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Primeira transmissão quântica intercontinental via satélite

Primeira transmisso quntica intercontinental via satliteDistribuição de chaves quânticas
 
Pesquisadores da China e da Áustria fizeram a primeira transmissão intercontinental de vídeo via satélite com os dados protegidos por criptografia quântica.
 
Como qualquer forma de criptografia digital, a criptografia quântica usa uma sequência de bits (1 e 0) chamada de "chave" para codificar e decodificar as informações. A vantagem da QKD (Quantum Key Distribution, ou distribuição de chaves quânticas) é que os bits são representados como estados quânticos - por exemplo, os estados de polarização dos fótons - e as leis da mecânica quântica tornam fisicamente impossível que os qubits transmitidos sejam interceptados e lidos sem que essa espionagem seja detectada pelo remetente e pelo receptor.
 
A transmissão de vídeos e imagens foi feita entre a Universidade de Ciência e Tecnologia da China e a Universidade de Viena, na Áustria, usando o satélite chinês Micius, que já havia sido empregado para realizar a primeira transmissão de comunicação quântica via satélite.
 
Uma imagem do filósofo chinês Micius foi enviada de Pequim para Viena, e uma imagem do físico Erwin Schrodinger viajou no sentido oposto. A seguir, a equipe transmitiu uma videoconferência entre as duas universidades que durou 75 minutos, exigindo 2 gigabytes de dados.
 
Internet quântica
 
O sistema de distribuição de chaves quânticas demonstrado pelo satélite agora poderá ser combinado com redes quânticas metropolitanas, nas quais fibras ópticas são usadas para conectar vários usuários dentro de uma cidade.
 
"A capacidade demonstrada aqui é suficiente para os estágios iniciais de uma internet quântica, semelhante ao estado dos celulares na década de 1970," disse o professor Jian-Wei Pan, coordenador dos experimentos.
 
O satélite Micius é apenas o primeiro componente de um projeto internacional coordenado pela China, chamado Experimentos Quânticos em Escala Espacial, que incluirá vários satélites mais avançados, que ficarão estacionados em órbitas mais elevadas - o Micius circunda a Terra a apenas 500 km de altitude.
 
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

Força aérea turca bombardeia enclave curdo em solo Sírio

Forca aerea turca bombardeia enclave curdo em solo SrioO fim de semana foi duro para a população de Afrine, um enclave curdo localizado no norte da Síria, bombardeado pela aviação turca. Ancara diz que já tem tropas no terreno, mas a principal milícia local desmente e fala em "vitória”. 
 
A situação na Síria voltou a agravar-se este fim de semana quando a aviação turca iniciou aquilo que o seu Governo descreveu como uma \"grande ofensiva militar\" visando o enclave turco de Afrine.
A ofensiva turca foi lançada, curiosamente, no mesmo dia em que Moscovo anunciou a realização, a 30 de Janeiro, em Sotchi (sudoeste da Rússia), de um Congresso do Diálogo Nacional Sírio, patrocinado pelos apoiantes do processo de Astana.
 
Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao

Matrículas geram polémica na centralidade do Sequele

Matriculas geram polmica na centralidade do SequeleA polémica em torno da gestão das escolas públicas erguidas na Centralidade do Sequele, por uma entidade privada, no caso, o padre Apolónio Graciano, desde  2014, está a ganhar novos contornos, depois de a direcção provincial da Educação e a própria Igreja Católica virem a público negar qualquer envolvimento na história.
 
A situação ficou ainda mais agitada, principalmente nesta altura do ano, em que centenas de pais e encarregados de educação lutam para matricular os filhos, com críticas pelas comparticipações financeiras quer nas matrículas, quer pela alta dos valores das mensalidades.
 
Os moradores da centralidade questionam tais pagamentos, uma vez que as escolas foram construídas com o dinheiro do Estado e para piorar, vem ao de cima a razão da gestão dos estabelecimentos a uma entidade particular afecta à Igreja Católica.
 
Engrácia de Lemos, que vive no Sequele, desde 2014, explica que as escolas da centralidade só foram abertas depois que um grupo de moradores ter “levantado muita poeira” junto da Administração Municipal de Cacuaco, que, na época, detinha a jurisdição do Sequele.
 
A encarregada de educação recorda que só depois de três meses do início do ano lectivo, é que as escolas do Sequele começaram a funcionar, mas com muita confusão no processo de matrículas, por causa das cobranças sem explicações, cenário que continua até hoje. “Todos os meses pagámos”, queixa-se.
 
Com três filhos a estudar, Pedro Gaspar também procura saber as razões para as cobranças mensais exigidas pela gestão das escolas do Sequele, quando as instalações e os professores pertencem ao Estado. 
 
“Sabe-se, é de lei, que o ensino primário é gratuito. Por que aqui, nós, os pais, somos obrigados a pagar propinas mensais?”, questiona o cidadão.
 
Outra questão levantada pelos pais e encarregados tem a ver com o estado das infra-estruturas, que se encontram numa situação lastimável, com as paredes sujas, casas de banho nojentas, falta de carteiras, entre outros problemas, que deveriam ser ultrapassados com o dinheiro que se cobra aos utentes.
 
Marisa Ferreira afirma que os gestores das escolas do Sequele exigem a compra da bata e do uniforme de educação física, vendidos por eles, sendo que o primeiro utensílio custa 3.500 kwanzas e o segundo 6.000 kwanzas. Sem estes adereços, os alunos são impedidos de entrar na escola.
 
A confirmar as alegações dos pais e encarregados de educação, o porta-voz das  escolas do Sequele, Isaac Makemba, confirmou ao Jornal de Angola que “o padre Apolónio Graciano é, de facto, o gestor de todas as escolas desta centralidade, desde 2014, embora desconheça as modalidades para que isso fosse possível”.Isaac Makemba explicou que o padre faz a gestão das escolas, mas cabe ao Ministério da Educação disponibilizar os professores e pagar os salários desses docentes. Entretanto, o sacerdote encarrega-se pelo pagamento das empregadas de limpeza, seguranças, reposição das carteiras, quadros, giz e de outros materiais didácticos.
 
O interlocutor do Jornal de Angola esclareceu que as instituições de ensino funcionam como escolas comparticipadas, em que os pais e encarregados comparticipam na gestão ou manutenção do estabelecimento, através de pagamentos de actos de matrículas, confirmações de matrículas e propinas mensais simbólicas.
 
O responsável diz estar bem informado sobre o Decreto Lei 16/17, que estabelece a gratuidade do ensino, desde a Iniciação até a Nona Classe, mas afirma que a norma não se aplica para o caso em concreto, pelo referido despacho.
 
Isaac Makemba, nomeado por Apolónio Graciano, explicou que os valores das comparticipações foram estipulados pelo próprio cónego, durante uma reunião mantida com os encarregados de educação, em 2014, para permitir que as escolas tivessem um funcionamento minimamente aceitável. “Os pais aceitaram e, agora, não se percebe o motivo de tanto alarido à volta disso”, disse Isaac Makemba.
 
Sobre os valores das comparticipações, o porta-voz explicou que, para o ensino primário, os alunos pagam mil kwanzas, os do Primeiro Ciclo 1500 kwanzas, enquanto o Segundo Ciclo a comparticipação é de dois mil kwanzas por mês.
 
Quanto ao processo de matrícula, pelo menos, o candidato ao ensino primário é obrigado a pagar mil kwanzas, uma vez que a capa de processo é personalizada e engloba já o cartão de estudante. No primeiro e segundo ciclos, a confirmação custa 2.000 kwanzas. 
 
SONIP entrega chaves
 
A SONIP, na condição de proprietária dos imóveis do Sequele, foi a instituição que procedeu à entrega das chaves das escolas da centralidade ao padre Apolónio Graciano. Quem o afirma é o próprio sacerdote católico.
 
Questionado se este contrato foi feito em que circunstância, o cónego deixou claro que, além de cidadão angolano, é um sacerdote que pertence à Igreja Católica, uma instituição conhecida universalmente pelos seus feitos no sector da Educação. 
 
“Logo, as escolas do Sequele foram entregues à igreja, na pessoa do padre Apolónio Graciano, e a igreja tem pleno conhecimento disso”,afirmou.
 
Apesar das muitas intrigas, Apolónio Graciano revelou que as escolas do Sequele funcionam, até agora, graças aos muitos sacrifícios que faz, uma vez que, desde 2014, o Estado não dá subsídio algum, além de dar os professores e pagar seus salários.
 
Quanto às comparticipações, que vão dos mil aos dois mil kwanzas, o padre disse que existem pais que refutam os valores, alegam questões de pobreza e recusam a pagar. Referiu que é a minoria de encarregados que cumpre com o acordo.
 
“As cobranças das comparticipações vão continuar”, afirma categórico. “As famílias muito pobres, que têm até  três filhos matriculados nestas escolas, apenas pagam a propina de um deles, para que saiam do sufoco”, ameniza.
 
O padre revelou que, desde 2014, pediu colaboração à Comissão Diocesana das Escolas Católicas, no sentido de se dar pendor mais religioso nas escolas que gere, mas, até agora, não obteve resposta. Para si, esta atitude representa que “há gente contra mim, mesmo dentro da sociedade a que pertenço. Porém, vou continuar a dedicar-me às boas causas”.
 
Igreja nega participação
 
O secretário nacional do clero da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé(CEAST), padre Correia Hilário, negou qualquer envolvimento da Igreja Católica na gestão das escolas da Centralidade do Sequele.
 
“Não existe nenhum protocolo celebrado entre a CEAST ou a Arquidiocese de Luanda, em que o padre Apolónio pertence, e o Ministério da Educação”, afirmou o sacerdote.
 
O prelado disse que essas escolas foram entregues ao padre Apolónio Graciano, à título pessoal, e a igreja respeita isso, mas deixa claro: “o cónego não está, de forma alguma, a representar a Igreja Católica dentro daquelas escolas, porque não foi a igreja que o colocou aí para gerir as mesmas”.
 
Correia Hilário explica que a CEAST desconhece a celebração do compromisso de entrega e a entidade do Estado com a qual o sacerdote Apolónio negociou a gestão das escolas. “Logo, a igreja não pode se envolver num assunto, cujo processo de cedência não esteja devidamente clarificado”, sustentou.
 
Apesar da estranheza do processo de entrega da gestão ao padre católico, Correia Hilário garante que a Igreja Católica sente-se honrada, por saber agora que há um sacerdote com tais responsabilidades, o que significa algum reconhecimento daquilo que, a titulo pessoal, o cónego Apolónio tem estado a fazer para a sociedade.
 
André Soma, director de gabinete de Educação de Luanda, revelou apenas que este problema é semelhante ao que se passa em duas escolas do KK-5000.
 
“Depois de muitas discussões, uma continua a funcionar como escola pública e outra ficou comparticipada. São assuntos já reportados para o Presidente da República, no ano passado”, disse André Soma.
 
Explicou que essas escolas foram entregues pelo Governo Provincial de Luanda, uma vez que o Gabinete da Educação não tem competência para atribuir uma escola a quem quer que seja. 
 
“As pessoas que gerem estas instituições fazem-no de forma legal, daí que quem estuda nestas escolas deve pagar”, rematou.
 
Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao

Carvão produzido à margem da Lei destrói florestas no Zaire

Carvao produzido  margem da Lei destri florestas no ZaireA exploração de carvão nas áreas florestais do Lumueno e Nfinda-Nkunku no município do Soyo, província do Zaire, por cidadãos nacionais e estrangeiros, para fins comerciais, está provocar uma devastação sem precedentes da flora e do habitat de várias espécies animais na região.
 
A situação considerada bastante preocupante pelas autoridades locais, está atingir contornos assustadores, pelo facto de causar desflorestação desmedida das referidas zonas, com consequências incalculáveis ao ambiente e ao próprio homem que a promove.
 
Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao

Operadoras privadas com frotas inadequadas

Operadoras privadas com frotas inadequadasO mercado angolano de aviação civil encontra-se “excessivamente fragmentado”, com várias companhias privadas de reduzida dimensão sem capacidade de resistência a crises, situação que, nos últimos anos, conduziu algumas à falência, afirmou em Luanda o ministro dos Transportes, Augusto Tomás.
 
Como exemplo, citou as operações domésticas, que, neste momento, mostram indícios de insustentabilidade financeira, devido aos elevados custos operacionais, aliados a uma frota inadequada e à pouca procura por serviços aéreos na maioria das rotas.
 
A situação, de acordo com Augusto Tomás, exige a revisão do modelo operacional doméstico, de forma a garantir a sua sustentabilidade. “Pode-se migrar para um novo modelo que promova maior integração entre os diferentes operadores e reforce as sinergias entre o sector público e privado”, admitiu.
 
Referindo-se particularmente às duas empresas públicas do ramo - a Taag e a Enana - o ministro lembrou que ambas estão a passar por processos de refundação que, num caso e noutro, já começam a produzir frutos. Na Enana (Empresa Nacional de Navegação Aérea) estão a ser implementados, entre outros, uma gestão segmentada da rede aeroportuária, a reestruturação da organização e dos processos de negócio da empresa e novas tarifas aeroportuárias, além de estar em elaboração um estudo para a separação das actividades de exploração de serviços aeroportuários e de gestão do tráfego aéreo.
 
Na TAAG - Linhas Aéreas de Angola, o processo de refundação passou por etapas que permitiram tirar a companhia da chamada “lista negra” da União Europeia, para onde tinha sido atirada em 2007. Neste momento, a TAAG tem 14 voos semanais para Portugal e frequenta 25 destinos.
 
Mercê dos investimentos efectuados, a companhia transporta perto de 1,5 milhões de passageiros por ano, com as receitas a rondarem os 700 milhões de dólares norte-americanos por ano. No âmbito da sua reestruturação, a TAAG, além de reforçar a frota com a aquisição de novos aviões do tipo Boeing, elevando para 13 o número de aparelhos (cinco Boeings 737 e oito 777), melhorou os serviços de atendimento ao cliente.
 
Augusto Tomás notou que as melhorias introduzidas são reconhecidas pelas mais importantes entidades internacionais da aviação civil, incluindo a Skytrax,  que, em 2013, atribuiu à TAAG a classificação de três estrelas, colocando-a ao lado das mais prestigiadas companhias. A Skytrax é uma empresa de prestígio internacional, cuja responsabilidade se centra na elaboração do “ranking” de referência mundial dos serviços prestados aos clientes nas companhias aéreas e aeroportos.
 
Especializada em pesquisa e auditoria na indústria do transporte aéreo, a Skytrax já fez mais de 380 avaliações e auditorias a companhias e aeroportos, atribuindo classificações de uma a cinco estrelas, sendo as companhias possuidoras de três ou mais as que apresentam serviços e padrões de qualidade mais elevados.
 
Não obstante os avanços já registados pela companhia, o presidente do Conselho de Administração da TAAG, José João Kuvínga, reafirmou na última quarta-feira que o processo de reestruturação da empresa vai continuar a ser aprofundado, até nivelar o número de trabalhadores e os equipamentos às reais necessidades da empresa para torná-la mais competitiva.
 
A TAAG tem mais de três mil trabalhadores, quase o triplo do número que precisa para o seu normal funcionamento, o que sobrecarrega os custos operacionais da empresa.
 
Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao

Exoplaneta potencialmente habitável está vindo em nossa direcção

Exoplaneta potencialmente habitvel est vindo em nossa direoExoplaneta temperado
 
Os telescópios do ESO no Chile, os mesmos que haviam descoberto o exoplaneta mais próximo de nós no ano passado, agora encontraram outro planeta que vale a pena dar uma espiada em busca de vida como a conhecemos.
 
O exoplaneta Ross 128 b é o mais próximo já descoberto em torno de uma estrela anã vermelha inativa, o que aumenta a probabilidade desse planeta poder potencialmente sustentar vida.
 
Localizado a 11 anos-luz de distância, o planeta tem diâmetro semelhante ao da Terra e está bem próximo de sua estrela - ele tem um ano com duração de apenas 9,9 dias. Mas como sua estrela é muito mais fria, mesmo estando muito próximo sua temperatura é baixa - os astrônomos afirmam ser um planeta com clima temperado.
 
As anãs vermelhas estão entre as estrelas mais frias e de menor brilho do Universo - sendo também as mais comuns. Por isso elas são bons alvos para a procura de exoplanetas, sendo cada vez mais estudadas.
 
Muitas estrelas anãs vermelhas, incluindo Próxima Centauro, onde está o exoplaneta mais próximo de nós, o Próxima b, ejetam ocasionalmente plumas de material que banham seus planetas com radiação ultravioleta e raios X. No entanto, a Ross 128 é uma estrela muito mais calma e, por isso, os seus planetas podem ser os mais próximos conhecidos que poderão sustentar vida de modo confortável.
 
Exoplaneta a caminho de nós
 
Apesar de se situar atualmente a 11 anos-luz de distância da Terra, na dança contínua das estrelas dentro da Via Láctea a estrela Ross 128 move-se na nossa direção. Os cálculos indicam que ela será a nossa vizinha mais próxima daqui a apenas 79.000 anos - um piscar de olhos em termos cósmicos. Nessa altura, Ross 128 b destronará Próxima b, tornando-se o exoplaneta mais próximo da Terra.
 
O exoplaneta Ross 128 b tem uma órbita 20 vezes mais próxima da sua estrela do que a Terra do Sol. Apesar da proximidade, o exoplaneta recebe apenas 1,38 vez mais luz do que a Terra, o que resulta em uma temperatura estimada entre -60º C e 20º C - sua estrela tem apenas cerca de metade da temperatura da superfície do Sol.
 
Embora os astrônomos envolvidos na descoberta considerem o Ross 128 b como um planeta temperado, não se sabe ainda se o exoplaneta se situa no interior, no exterior ou na periferia da zona habitável, onde pode existir água líquida na superfície do planeta.
 
Para tentar descobrir isso e obter outras informações sobre o Ross 128 b, o exoplaneta será o alvo principal do futuro telescópio E-ELT do ESO, que será o maior telescópio do mundo e terá a capacidade de procurar marcadores biológicos na atmosfera dos exoplanetas.
 
Fonte: http://inovacaotecnologica.com.br
 

Mais de 20 mil famílias afectadas pela estiagem

Mais de 20 mil famlias afectadas pela estiagemMais de vinte mil famílias no município do Chongoroi,  província de Benguela, estão afectadas pela estiagem devido a falta de chuvas na  região , revelou ontem a administradora municipal local,  Maria  Carlos.
 
Segundo aquela responsável, nos próximos dias o número de populares afectados pela seca poderá aumentar , prevendo-se  uma calamidade  entre as populações , pois ficarão sem as culturas e consequentemente sem alimentos .
 
 “ Neste momento estamos apenas a sensibilizar a população a cultivar os produtos mais resistentes à seca, como a mandioca e a massambala”,  disse a administradora.   
 
Muitas famílias assoladas pela  fome clamam por apoio urgente de alimentos e medicamentos, devido  a desnutrição que  já se faz sentir desde Outubro do ano passado. “A estiagem  está a provocar muitos danos à saúde das populações,  pois devido a falta de alimentos estão a comer  mangas verdes”, lamentou.
 
As consequências da seca estão a se fazer sentir em várias localidades da província de Benguela, particularmente na região sul onde inúmeras famílias  camponeses  estão a passar por grandes dificuldades alimentares porque as suas  culturas estão a secar.
 
Um dos casos que  também está a preocupar as autoridades da província  prende-se com as 140 famílias na povoação de Lomia, no município de Caibambo,  que estão alimentar-se de mangas verdes devido à falta de comida. Estas famílias alimentava-se, basicamente, dos produtos que cultivavam, mas como não chove há já larga temporada não têm o que comer. 
 
A directora provincial do Gabinete da Acção Social, Família e Igualdade do Género, Leonor Fundanga, lançou um pedido de ajuda para socorrer às famílias que estão a ser vítimas da estiagem.
 
“As mulheres com quem reunimos na presença do administrador  municipal disseram-nos que é graças às mangas verdes que têm estado a acudir grandemente aquela população”, referiu Leonor Fundanga, acrescentado que a situação é extremamente crítica, pelo que merece intervenção urgente das entidades de direito.
 
A estiagem não assola apenas a localidade do Lomia, em Caibambo, pois já se estendeu aos municípios do Cubal, Ganda e Chongoroi. A escassez de chuva na região comprometeu as colheitas. 
 
Leonor Fundanga qualificou ainda  de grave a situação para uma população que vive essencialmente da agricultura, e que está localizada em zonas onde as vias de acesso são precárias. 
 
Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao

Palancas Negras preparam CHAN

Palancas Negras preparam CHANA Selecção de Honras de futebol volta a trabalhar hoje, em dupla sessão de treino, no viveiro do Estádio Nacional 11 de Novembro, no segundo dia de preparação tendo em vista a disputa do Campeonato Africano das Nações (CHAN), a decorrer de 13 de Janeiro a 4 de Fevereiro, no Reino de Marrocos.
 
À semelhança do dia de ontem, o técnico Srdjan Vasiljevic mantém, antes do arranque do treino matinal, às 8h00, uma conversa com os jogadores, no centro de terreno, para abordar a preparação a ser realizada. 
De acordo com o programa de trabalho, a seguir os atletas vão ser submetidos a exercícios físicos, como os alongamentos, abdominais, flexibilidade, coordenação motora, resistência e força, intercalados com trabalho com bola. 
A finalizar a preparação, o grupo efectua corridas ligeiras à volta do campo. Os aspectos técnicos e tácticos, sem descurar a componente física, vão dominar o treino vespertino, com início às 16h30.
Atendendo o arranque tardio dos trabalhos, o técnico sérvio e seus adjuntos não têm alternativa aos treinos bidiários, com a finalidade de recuperar a condição física dos jogadores, bem como melhorar pormenores técnicos e tácticos. 
O corpo técnico liderado por Srdjan Vasiljevic corre contra o tempo, para que a Selecção Nacional alcance, antes da competição, os níveis pretendidos, a julgar pelos objectivos traçados pela Federação para o Africano, após fracasso em 2016, no Ruanda.
 
Absentismo
 
No primeiro treino de ontem, Vasiljevic foi confrontado com a ausência de 14 dos 29 jogadores convocados para os trabalhos da Selecção Nacional. Os seis atletas do Petro de Luanda não compareceram, sem qualquer justificação.
Faltaram aos treinos Gérson, Wilson, Job, Mira, Herenilson e Manguxi. Do 1º de Agosto apenas dois disseram sim à chamada, Buá e Macaia. Geraldo está no Brasil, alegadamente em tratamento médico, enquanto Neblú, Nelson da Luz, Dani Massunguna, Natael e Chow são dados como lesionados pelo clube militar.
Paizo, também da agremiação rubra e negra, junta-se ao grupo amanhã. O lateral esquerdo adaptado à esquerda por Dragan Jovic, estava até ontem do Luanda. Por seu lado, Lunguinha está dispensado por ter casado na véspera. Compareceram aos treinos Landu, Rui, Nari, Tó Carneiro, Celson Barros, Macaia, Paty, Almeida, Vá, Moco, Adó Pena, Mano Calesso, Buá, Bugos e Kaporay.
Em declarações ao Jornal de Angola, Paulo Ribeiro, supervisor do Departamento Técnico das Selecções Nacionais, disse que ficou surpreso com a ausência de seis atletas do Petro e sete do 1º de Agosto.
“Não recebemos nenhuma justificação do Petro, sobre a ausência dos jogadores. Do 1º de Agosto que muitos dos atletas estão lesionados. É uma situação muito triste que está a acontecer connosco. Esperávamos por uma notificação”, lamentou o dirigente federativo.
Caso o Petro de Luanda não faça qualquer pronunciamento, Paulo Ribeiro garantiu que a direcção da FAF vai tomar uma posição sobre o assunto: “Aguardarmos por uma justificação da direcção do Petro. Estamos a nos precaver”.
A Selecção, que vai disputar a prova pela terceira vez, depois de ter ficado em segundo lugar, na estreia em 2011 no Sudão, sob o comando do angolano Lito Vidigal, e no ter passado de fase na última edição, o ano passado no Ruanda, com José Kilamba, vai competir no Grupo C, ao lado das congéneres do Burkina Faso, Camarões e Congo Brazzaville.
Na ronda inaugural, os Palancas Negras defronta os Cavalos do Burkina Faso, no dia 16 de Janeiro, às 17h30, no Grande Estádio da cidade marroquina de Agadir.
“A ideia era trabalhar no Lubango, mas vamos seguir mais cedo para Agadir. A preparação vai ser feita em Luanda”, explicou à Rádio 5, o presidente da FAF.
 
Antigo goleador Love Cabungula reforça equipa técnica
 
Love Cabungula, antigo goleador do Girabola, integra o corpo técnico dos Palancas Negras, como terceiro adjunto do sérvio Srdjan Vasiljevic, depois de Miroslav Maksimovic e Silvestre Pelé.
De 38 anos, Love Cabungula foi apresentado ontem aos jogadores da Selecção Nacional, no viveiro do Estádio Nacional 11 de Novembro, depois de ter evoluído muitos anos na I Divisão, com passagem pelo ASA, 1º de Agosto, Petro de Luanda, Kabuscorp do Palanca, Recreativo da Caála e Sagrada Esperança.
A além dos títulos ganhos ao serviço do ASA, no Campeonato Nacional, o jogador representou em 58 ocasiões os Palancas Negras, tendo um registo de oito golos marcados.
Contactado pelo Jornal de Angola, Love Cabungula referiu que é uma honra fazer parte da equipa técnica nacional, sublinhando que não esperava pelo convite por parte da Federação Angolana.
“Quem trabalha, sempre alcança os seus objectivos. É uma casa que bem conheço. Agradeço o convite do presidente da FAF e dos seus colaboradores. Estou pronto para servir o meu país, como fi-lo na condição de atleta”, salientou o ex-avançado.
Love Cabungula acrescentou que é uma sensação agradável trabalhar com Srdjan Vasiljevic e Silvestre Pelé. Miroslav Maksimovic dispensa apresentação, porque foi seu treinador no Petro de Luanda.
“Penso que vai ser uma óptima experiência. Irei colocar em prática tudo que aprendi durante esses anos todos”.
 
Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao