Fertilizante inteligente aduba plantas por meses

Fertilizante inteligente aduba plantas por mesesAdubação com inteligência
 
Pesquisadores russos desenvolveram o que eles chamam de "adubo inteligente".
 
O material é resultado da combinação de fertilizantes tradicionais com um polímero biodegradável, o que permite retardar o processo de decomposição e de liberação dos nutrientes no solo.
 
Como resultado o uso dos fertilizantes foi otimizado, com uma maior produção na lavoura, e foram reduzidas as pressões sobre o meio ambiente, uma vez que o excesso de fertilizantes tem-se transformado em uma das principais fontes de poluição na zona rural, sobretudo nas áreas de manancial.
 
Os materiais biodegradáveis decompõem-se sob a influência da microflora do solo da lavoura, gerando produtos inócuos. E, com a liberação gradual do princípio ativo no solo, as plantas aproveitaram melhor os nutrientes.
 
Fertilizante inteligente
 
Para criar o material de decaimento lento, a equipe partiu de um polímero biodegradável, chamado poli-3-hidroxibutirato, ao qual foram adicionadas farinha de madeira e nitrato de amônia. A massa resultante foi colocada sob pressão para formar pastilhas e utilizada nos experimentos em uma lavoura de trigo.
 
A equipe testou várias opções para aplicação do fertilizante e comparou o rendimento da pastilha com a aplicação dos componentes individualmente e com uma lavoura de referência, sem fertilizantes.
 
Os melhores resultados foram obtidos quando o fertilizante inteligente foi embalado em uma proteção dupla, com o núcleo da pastilha envolvido - além da farinha de madeira - por uma película adicional de polímero. Neste caso, devido à lenta decomposição do filme, o adubo foi fornecido ao solo com uma taxa relativamente estável ao longo de dois meses.
 
Agora a equipe planeja estender os testes para confirmar que o mesmo princípio pode ser usado em aplicações biomédicas, como a liberação controlada de medicamentos.
 
"Desenvolvemos e implementamos a tecnologia para a síntese de poliésteres biodegradáveis de origem microbiológica, [que se mostraram] eficazes como material para produtos para aplicações biomédicas, e também exploramos padrões de sua decomposição no solo e em outros ambientes," contou a professora Tatiana Volova, da Universidade Federal da Sibéria.
 
Fonte: http://inovacaotecnologica.com.br
 
 

Oposição faltou à investidura

Oposio faltou  investiduraA ausência da maioria dos presidentes e demais membros dos partidos da oposição na cerimónia de investidura do Presidente e Vice-Presidente da República foi criticada pelo economista Fernando Heitor.
 
Na sua opinião, apesar das diferenças políticas que dividem os partidos, os seus integrantes são todos angolanos e irmãos. Por este motivo, defende, deviam marcar presença na cerimónia.  “A investidura do mais alto mandatário da nação é um momento alto. Além disso, o actual Presidente da República é uma pessoa da nossa geração e conhecemo-lo bem”, lamentou, defendendo ainda que a presença dos presidentes da UNITA, CASA-CE, PRS, FNLA podia marcar o início de uma nova era de aproximação entre o Chefe de Estado  e os partidos políticos. Fernando Heitor é também de opinião que os líderes da oposição, que também estiverem ausentes no acto de investidura de 2008 e 2012, não deviam continuar com condutas pouco cordatas com o alto mandatário da nação, uma vez que vão integrar o Conselho da República.  “Deviam esquecer as mágoas e dar um sinal positivo ao estrangeiro, com a presença deles na cerimónia para saudar o novo Presidente da República”.  O antigo deputado da UNITA justificou que não participou no acto de investidura de 2012, por disciplina partidária, embora estivesse disponível para o efeito.
O economista disse acreditar que o Presidente João Lourenço terá sucesso na sua magistratura, por ser um homem “bastante simples e aberto”, que se conseguir criar um governo dinâmico e aberto vai  fazer o país sair da situação difícil que se encontra e relançar a economia para níveis altos de desenvolvimento, através da diversificação das fontes de receitas nacionais. 
“Temos outras potencialidades, além do petróleo. Mas é preciso que essas potencialidades se traduzam em dinheiro, rendimento disponível para as famílias e empresas, para levarmos o país a altos níveis de desenvolvimento”, alertou, afirmando que o país tem condições para isso. 
No seu ponto de vista, o actual Presidente João Lourenço com a sua equipa governativa vai levar o país para o caminho de bem-estar de todos os angolanos. 
O combate à corrupção e o desemprego juvenil são também desafios  que o novo Executivo deve  ter em conta. “Vamos torcer para que o novo Presidente trabalhe para o bem de todos os angolanos e que combata os males principais que ainda temos”, declarou. O Bispo da Igreja Tocoísta, Dom Afonso Nunes, também disse acreditar que o Presidente João Lourenço vai introduzir mudanças significativas em todos os sectores da vida nacional.
Para o religioso, a prioridade deve ser a resolução de problemas sociais ligados à energia eléctrica, água, saneamento básico, transporte e à reabilitação de estradas  secundárias e terciárias para o desenvolvimento. 
No âmbito religioso, Dom Afonso Nunes disse aguardar pelo seu apoio, uma vez ter manifestado tal intenção no período da campanha eleitoral e ter demonstrado o seu reconhecimento sobre a importância de Deus e da Igreja na vida dos homens. 
“Pensamos que vai estreitar o relacionamento com as lideranças religiosas do país, que têm a missão de pacificar os espíritos e de transmitir a mensagem de Deus”.
Dom Afonso Nunes considerou a cerimónia de investidura do Presidente e Vice-Presidente da República o início de uma nova era para o país e a chuva miúda que caiu na manhã de ontem um sinal divino que confirma tal facto e renova as esperanças do povo angolano. 
A líder da Igreja Teosófica, Suzeth João, perspectiva bons níveis de desenvolvimento durante o mandato do Presidente João Lourenço, tendo em conta a capacidade demonstrada nas funções anteriores.  “Não vai ser tarefa fácil, porque vai governar num momento de crise económica, mas a Igreja vai ajudar com oração e conselhos”, disse a profetiza, manifestando ainda a sua disponibilidade para contribuir em projectos para o resgate dos valores morais e pacificação dos espíritos.
 
Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao

Kijinga: o símbolo do poder

 Kijinga - o smbolo do poder“Kijinga”, o chapéu considerado símbolo do poder tradicional, é a peça do mês de Setembro, no Museu Nacional de Antropologia, em Luanda, um utensílio que fez parte do acervo da referida instituição museológica.
 
O poder tradicional é exercido por uma entidade secular tradicional, dotada de grande autoridade moral, jurídica e educativa. É a guardiã da cultura e das tradições ancestrais, investido segundo os preceitos culturais.
As autoridades tradicionais obedecem a certos rituais para que a comunidade as reconheça, respeite e venere como representantes dos seus ancestrais e de Deus. Estas autoridades usam um conjunto de peças etnográficas que são elementos simbólicos do poder tradicional, como: coroas ou gorros, trono, banco, bastão, enxota-mosca e cachimbo. Como proposta, o Jornal de Angola, apresenta a “Kijinga”.
A entronização, a outorga e a ostentação dos símbolos de poder, bem como a pertença à linhagem real são algumas condições para se ser autoridade tradicional. De referir que desde a Independência Nacional, em 1975, o Executivo reconheceu a importância e a eficácia das autoridades tradicionais como elementos de intermediação entre o poder político e determinados grupos locais.
A sua função sempre foi de destaque, no sentido de participarem directa ou indirectamente na formação da vontade colectiva do Estado. A peça Kijinga pertence ao grupo etnolinguístico ambundu, localizado ou repartido numa grande extensão entre o mar e o rio Kwango, excedendo para o leste, transpondo para o sul e médio Kwanza, envolvendo as províncias de Luanda, Bengo, Malanje e Cuanza-Sul. 
O termo kijinga aplica-se ao chapéu da autoridade, que é considerado como símbolo de afirmação da personalidade do indivíduo que o ostenta. Dentro da tradição dos ambundu, constitui um dos elementos do aparato que distingue o poder legitimado pela pertença ao “sangue, valor da linhagem” e pelos ritos que o consagram.
O artefacto é feito de fibras vegetais e ráfia, pintado a preto e a castanho, com tonalidades cinzentas. Ele apresenta duas pontas ao lado, uma espécie de duas orelhas alongadas, bordadas em algodão multicolor.
O seu detentor utiliza-o em circunstâncias especiais, geralmente em actos oficiais. Ele simboliza o poder, a sabedoria e a força do seu proprietário. Os dois sentidos principais do quijinga são: primeiro, o portador é tido como guardião da integridade física de todos os cidadãos que se encontram sob a sua jurisdição. Essa integridade implica, antes de tudo, educação e garantias laborais, enquanto no sentido seguinte, o detentor tem a responsabilidade de manter harmonia, concórdia e unidade entre todos os que reconhecem nele a lealdade. 
 
Projecto ganha força
 
O chefe de departamento da Educação e Animação Cultural (DEAC), do Museu Nacional de Antropologia, Massokolo Nsituatala, disse ao Jornal de Angola que o número de visitantes da instituição tem aumentado e que os mesmos procuram conhecer melhor a história do país. 
Massokolo Nsituatala disse que, depois da realização, de 29 de Maio a 29 de Junho, de uma formação dirigida aos estudantes finalistas do Instituto Médio Técnico de Hotelaria e Turismo “Terra do Ngola”, o museu tem procurado manter parcerias com várias instituições, fundamentalmente de ensino.
O responsável assegurou que aos visitantes têm sido transmitidos conhecimentos gerais sobre o museu e o seu acervo museológico. “Temos recebido muitos estudantes, principalmente, uns por orientação dos professores e outros por curiosidade e interesse de aumentar os conhecimentos sobre a história do povo angolano”, argumentou Massokolo Nsituatala.
Uma experiência positiva teve a estudante universitária da Faculdade de Letras, do primeiro ano, do curso de Secretariado Executivo e Língua Empresarial, da Universidade Agostinho Neto, Bernardete Graça Pedro, sargento das Forças Armadas Angolanas, que foi à procura de mais valências e subsídios para o seu trabalho de investigação sobre estudos sociolinguísticos.
 Em declarações, ontem ao Jornal de Angola, espelhou a sua vontade de aprender mais sobre a cultural dos seus ancestrais e poder dominar melhor a história do país. “Recebi valiosos subsídios e aconselho mesmo os estudantes do curso de História a visitarem o museu, por  lhes permitir ter contacto com uma variedade de peças que simbolizam os mais variados rituais dos povos angolano, em particular, e africanos no geral”, sugeriu a estudante.
 
 Preservação da memória colectiva angolana
 
Criado no dia 13 de Novembro de 1976, o Museu Nacional de Antropologia tem por missão assegurar a preservação do acervo etnográfico e antropológico da memória colectiva do povo angolano além da investigação, recolha e exposição do mesmo para o usufruto público.
O Museu Nacional de Antropologia possui um acervo de cerca de seis mil objectos (parte do acervo é constituído pelo espólio do antigo Museu de Angola e outra parte proveniente do acervo do Museu do Dundo) que comporta maioritariamente peças etnográficas que descrevem o quotidiano dos diferentes grupos etnolinguísticos de Angola (os Bakongo, os Ambundu, os Ovimbundu, os Lunda e Cokwe, os Ovingangela, os Nyaneka Khumbi, os Helelo, os Ovambó e os San/Kung).
Do acervo destaca-se as peças sobre pastorícia, caça, metalurgia, pesca, tecelagem, instrumentos musicais, cerâmica, cestaria, crenças religiosas, arte africana, poder Tradicional, arte sacra, numismática e artes plásticas (pintura). Em Novembro do ano passado, o museu ganhou o seu depósito central, contíguo ao edifício principal, localizado na Baixa de Luanda. O Depósito Central do Museu Nacional de Antropologia tem capacidade de acondicionamento de seis mil peças. 
A infra-estrutura, que contam com duas salas destinadas ao acondicionamento e uma de restauro, vai, fundamentalmente, garantir a protecção e preservação do acervo destinado à pesquisa e exposição.
O edifício construído no âmbito do Plano Nacional de Desenvolvimento 2013/2017, com recurso ao investimento público, tem três pisos e varias valências.
Situado no Centro Histórico da Cidade, este museu está instalado num edifício secular , de estilo palaciano, com níveis de pavimentação diferenciados, construído com pedra e cal na parte mais antiga e a tijolo e cimento na parte norte do edifício.
 
Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao

Presidente da República

Presidente da RepblicaManhã de terça-feira, 26. Praça da República, em Luanda. Céu parcialmente nublado, com ameaça de chuva. A temperatura ronda os 28 graus, mas a sensação térmica é maior. Mais de 40 mil pessoas, entre Chefes de Estado e de Governo, diplomatas e população em geral, aguardam o momento para presenciar a investidura do terceiro Presidente da República de Angola e testemunhar, pela primeira vez, uma transição histórica.
 
José Eduardo dos Santos, o homem que durante 38 anos liderou os destinos do país, passou o testemunho a João Lourenço, eleito Presidente da República nas eleições gerais de 23 de Agosto. O Jornal de Angola regista, passo a passo, a cerimónia que marca o início do mandato de cinco anos do Presidente da República e Comandante-em-Chefe das Forças Armadas Angolanas, João Lourenço, e do Vice-Presidente da República, Bornito de Sousa.
10h22 - Guarda de Honra dá entrada na Praça da República, seguido do Porta Bandeiras.
10h31- Os 14 juízes conselheiros do Tribunal Constitucional chegam à Praça da República e posicionam-se à entrada da tribuna principal.
10h52 - Chega à Praça da República o juiz presidente do Tribunal Constitucional, Rui Ferreira, para dar posse ao Presidente da República eleito, João Lourenço, e o Vice-Presidente da República eleito, Bornito de Sousa.
11h17 - Chega à Praça da República o Vice-Presidente da República eleito, Bornito de Sousa, acompanhado da esposa. É recebido pelo presidente do Tribunal Constitucional, Rui Ferreira, à entrada da tribuna principal. De seguida, Bornito de Sousa cumprimenta os juízes conselheiros do Tribunal Constitucional e toma o assento na tribuna.  
11h28-O Presidente da República eleito, João Lourenço, chega à Praça da República, acompanhado da esposa, Ana Dias Lourenço. Traja um fato preto, camisa branca e uma gravata lilás. A população, que aguardava desde às 8h00, saúda João Lourenço de pé, com entusiasmo. Recebido pelo presidente do Tribunal Constitucional, o Presidente da República eleito cumprimenta os juízes e encaminha-se para uma das salas protocolares do Mausoléu Dr. António Agostinho Neto. Antes, na tribuna passa pelo filhos e mais familiares e saúda os membros auxiliares do Presidente da República cessante.   
11h34 - Os Chefes de Estado e de Governo e demais convidados tomam assento na tribuna principal.
11h38 - O Vice-Presidente da República cessante chega para a cerimónia e é recebido pelo presidente do Tribunal Constitucional. Cumprimenta os juízes conselheiros do Tribunal Constitucional, que estão estacionados à entrada da tribuna principal. 
11h41 - Os juízes conselheiros do Tribunal Constitucional deixam a entrada principal e ocupam os seus lugares na tribuna principal.
11h43 -A viatura que transporta o Presidente da República cessante e a Primeira Dama Ana Paula dos Santos chega à Praça da República. Faz-se silêncio. O mestre de cerimónias é Aldemiro Vaz da Conceição, o mesmo de 2012 na investidura de José Eduardo dos Santos. Anuncia a chegada do Presidente da República cessante. A multidão aplaude. Ao som da Banda de Honra da Guarda Presidencial, passa em revista a tropa em parada, acompanhado da Primeira Dama Ana Paula dos Santos. Traz, preso ao pescoço, o Colar Presidencial, que vai depois colocar em João Lourenço. 
11h45 - Presidente da República cessante é recebido pelo presidente do Tribunal Constitucional. José Eduardo dos Santos é aplaudido pela multidão, que o saúda em pé, enquanto sobe os degraus que o levam à tribuna principal. Cumprimenta os juízes conselheiros do Tribunal Constitucional. De seguida cumprimenta o Vice-Presidente da República cessante.
11h48 - Presidente da República cessante cumprimenta o Presidente da República eleito, sob fortes aplausos do público presente. De seguida, cumprimenta o Vice-Presidente da República eleito.
11h49- Do alto da tribuna principal, com as mãos unidas ao alto, em sinal de agradecimento, José Eduardo dos  Santos dirige-se às mais de 40 mil pessoas, na Praça da República. A multidão responde com ovação.
11h50 -O mestre cerimónias, Aldemiro Vaz da Conceição, anuncia o programa da cerimónia de investidura de João Lourenço e do seu Vice-Presidente, que começa com a entoação do Hino Nacional, pela Banda de Música da Guarda de Honra.  
11h52 - O mestre de cerimónias apresenta as entidades convidadas, entre eles estão Chefes de Estado e de Governo, enviados especiais e diplomatas. O Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, é o mais aplaudido.
11h58- O presidente do Tribunal Constitucional, Rui Ferreira, abre a cerimónia de investidura do Presidente da República eleito e do Vice-Presidente  eleito e anuncia os momentos que se seguem.
12h02- Mestre de cerimónia procede à leitura da biografia do Presidente da República eleito.
12h07- O presidente do Tribunal Constitucional procede à leitura da Declaração do Tribunal Constitucional que declara João Lourenço vencedor das eleições gerais de 23 de Agosto e, por isso,  Presidente da República de Angola, e Bornito de Sousa  Vice-Presidente da República.
12h09- O presidente do Tribunal Constitucional convida o Presidente da República eleito a prestar juramento. 
12h10- Com a mão sobre a Constituição da República, o Presidente da República eleito presta juramento, ladeado pela esposa, Ana Dias Lourenço. 
 12h12- O presidente do Tribunal Constitucional procede à leitura do Termo de Posse. 
12h14- O Presidente da República eleito assina o Termo de Posse e os Termos Individuais, ao que se segue a ratificação dos documentos pelo presidente do Tribunal Constitucional.
12h17- O Presidente José Eduardo dos Santos coloca o Colar Presidencial ao Presidente eleito, ao que se segue os cumprimentos, sob os aplausos da multidão presente. De seguida, o Presidente José Eduardo dos Santos troca de lugar com o agora Chefe de Estado, João Lourenço, que se senta no lugar destinado ao Presidente da República. A multidão saúda de pé. 
12h20- O presidente do Tribunal Constitucional pede autorização ao Presidente da República e Comandante-em-Chefe das Forças Armadas Angolanas, João Lourenço, para convidar o Vice-Presidente da República eleito a prestar juramento.
12h25- Após prestar juramento, o Vice-Presidente da República, Bornito de Sousa, assina o Termo de Posse e os Termos individuais. 
12h28- O Vice-Presidente da República, Bornito de Sousa, cumprimenta o Presidente da República e a Primeira Dama, Ana Dias Lourenço. De seguida cumprimenta o Presidente José Eduardo dos Santos, a ex-Primeira Dama, e o Vice-Presidente da República cessante.
 
Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao

João Lourenço prometeu ser Presidente de todos angolanos

Joo Loureno prometeu ser Presidente de todos angolanos12h30 - O presidente do Tribunal Constitucional faz o discurso de felicitação ao Presidente da República e ao Vice-Presidente da República.
 
Rui Ferreira fala da importância do momento, agradece ao Presidente José Eduardo dos Santos, de quem  lembra os mais de 50 anos dedicados à luta pela Independência Nacional, à preservação da independência, à realização dos ideais de Agostinho Neto, à erradicação do apartheid, conquista da paz, reconciliação nacional, reconstrução nacional e consolidação da democracia. Afirma que os angolanos e a nação têm, com o Presidente José Eduardo dos Santos, “uma dívida impagável por tudo que fez” e acrescenta: “muito obrigado Presidente e perdoa-nos por ter lhe roubado a sua juventude, o tempo de uma vida, a sua saúde e o convívio da família”.
Ao Presidente da República, João Lourenço, o presidente do Tribunal Constitucional lembra que os limites únicos do poder que lhe foram conferido pelo povo são os que constam da Constituição da República, da Lei e do dever de servir a nação. “Não há outro, Sr. Presidente. A partir de hoje abrem-se aos seus pés e para os próximos cinco anos uma via expressa para fazer o que prometeu aos angolanos”. E pediu: “Corrija o que está mal, melhore o que está bem, combata a corrupção, fortaleça o Estado democrático e de direito, diversifique a economia e melhore a qualidade de vida dos angolanos”. Rui Ferreira lembrou: “O momento e o contexto são difíceis e os desafios que tem são muitos. Conhecemos-lhe a determinação, a disciplina, a lealdade a valores, a fidelidade a princípios, a coragem e o valor que dá à palavra dada. tem também o voto popular. estamos confiantes e certos de que vencerá estes desafios e realizará o programa que prometeu aos angolanos”.    
12h38 - João Lourenço fala pela primeira vez à nação como Presidente da República de Angola. Saúda o Presidente José Eduardo dos Santos, a quem agradece o empenho, a dedicação ao país e ao povo, e rende homenagem aos heróis, incluindo o Fundador da Nação angolana, Agostinho Neto. Lembra aos políticos que os interesses nacionais devem estar sempre acima dos interesses individuais, garante a implementação gradual das autarquias e a melhoria do diálogo com as diferentes forças sociais, além da necessidade de os governantes saberem conviver com a crítica. No campo económico, anuncia medidas para estabilizar a moeda, reduzir a inflação, declara menos intervenção do Estado, mais iniciativa privada, transparência nos serviços públicos, combate à corrupção, à impunidade e aos crimes económicos. João Lourenço prometeu ser o Presidente de todos os angolanos.
13h25 - O novo Presidente da República termina o discurso inaugural. O Chefe de Estado-Maior General das FAA, Geraldo Sachipengo Nunda, pede autorização ao novo Comandante-em-chefe das Forças Armadas Angolanas para iniciar o desfile dos três ramos das Forças Armadas e da Polícia Nacional. 
13h37 - Inicia o desfile ao som da Banda de Música das Forças Armadas Angolanas, integrado por militares dos três ramos das Forças Armadas. Sob o comando do tenente-general Joaquim Constantino, o desfile é uma forma de mostrar a organização, disciplina, coesão das Forças Armadas Angolanas e da Polícia Nacional, além de cativar a juventude. Apenas o Presidente da República se mantém de pé, enquanto decorre o desfile, repartido em oito blocos de integrantes das Forças Armadas e da Polícia Nacional.
13h58 - Sob o som da Banda da Guarda de Honra Presidencial, procede-se ao disparo de 21 salvas de canhão
14h01 - O presidente do Tribunal Constitucional, Rui Ferreira, declara ter empossado o Presidente da República e o Vice-Presidente da República, iniciando o mandato  naquele momento. De seguida, dá por terminada a cerimónia pública de empossamento.
14h03 - O Presidente da República, João Lourenço despede-se dos juízes conselheiros do Tribunal Constitucional. Acompanhado pelo presidente do Tribunal Constitucional, o Presidente da República e Comandante-em Chefe das Forças Armadas Angolanas desce da tribuna principal e despede-se de Rui Ferreira.
14h06 - O Presidente da República e Comandante-em-Chefe das Forças Armadas Angolanas, João Lourenço, passa em revista às tropas em parada, sobe na viatura protocolar, sob o som da Banda de Música, e deixa a Praça da república, acompanhado da Primeira Dama, Ana Dias Lourenço.
14h08 - Acompanhado pelo presidente do Tribunal Constitucional, o Presidente José Eduardo dos Santos desce da tribuna de honra. Saúda a população, sobe na viatura e deixa a Praça da República, acompanhado da esposa, Ana Paula dos Santos, e dirige-se ao Palácio Presidencial, onde entrega as chaves ao novo inquilino.
 
 Rui Ferreira: “Uma via expressa para fazer o que prometeu” 
 
Um momento de destaque da cerimónia ocorreu quando, ao novo Chefe de Estado, o presidente do Tribunal Constitucional lembrou que os limites únicos do poder que lhe foram conferidos pelo povo são os que constam da Constituição da República, da Lei e do dever de servir a Nação. “Não há outro, Sr. Presidente. A partir de hoje abrem-se aos seus pés e para os próximos cinco anos uma via expressa para fazer o que prometeu aos angolanos”. 
E pediu: “Corrija o que está mal, melhore o que está bem, combata a corrupção, fortaleça o Estado democrático e de direito, diversifique a economia e melhore a qualidade de vida dos angolanos”. 
No seu primeiro discurso, quase que respondendo ao presidente do Tribunal Constitucional, o Presidente João Lourenço declarou: “A Constituição será a nossa bússola de orientação e as leis o nosso critério de decisão”. E mais adiante, falando da corrupção e da impunidade: “Exorto todo o nosso povo a trabalhar em conjunto para extirpar esse mal que ameaça seriamente os alicerces da nossa sociedade”.
 
Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao

Drone invisível testa tecnologias para aviões sem piloto

Drone invisvel testa tecnologias para avies sem pilotoAvião sem piloto
 
A Agência Espacial Alemã (DLR) testou com sucesso um protótipo de avião autônomo projetado para avaliar várias tecnologias que deverão permitir um salto qualitativo para os drones e abrir o caminho para uma maior automação dos aviões.
 
O protótipo, batizado de SAGITTA, é um veículo aéreo não-tripulado (VANT) a jato e foi construído em colaboração com a Airbus.
 
O primeiro voo foi totalmente programado antes da decolagem. O drone decolou e voou de forma autônoma durante sete minutos por um percurso predefinido. Ele então aproximou-se da pista e pousou sem qualquer intervenção humana.
 
Entre as principais tecnologias avaliadas está o próprio material de que o avião é feito, um compósito ultraleve feito de um polímero reforçado com fibra de carbono. As camadas finas como papel são coladas até atingir espessuras que variam de acordo com o papel estrutural e a carga a que é submetida cada peça ou parte da fuselagem.
 
"Nossos pesquisadores tiveram que projetar e construir os componentes individuais de forma que eles se encaixassem precisamente durante a montagem, porque a camada adesiva precisava ser fina e uniforme para que a ligação fosse forte," disse Martin Wiedemann, da DLR.

Drone invisível
 
Este primeiro protótipo foi construído na escala de 1:4 do drone que deverá ir para a linha de produção nos próximos anos - ele mede 3 metros de comprimento por 3 metros de envergadura.
 
Impulsionado por duas turbinas de 300 N, o drone pode levantar voo com um peso total de até 150 quilogramas.
 
O voo de demonstração serviu também para confirmar que o drone se camufla em relação ao radar, com sua característica de "invisibilidade ao radar" (stealth) provindo primariamente de seu formato.
 
A seguir, o veículo de testes será usado para avaliar novos componentes estruturais nos quais serão integrados elementos funcionais ativos, como os flaps ajustáveis e dinâmicos.
 
"Com exceção dos freios, é um 'aparelho eletrônico de voo' que é controlado por atuadores eletromecânicos, em vez de componentes hidráulicos. O veículo experimental não é um produto pronto para produção. Ele foi projetado para recolher informações valiosas sobre novas tecnologias para sistemas de voo sem tripulação," disse Wiedemann.
 
Fonte: http://inovacaotecnologica.com.br

Países amigos estão abertos ao reforço da cooperação

Pases amigos esto abertos ao reforo da cooperaoO reforço das relações de cooperação entre Angola e os mais diversos países de África e Europa foram as notas dominantes das declarações prestadas pela maioria dos Chefes de Estado e de Governo que marcaram presença, ontem, na cerimónia de investidura do Presidente da República, João Lourenço, e do Vice-Presidente da República, Bornito de Sousa.
 
O Presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, disse esperar que a investidura do novo Presidente de Angola sirva de pano de fundo para o reforço das relações entre os dois países e para o seu alragamento nos mais diversos sectores.
Jorge Carlos Fonseca pretende que a amizade histórica entre cabo-verdianos e angolanos se desenvolva cada vez mais. “Esperamos das novas autoridades angolanas,  particularmente do novo Presidente a continuação da amizade profunda entre Cabo Verde e Angola”, sublinhou o Chefe de Estado, para quem Angola é um grande país africano que tem todas as condições para se afirmar no plano africano e mundial. 
Na sua visão, Angola tem condições para proporcionar a todos os angolanos um país com progresso social , económico e cultural, bem como justiça social e inclusão.
O Chefe de Estado  de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou histórica a passagem de funções do Presidente da República Cessante, José Eduardo dos Santos, para o  actual. Na sua visão, o acto representa “um momento histórico para a Nação, o Estado e  o povo Angolano”.  O estadista português felicitou João Lourenço e destacou que a “presença amiga do povo português” prova o quão são excelentes as relações entre os dois países. 
“Faz parte da nossa cooperação estarmos juntos e isso é uma escolha dos povos. Os portugueses que estão a viver em Angola e os angolanos que vivem em Portugal são milhares e escolheram a amizade e a fraternidade”, sublinhou Marcelo Rebelo de Sousa , atribuindo aos políticos a responsabilidade de corresponderem a esta escolha dos dois povos.  Em Luanda, o presidente português disse sentir - se em casa. 
Na cerimónia de investidura também marcou presença o Presidente de São Tomé, Evaristo de Carvalho, que  felicitou João Lourenço e considerou necessário elevar a cooperação entre os dois países que “tiveram sempre relações de irmandade e até de consanguinidade”. 
Evaristo Carvalho saudou o o Presidente da República cessante, José Eduardo dos Santos, por tudo que fez por Angola e pelo comtinente. “Depois de suceder o Presidente Agostinho Neto soube aguentar  a nossa cooperação e amizade e espero que o novo Presidente continue com a irmandade e consanguinidade com São Tomé e Príncipe”. 
O Presidente da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, destacou a amizade e cooperaçao entre os povos dos dois países e sua vontade de ver as relações incrementadas com o Presidente angolano recém empossado. 
Em breves declarações na Praça da República, onde decorreu a cerimónia de investidura , Alassane Ouattara aproveitou a ocasião para endereçar felicitações ao Presidente eleito, João Lourenço, e ao cessante, José Eduardo dos Santos. 
Alassane Ouattara reafirmou o interesse do seu país em continuar a trabalhar para o incremento dos níveis de cooperação com Angola. 
O Presidente da República do Gabão, Ali-Bem Bongo e presidente em exercício da CEEAC, considerou Angola um parceiro importante para a pacificação da região central de África e recordou o papel desempenhado pelo Presidente da República cessante na pacificação de alguns países da Região dos Grandes Lagos. 
O Chefe de Estado da Namíbia, Hage Geingob, disse que Angola e a Namíbia vão continuar a trilhar os mesmos caminhos que têm vindo a percorrer desde os tempos de Agostinho Neto até ao Presidente José Eduardo dos Santos. “A geografia já mais deixará que os povos de Angola e da Namíbia estejam distantes, razão pela qual os angolanos têm livre espaço na Namíbia e os Namibianos encontram também espaço em Angola”, realçou Hage Geingob.
 
União Europeia
 
A Alta Representante da União Europeia para a Política Externa, Federica Mogherini, enviou uma mensagem na qual espera cooperar com o novo Executivo angolano para  reforçar as relações e intensificar o diálogo já existente. 
Para Federica Mogherini, o processo de eleições gerais em Angola, que culminou com uma transição política pacífica, foi um sinal claro do compromisso do povo angolano com a democracia.
A União Europeia, adiantou , está disponível para apoiar processos eleitorais futuros, incluindo a garantia de tratamento e acesso igual aos meios de comunicação social e a reforma da legislação eleitoral à luz dos princípios internacionais de inclusão e transparência.
A diplomata garantiu que a União Europeia vai continuar a apoiar todos os esforços para construir instituições fortes, democráticas e inclusivas, para  garantir um futuro pacífico e próspero para todos os angolanos e responder eficazmente aos desafios regionais e globais em constante evolução.
 
Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao

APN inaugura sede no Bengo

APN inaugura sede no BengoA APN tem a sua primeira sede provincial no Bengo inaugurada ontem, em Caxito, pelo candidato do partido a Presidente da República, Quintino Moreira.
 
Depois, Quintino Moreira realizou um comício em que prometeu acabar com as assimetrias regionais, caso ganhe as eleições gerais e desenvolver todas as províncias do país. 
O candidato, natural do Bengo, defendeu que não deve haver províncias de primeira ou de segunda, mas que todas devem ser desenvolvidas. Por isso, prometeu levar o desenvolvimento àquela província, começando por fundi-la com Luanda e transformá-las na capital económica do país.  
“Com a província desenvolvida, não vai haver necessidade das pessoas, principalmente os jovens, se deslocarem para outros pontos do país”, disse, apontando as dificuldades que o Bengo enfrenta com a falta de estruturas, como escolas, água, energia, saúde e estradas. 
Ao dirigir-se a dezenas de pessoas, entre militantes e simpatizantes do partido, Quintino Moreira disse que a sua formação política cresce todos os dias e que na próxima semana, em que visita o leste do país, vai apresentar publicamente centenas de militantes que eram de outros partidos e que aderiram à APN.
 
Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao