos de moradias são o Miramar, Bairro Azul, Alvalade, Cruzeiro, Vila Alice, Cidade Alta e Praia do Bispo.  
Camama, Viana e Benfica têm sido as zonas destinadas à emergente classe média angolana, mas a zona Norte vai ser, no futuro, a área de expansão da cidade, preconiza o relatório.
 
Desistência do investidor    

A entrada de investidores estrangeiros no mercado imobiliário “parece adiada”, principalmente, devido à degradação do ambiente económico e à falta de orientações económicas atractivas por parte do Executivo, indica o relatório.
As limitações cambiais são apontadas no documento como sendo o mais importante factor por detrás da desistência desses investidores, pois “é esperado que qualquer investidor queira exportar os dividendos dos investimentos realizados”.
Figura, igualmente,a incerteza criada pela nova Lei do Arrendamento que, apesar de não proibir, gera grandes incertezas no que se refere à indexação das rendas à moeda estrangeira, indica o relatório,. 
Isto significa que, num cenário de desvalorização continuada do kwanza, quem não consegue utilizar o mecanismo de indexação à moeda estrangeira nos contratos - uma vez que o valor da propriedade não acompanha a taxa de inflação -, vai estar continuamente a gerar perdas.
O estudo declara que continua a existir uma grande oportunidade de negócio para as sociedades gestoras de produtos imobiliários, mas, caso a situação não se alterar, o país pode  “caminhar muito rapidamente para  a estagnação ou mesmo para o fim do investimento estrangeiro no mercado imobiliário nacional”.
O relatório indica que a indústria do investimento imobiliário está instituída e legislada, com a aprovação do Regime Fiscal dos Organismos de Investimento Colectivo, em 2013, mas realça que, embora não tenham arrancado decisivamente, começam a surgir as primeiras sociedades gestoras e os fundos de investimento, um segmento que se torna vital para que haja diversidade de opções de investimento, poupança e financiamento do mercado da promoção imobiliária. 
A gestão imobiliária é apontada como um desafio para o desempenho do mercado, uma vez que a realidade cambial cria dificuldades, em especial na área de electromecânica, começando a escassear algum tipo de peças e equipamento, com percalços para a operação dos activos imobiliários.
“A manutenção cuidada dos edifícios é determinante para um melhor uso dos seus inquilinos e para uma efectiva poupança com a sua exploração. Além disso um edifício bem mantido, tende sempre a  ser mais apreciado quanto à manutenção ou aumento do seu valor no mercado transaccional”, lê-se no documento da Abacus.
O relatório afirma tornar-se determinante uma atitude pedagógica das entidades governamentais e dos agentes do mercado para esta importante tarefa, uma vez que continua a existir um compromisso diminuto de grande parte dos proprietários, para o cumprimento das obrigações, para que os edifícios possam ser conservados e bem mantidos.
Angola já tem valores de manutenção e conservação dos activos muito superiores do que a maior parte dos mercados internacionais, mas hoje, diz o relatório, a limitação de divisas torna mais cara a importação de materiais e equipamentos.
O estudo caracteriza o sector imobiliário angolano pela ausência de documentos jurídicos e de terrenos licenciados, pela falta do ordenamento do território e de planos directores para as cidades, assim como a necessidade de infra-estruturas básicas, embora reconheça que, desde o ano passado, a rede eléctrica tem melhorado de forma significativa.
 
Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao

Operadoras privadas com frotas inadequadas

Operadoras privadas com frotas inadequadasO mercado angolano de aviação civil encontra-se “excessivamente fragmentado”, com várias companhias privadas de reduzida dimensão sem capacidade de resistência a crises, situação que, nos últimos anos, conduziu algumas à falência, afirmou em Luanda o ministro dos Transportes, Augusto Tomás.
 
Como exemplo, citou as operações domésticas, que, neste momento, mostram indícios de insustentabilidade financeira, devido aos elevados custos operacionais, aliados a uma frota inadequada e à pouca procura por serviços aéreos na maioria das rotas.
 
A situação, de acordo com Augusto Tomás, exige a revisão do modelo operacional doméstico, de forma a garantir a sua sustentabilidade. “Pode-se migrar para um novo modelo que promova maior integração entre os diferentes operadores e reforce as sinergias entre o sector público e privado”, admitiu.
 
Referindo-se particularmente às duas empresas públicas do ramo - a Taag e a Enana - o ministro lembrou que ambas estão a passar por processos de refundação que, num caso e noutro, já começam a produzir frutos. Na Enana (Empresa Nacional de Navegação Aérea) estão a ser implementados, entre outros, uma gestão segmentada da rede aeroportuária, a reestruturação da organização e dos processos de negócio da empresa e novas tarifas aeroportuárias, além de estar em elaboração um estudo para a separação das actividades de exploração de serviços aeroportuários e de gestão do tráfego aéreo.
 
Na TAAG - Linhas Aéreas de Angola, o processo de refundação passou por etapas que permitiram tirar a companhia da chamada “lista negra” da União Europeia, para onde tinha sido atirada em 2007. Neste momento, a TAAG tem 14 voos semanais para Portugal e frequenta 25 destinos.
 
Mercê dos investimentos efectuados, a companhia transporta perto de 1,5 milhões de passageiros por ano, com as receitas a rondarem os 700 milhões de dólares norte-americanos por ano. No âmbito da sua reestruturação, a TAAG, além de reforçar a frota com a aquisição de novos aviões do tipo Boeing, elevando para 13 o número de aparelhos (cinco Boeings 737 e oito 777), melhorou os serviços de atendimento ao cliente.
 
Augusto Tomás notou que as melhorias introduzidas são reconhecidas pelas mais importantes entidades internacionais da aviação civil, incluindo a Skytrax,  que, em 2013, atribuiu à TAAG a classificação de três estrelas, colocando-a ao lado das mais prestigiadas companhias. A Skytrax é uma empresa de prestígio internacional, cuja responsabilidade se centra na elaboração do “ranking” de referência mundial dos serviços prestados aos clientes nas companhias aéreas e aeroportos.
 
Especializada em pesquisa e auditoria na indústria do transporte aéreo, a Skytrax já fez mais de 380 avaliações e auditorias a companhias e aeroportos, atribuindo classificações de uma a cinco estrelas, sendo as companhias possuidoras de três ou mais as que apresentam serviços e padrões de qualidade mais elevados.
 
Não obstante os avanços já registados pela companhia, o presidente do Conselho de Administração da TAAG, José João Kuvínga, reafirmou na última quarta-feira que o processo de reestruturação da empresa vai continuar a ser aprofundado, até nivelar o número de trabalhadores e os equipamentos às reais necessidades da empresa para torná-la mais competitiva.
 
A TAAG tem mais de três mil trabalhadores, quase o triplo do número que precisa para o seu normal funcionamento, o que sobrecarrega os custos operacionais da empresa.
 
Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao

Rede negociava financiamento

Rede negociava financiamentoA Procuradoria-Geral da República (PGR) deteve cinco indivíduos que, em nome do Banco de Negócios Internacional (BNI), negociavam uma operação de financiamento internacional de elevado montante proposta por uma empresa tailandesa e destinada a projectos em Angola.
 
A informação chegou ao conhecimento do banco através das redes sociais e o BNI, cumprindo as boas práticas internacionais nos domínios da prevenção de branqueamento de capitais e do financiamento ao terrorismo (Complience de AML) remeteu a operação para as autoridades competentes. 
De acordo com uma fonte, que não avançou os montantes em causa, os indivíduos e os detalhes do negócio fracassado vão ser conhecidos em breve. O Banco Nacional de Angola (BNA)tem, nos últimos tempos, insistido na necessidade de os bancos conhecerem os seus clientes, numa altura em que ele próprio está a trabalhar para consolidar o processo de adequação do sistema financeiro e bancário nacional às normas e padrões das instituições financeiras internacionais e intensificar o controlo efectivo dos meios de pagamento, o restabelecimento das relações da banca nacional com os bancos correspondentes para efectivar a reestruturação e saneamento dos bancos com insuficiências estruturais de liquidez. Além disso, as autoridades reforçaram o papel da Unidade de Informação Financeira, pela sua importância na prevenção e combate ao branqueamento de capitais e eventual financiamento ao terrorismo.
A partir de 1 de Fevereiro, os bancos comerciais angolanos passaram a estar obrigados a adoptar “mecanismos rigorosos” de registo das operações cambiais para o exterior, especialmente de Pessoas Politicamente Expostas (PEP).
Segundo o instrutivo 2/18 do Banco Nacional de Angola (BNA), sobre os “procedimentos a observar na execução de operações cambiais”, é necessário “assegurar, no mercado cambial em geral, e mais especificamente na comercialização de divisas, um comportamento ético e profissional pelos bancos comerciais, o cumprimento da legislação e regulamentação aplicáveis à actividade bancária”.
A “utilização eficiente da moeda estrangeira disponível” e o cumprimento, entre outras, da Lei de Combate ao Branqueamento de Capitais e Financiamento do Terrorismo, são objectivos deste instrutivo enviado pelo Banco Nacional de Angola aos quase 30 bancos comerciais angolanos que entrou em vigor a 1 de Fevereiro.
Entre outras orientações, o documento refere que os bancos “devem assegurar” que todos os seus colaboradores, incluindo a administração, “estejam cientes das acções disciplinares ou outras que possam resultar de comportamentos não éticos ou não profissionais e de transgressões inaceitáveis das suas políticas, bem como da legislação e regulamentação em vigor aplicável ao Mercado Cambial.
 
Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao

Mais de 20 mil famílias afectadas pela estiagem

Mais de 20 mil famlias afectadas pela estiagemMais de vinte mil famílias no município do Chongoroi,  província de Benguela, estão afectadas pela estiagem devido a falta de chuvas na  região , revelou ontem a administradora municipal local,  Maria  Carlos.
 
Segundo aquela responsável, nos próximos dias o número de populares afectados pela seca poderá aumentar , prevendo-se  uma calamidade  entre as populações , pois ficarão sem as culturas e consequentemente sem alimentos .
 
 “ Neste momento estamos apenas a sensibilizar a população a cultivar os produtos mais resistentes à seca, como a mandioca e a massambala”,  disse a administradora.   
 
Muitas famílias assoladas pela  fome clamam por apoio urgente de alimentos e medicamentos, devido  a desnutrição que  já se faz sentir desde Outubro do ano passado. “A estiagem  está a provocar muitos danos à saúde das populações,  pois devido a falta de alimentos estão a comer  mangas verdes”, lamentou.
 
As consequências da seca estão a se fazer sentir em várias localidades da província de Benguela, particularmente na região sul onde inúmeras famílias  camponeses  estão a passar por grandes dificuldades alimentares porque as suas  culturas estão a secar.
 
Um dos casos que  também está a preocupar as autoridades da província  prende-se com as 140 famílias na povoação de Lomia, no município de Caibambo,  que estão alimentar-se de mangas verdes devido à falta de comida. Estas famílias alimentava-se, basicamente, dos produtos que cultivavam, mas como não chove há já larga temporada não têm o que comer. 
 
A directora provincial do Gabinete da Acção Social, Família e Igualdade do Género, Leonor Fundanga, lançou um pedido de ajuda para socorrer às famílias que estão a ser vítimas da estiagem.
 
“As mulheres com quem reunimos na presença do administrador  municipal disseram-nos que é graças às mangas verdes que têm estado a acudir grandemente aquela população”, referiu Leonor Fundanga, acrescentado que a situação é extremamente crítica, pelo que merece intervenção urgente das entidades de direito.
 
A estiagem não assola apenas a localidade do Lomia, em Caibambo, pois já se estendeu aos municípios do Cubal, Ganda e Chongoroi. A escassez de chuva na região comprometeu as colheitas. 
 
Leonor Fundanga qualificou ainda  de grave a situação para uma população que vive essencialmente da agricultura, e que está localizada em zonas onde as vias de acesso são precárias. 
 
Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao

Primeira transmissão quântica intercontinental via satélite

Primeira transmisso quntica intercontinental via satliteDistribuição de chaves quânticas
 
Pesquisadores da China e da Áustria fizeram a primeira transmissão intercontinental de vídeo via satélite com os dados protegidos por criptografia quântica.
 
Como qualquer forma de criptografia digital, a criptografia quântica usa uma sequência de bits (1 e 0) chamada de "chave" para codificar e decodificar as informações. A vantagem da QKD (Quantum Key Distribution, ou distribuição de chaves quânticas) é que os bits são representados como estados quânticos - por exemplo, os estados de polarização dos fótons - e as leis da mecânica quântica tornam fisicamente impossível que os qubits transmitidos sejam interceptados e lidos sem que essa espionagem seja detectada pelo remetente e pelo receptor.
 
A transmissão de vídeos e imagens foi feita entre a Universidade de Ciência e Tecnologia da China e a Universidade de Viena, na Áustria, usando o satélite chinês Micius, que já havia sido empregado para realizar a primeira transmissão de comunicação quântica via satélite.
 
Uma imagem do filósofo chinês Micius foi enviada de Pequim para Viena, e uma imagem do físico Erwin Schrodinger viajou no sentido oposto. A seguir, a equipe transmitiu uma videoconferência entre as duas universidades que durou 75 minutos, exigindo 2 gigabytes de dados.
 
Internet quântica
 
O sistema de distribuição de chaves quânticas demonstrado pelo satélite agora poderá ser combinado com redes quânticas metropolitanas, nas quais fibras ópticas são usadas para conectar vários usuários dentro de uma cidade.
 
"A capacidade demonstrada aqui é suficiente para os estágios iniciais de uma internet quântica, semelhante ao estado dos celulares na década de 1970," disse o professor Jian-Wei Pan, coordenador dos experimentos.
 
O satélite Micius é apenas o primeiro componente de um projeto internacional coordenado pela China, chamado Experimentos Quânticos em Escala Espacial, que incluirá vários satélites mais avançados, que ficarão estacionados em órbitas mais elevadas - o Micius circunda a Terra a apenas 500 km de altitude.
 
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

Força aérea turca bombardeia enclave curdo em solo Sírio

Forca aerea turca bombardeia enclave curdo em solo SrioO fim de semana foi duro para a população de Afrine, um enclave curdo localizado no norte da Síria, bombardeado pela aviação turca. Ancara diz que já tem tropas no terreno, mas a principal milícia local desmente e fala em "vitória”. 
 
A situação na Síria voltou a agravar-se este fim de semana quando a aviação turca iniciou aquilo que o seu Governo descreveu como uma \"grande ofensiva militar\" visando o enclave turco de Afrine.
A ofensiva turca foi lançada, curiosamente, no mesmo dia em que Moscovo anunciou a realização, a 30 de Janeiro, em Sotchi (sudoeste da Rússia), de um Congresso do Diálogo Nacional Sírio, patrocinado pelos apoiantes do processo de Astana.
 
Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao