Esta fibra óptica deveria pagar royalties a Einstein

Esta fibra deveria pagar royalties a EinsteinFibra óptica de cristal fotônico
 
Pesquisadores do Instituto Max Planck, na Alemanha, descobriram um novo mecanismo para guiar a luz ao longo de uma fibra especial, conhecida como fibra óptica de cristal fotônico (PCF, na sigla em inglês: Photonic Crystal Fiber).
 
Ao contrário das fibras comuns, que têm um núcleo de vidro ou quartzo, a PCF é uma fibra fina como um fio de cabelo contendo um conjunto regular de canais ocos correndo ao longo do seu comprimento.
 
Quando esses canais são torcidos helicoidalmente, assumindo uma forma de parafuso, esse conjunto de canais espiralados atua sobre a luz de uma maneira análoga à forma como os raios de luz são curvados quando viajam através do espaço gravitacionalmente curvo em torno de uma estrela, como descrito pela Teoria Geral da Relatividade de Einstein.
 
Luz que se contorce
 
As fibras ópticas funcionam como tubos para a luz. E, assim como o espaço de um tubo é criado por sua parede externa, as fibras ópticas têm um núcleo cujo vidro tem um índice de refração maior do que o vidro do revestimento externo. A diferença no índice de refração faz com que a luz seja refletida na interface com o revestimento, ficando aprisionada no núcleo da fibra, assim como a água fica presa pelas paredes do tubo.
 
Mas a fibra de cristal fotônico não tem núcleo, tem canais ocos - se você cortá-la, verá uma seção parecida com uma peneira. Com a torção da fibra em espiral, seria de se esperar que a luz a ser transmitida, que vem de um único laser, se distribuísse entre os orifícios dessa peneira de forma totalmente uniforme.
 
Em vez disso, o que ocorreu foi surpreendente: a luz fica concentrada na região central de cada canal oco, onde estaria localizado o núcleo de uma fibra óptica convencional.
 
Fibra óptica relativística
 
O efeito é análogo à curvatura do espaço na Teoria Geral da Relatividade de Einstein, que prevê que um corpo massivo, como uma estrela, distorce o espaço que a rodeia - ou, mais precisamente, distorce o espaço-tempo, ou seja, a combinação das três dimensões espaciais com a quarta dimensão, o tempo, de forma parecida como uma folha de borracha é curvada por uma esfera de chumbo.
 
A luz segue esta curvatura, de forma que o caminho mais curto entre dois pontos não é mais uma linha reta, mas uma curva. É por isso que, durante um eclipse solar, por exemplo, as estrelas que deveriam ficar escondidas atrás do Sol tornam-se visíveis. Os físicos chamam esses caminhos de conexão mais curtos de "geodésicas".
 
"Ao torcer a fibra, o 'espaço' em nossa fibra de cristal fotônico torna-se torcido também," explica o professor Gordon Wong. Isso cria linhas geodésicas helicoidais ao longo das quais a luz viaja. Quanto mais a fibra é torcida, mais estreito é o espaço dentro do qual a luz fica concentrada. Em uma analogia com a teoria de Einstein, isso corresponde a uma força gravitacional mais forte e, portanto, a uma maior deflexão da luz.
 
Luz torcida miniaturizada já cabe dentro dos chips
Sensor ambiental
 
Embora destaquem que se trata de uma pesquisa fundamental, a equipe já conseguiu pensar em algumas aplicações para sua descoberta.
 
Uma fibra torcida que seja menos torcida em certos intervalos, por exemplo, permitirá que uma porção da luz escape para o exterior. Essa luz poderia então interagir com o ambiente nestes locais definidos. Uma rede dessas fibras poderia coletar dados em grandes áreas como um sensor ambiental.
 
Fonte: http://inovacaotecnologica.com.br

BNA tem encontro com a alta finança

BNA tem encontro com a alta financaAs empresas francesas mostraram “inteira” disponibilidade de acompanhar a evolução económica do mercado angolano, afirmou, quinta-feira, em Paris (França), o representante do Movimento de Empresas Francesas (Midef).
 
“Estamos presentes. Somos o terceiro investidor internacional em Angola e temos mais de 70 unidades empresariais a operarem no país”, referiu Gérard Wolf, quando falava no final de uma reunião com o governador do Banco Nacional de Angola, Valter Filipe.
“Os dados que temos sobre a economia de Angola fazem com que nos apoiemos mutuamente. Fazemos tudo para que Angola possa ser uma potência económica diversificada, moderna e inovadora”, prosseguiu o representante do Midef.
Gérard Wolf disse que as metas apresentadas pelo governador do BNA, que incluem a adequação do sistema financeiro angolano às boas práticas internacionais, fundamentalmente às definidas pelo Banco Central Europeu (BCE) e pela autoridade de supervisão bancária europeia, são promissoras.
 A aposta do Movimento de Empresas Francesas (Midef), para o mercado angolano, é que as empresas francesas tenham êxito no país.
“Vamos acompanhar esse processo no que diz respeito às empresas francesas com atenção e por via da Embaixada de França em Angola”, afirmou.
 O Midef é o maior sindicato empresarial em França e reúne mais de 750 mil empresas, nacionais e estrangeiras a operarem no território francês. Foi criado em 1988, para fomentar o emprego, pretendendo alcançar a meta de um milhão de postos de trabalho para os franceses. A instituição funciona como um gancho da política social francesa, exercendo as suas acções internamente, na União Europeia e a nível internacional.
O BNA retomou quarta-feira, em Paris, negociações para a sua admissão como equivalente de supervisão bancária do Banco Central Europeu (BCE), visando restabelecer a entrada de moeda externa.
Fonte do BNA, citada pela imprensa local, explica que uma missão chefiada pelo governador Valter Filipe, vai, durante seis dias, negociar assistência técnica e apoios na área de regulação e supervisão bancárias, bem como no acesso à moeda externa.
O BNA considera que uma adesão à chamada supervisão equivalente vai permitir aos bancos comerciais do país deixar de depender exclusivamente do banco central para ter acesso a divisas, como acontece actualmente no contexto da crise cambial em curso.
Para o efeito, a delegação tem na agenda encontros de trabalho com instituições do sistema financeiro francês e internacional para apresentar os avanços feitos em Angola, para equiparar o seu sistema de supervisão ao dos bancos centrais dos países desenvolvidos.
 
Clube de Paris
 
A comitiva do BNA reuniu ontem com o Clube de Paris, instituição francesa que tem a missão de apoiar financeiramente os países com dificuldades económicas. 
O encontro, inscrito no quadro da visita da delegação angolana chefiada pelo governador do Banco Nacional de Angola, Valter Filipe, desde quarta-feira à capital francesa, visou o restabelecimento da confiança dos parceiros gauleses no sistema bancário nacional. O  objectivo é que Angola faça parte da lista de equivalência da supervisão bancária do Banco Central Europeu (BCE).
Ao fazer parte da lista de equivalência, a banca angolana vai deixar de depender exclusivamente do Banco Nacional de Angola para ter acesso a cambiais, como acontece actualmente.   A relação entre Angola e o Club de Paris não tem sido auspiciosa, pois, o país apenas beneficiou de um reescalonamento da dívida externa em 1987, antes de ser membro do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (BM) em 1989. 
Ao Estado angolano, tem sido exigida a implementação de um programa de estabilização e ajustamento económico e financeiro.
Sem o aval prévio sobre o estado real das finanças de Angola e da não implementação das medidas propostas, o Clube de Paris não pode proceder ao alívio da dívida externa do país.  Esta deslocação segue-se a outras similares realizadas em 2016, que já conduziram o governador do BNA e a sua equipa à África do Sul, ao Brasil,  à Itália, à Grã-Bretanha e a Portugal, prevendo-se futuramente uma outra viagem à Alemanha.
Com estas diligências, o país pretende fundamentalmente evitar a sua exclusão do sistema financeiro internacional e normalizar  a venda de divisas interrompida, em 2015, pelos bancos correspondentes dos Estados Unidos e da Europa.
A lista de bancos correspondentes que cessaram relações com o sistema bancário angolano inclui o CitiBank, o HBSC, o Bank of America/FirstRand, o Standard Chartered  e o Deutsche Bank.
Devido ao fim dos acordos com estes bancos estrangeiros e outros para correspondentes bancários, por violação de normas internacionais, bem como pela escassez de divisas resultante da queda do preço do petróleo, a banca angolana apenas consegue comprar divisas ao BNA com recurso às reservas internacionais.
A ideia agora é tentar restabelecer as relações com tais bancos correspondentes para a criação de condições e facilidades de entrada de liquidez, através de operações de financiamento aos bancos comerciais e às empresas angolanas.
Pretende-se igualmente “restabelecer a confiança, a credibilidade e o aprimoramento” na prevenção e combate ao branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo, em conformidade com as normas do Gafi (Grupo de Ação Financeira).
“Nós temos hoje o desafio ao nível europeu, que é fazermos parte da lista da equivalência da supervisão bancária com o BCE”, declarara o governador Valter Filipe na altura da conversações em Portugal sobre a questão, no passado.
 
Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao

Anunciadas mais plataformas logísticas

Anuciadas mais plantaformas logisticasO ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás, anunciou ontem, na cidade do Huambo, a construção de mais 44 plataformas logísticas urbanas, regionais, portuárias e transfronteiriças, incluindo centros de carga aérea nos principais aeroportos do país, para assegurar a produção, armazenamento, consolidação e distribuição dos produtos no mercado.
 
Ao discursar no encerramento da conferência sobre plataformas regionais, no Complexo Turístico da Chiva, arredores da cidade do Huambo, Augusto Tomás disse ser incontornável a implementação da Rede Nacional de Plataformas Logísticas para o desenvolvimento da economia do país.
O ministro dos Transportes disse que o projecto de construção de plataformas é tutelado pelo sector. O mesmo já foi apresentado aos governos provinciais, empresários nacionais e estrangeiros para a sua execução, atendendo ao processo em curso de diversificação da economia.
A criação da Rede Nacional de Plataformas Logísticas vai incentivar o surgimento de mais actividades produtivas nas regiões onde se localizam, sobretudo, no interior do país, disse Augusto Tomás, lembrando que a rede logística e dos transportes assumem-se como um factor de desenvolvimento.
O ministro dos Transportes garantiu que a implementação da Plataforma Logística Regional do Huambo terá um impacto positivo, na medida em que vai criar mais empregos, surgimento de novas empresas e aumento da produtividade, permitindo o incremento das trocas comerciais e aumento das exportações. O governador do Huambo, João Baptista Kussumua, reconheceu que a Conferência Regional sobre a Rede Nacional de Plataformas Logísticas no caso do Huambo visou criar uma ligação sustentada entre os sectores que intervêm nesta cadeia.
A conferência reuniu cerca de 250 participantes, entre quadros e técnicos das empresas públicas.
 
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Huíla recebe João Lourenço

Huila recebe Joao LourencoA população da Huíla demonstrou ontem que apoia incodicionalmente o candidato do MPLA a Presidente da República, se se tiver em conta a multidão que acorreu ao aeroporto do Lubango para receber João Lourenço.
 
Centenas de pessoas, entre militantes, simpatzantes e amigos do MPLA e membros da sociedade civil deram as boas-vindas a João Lourenço, que é hoje apresentado publicamente a população da Huíla como candidato do partido no poder a Presidente da República.
As autoridades tradicionais do Lubango, Humpata, Chibia e Cacula,  também manifestaram incondicional apoio a João Lourenço. Os sobas, que ontem estiveram na recepção a João Lourenço, dizem que o também vice-presidente do MPLA é uma figura que reúne qualidades para dar continuidade e inovar o actual programa de governação. 
As autoridades tradicionais daqueles três municípios da Huíla garantiram prestar apoio a João Lourenço, caso seja confirmado como Chefe de Estado nas próximas eleições. “Hoje, comprovamos mais um acto significante e histórico do nosso país, com a passagem de testemunho do Presidente José Eduardo dos Santos a João Lourenço, um homem íntegro e capaz de prosseguir com as acções projectadas pelo partido”, disseram. 
O soba grande da Huíla, Joaquim Huleipo, também ele militante do MPLA, disse que a actividade a desenvolver, após a apresentação pública do candidato do partido, vai incidir na divulgação da imagem de João Lourenço e da bandeira do partido nas zonas longínquas da província. “Como militantes dedicados, vamos percorrer todas as aldeias da província da Huíla, para que toda a população votante esteja bem informada sobre o rosto do candidato a Presidente da República nas próximas eleições”, prometeu.
Joaquim Huleipo afirmou que este trabalho não é muito difícil, porque as pessoas sabem que o MPLA é um partido sério e de confiança. Apelou aos demais militantes, simpatizantes e amigos do partido para arregaçarem e estarem disponíveis a consentir alguns sacrifícios para que se possa levar a todos os pontos do país os símbolos do partido.
Já o soba João Cassongo aconselhou todos os cidadãos com idade de votar a não se deixarem enganar por falsos políticos que promovem a violência. “Preocupam-se mais a apontar o dedo ao outro, quando têm as suas casas por arrumar”, disse, numa alusão aos partidos da oposição. “O MPLA é um partido sério e já com um programa de governação para as próximas eleições”, sublinhou.
 
Recepção apoteótica 
 
João Lourenço foi recebido em apoteose por uma moldura humana considerável que se concentrou desde às 14 horas no aeroporto internacional da Mukanka, colorindo o recinto com as cores vermelha, amarela e preta. Nem a chuva miúda que caía na cidade do Lubango inibiu os militantes e a população em geral de posicionar-se nas ruas da urbe para ovacionar a comitiva partidária. “João Lourenço, amigo, o Lubango está contigo; MPLA, com o povo, rumo à vitória”, foram alguns dos slogans que mais se fizeram ouvir.
 Foi igualmente notória a presença massiva de responsáveis e crentes de várias congregações religiosas que, com as suas bandas, entoavam cânticos religiosos, emprestando um cenário cativante à moldura humana que recebeu João Lourenço e demais membros do partido. Um dos pastores da Igreja de Simão Toco justificou a sua presença no aeroporto internacional da Mukanka por conhecer bem a trajectória militar, política e governativa do candidato do partido. Acredita que João Lourenço é “a aposta certa do MPLA para dirigir os destinos do país”, após as eleições. “Como membros integrantes e activos da sociedade civil huilana, viemos manifestar o nosso calor a um cidadão que tem pela frente uma grande responsabilidade, que é levar uma Angola em paz no topo do progresso, desenvolvimento e crescimento, tornando-a num país de destaque no contexto das nações mundiais”, disse.
À sua chegada, João Lourenço agradeceu pela recepção que recebeu da população da Huíla, que mesmo com achuva que caiu pela cidade do Lubango, esperou pacientemente pela sua chegada. 
O acto público de apresentação do candidato do MPLA a Presidente da República decorre na Praça “Comandante Cowboy”, na cidade do Lubango. Além dos cerca de 600 mil militantes do partido na província, o primeiro secretário do MPLA na Huíla, João Marcelino Tyipinge, confirmou a presença no acto de dirigentes do partido na vizinha província do Cunene. A ideia, disse, é que João Lourenço sinta “o carinho dos huilanos e não só”.
“Estamos preparados e em condições de levar a cabo uma campanha muito mais abrangente para massificar em larga escala o nome e a imagem do nosso candidato às eleições gerais, de modo que, principalmente os cidadãos das zonas mais recônditas, conheçam melhor a fotografia do candidato e a bandeira do partido”, garantiu Marcelino Typinge.
O programa do vice-presidente do MPLA na cidade do Lubango contempla um encontro com os membros do comité central residentes, audiências com várias entidades, inauguração do hospital da comuna do Toco e visita à centralidade da Quilemba, onde estão a ser erguidas e prontas a habitar mais de oito mil e 500 casas.
 
Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao

Ministro da Justiça avalia funcionamento do sector

Ministro da justica avalia funcionamento do sectorO Ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Rui Mangueira, trabalhou quinta-feira no Uíge, tendo no final feito um balanço positivo, sobre o funcionamento do sector que dirige naquela província.
 
A visita serviu para inteirar-se dos problemas existentes e, junto do Governo da província e dos órgãos da administração da justiça, buscar soluções para a melhoria da prestação de serviços à população. Rui Mangueira reuniu com o governador da província, directores de vários departamentos ministeriais e órgãos da administração da justiça e de defesa e segurança. Ouviu de Paulo Pombolo, as principais preocupações do sector na província, bem como recebeu do delegado provincial da Justiça, um memorando que relata o funcionamento do sector no Uíge.
No encontro, o governador provincial do Uíge defendeu que o Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos prorrogue o prazo da campanha de registo massivo da população, estipulado pelo Decreto Presidencial n.º 80/13, de 5 de Setembro – sobre a isenção dos emolumentos para o registo civil -  cuja vigência terminou no dia 31 de Dezembro do ano passado.
Paulo Pombolo justificou a sua posição com o facto de existirem muitas zonas de difícil acesso no país, onde os serviços das conservatórias e de identificação civil não conseguiram atender as populações destas regiões no período estabelecido. A título de exemplo, disse, na província do Uíge, milhares de cidadãos em diversas localidades não foram abrangidos neste processo, pelo que acredita que a solução para uma plena abrangência deste direito passa, necessariamente, pelo alargamento desta medida do Executivo. 
O governador sublinhou que as populações das comunas do Kwango, Icoca, Alto Zaza, no município de Quimbele, Massau e Makolo, no Milunga, Sakandika, Kuilu Futa e Béu, em Maquela do Zombo, não beneficiaram da campanha que permitiu que milhares de angolanos obtivessem o registo civil e o bilhete de identidade de cidadão nacional.
“Para se ter uma ideia porque é necessário prorrogar-se  este processo, diremos que apenas na comuna do Kwango, no Quimbele, mais de 22 mil pessoas não possuem, até agora, registo de nascimento e bilhetes de identidade”, disse Paulo Pombolo, sublinhando que o envio de meios para o registo de cidadãos só é possível por via aérea. O governador pediu urgência na solução do problema pelo Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos. O governador provincial do Uíge reconheceu as várias acções desenvolvidas pelo Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos na província, tendo destacado a reabilitação do Palácio da Justiça e a melhoria dos seus serviços, assim como a criação de condições técnicas, humanas e de infra-estruturas para o funcionamento das lojas de registos em oitos das 16 sedes municipais da província.
Paulo Pombolo salientou que em todas sedes municipais existem delegações locais da justiça mas faltam edifícios para a implementação dos serviços de registo civil, identificação civil e criminal. No âmbito do programa do Executivo de construção de 200 fogos habitacionais, algumas administrações municipais forneceram residências para albergar estes serviços. A principal dificuldade, disse, é a sua aquisição, cuja responsabilidade é do  departamento ministerial.
“Na cidade do Uíge e do Negage foram erguidos, desde 2012, dois edifícios onde deveriam funcionar os serviços dos Balcões Únicos do Empreendedor (BUE) que não funcionam e as instalações estão inoperantes. Gostaríamos solicitar ao senhor ministro o apetrechamento das mesmas e a autorização para que nos mesmos funcionem dependências dos serviços de registo e identificação civil e, desta forma, desafogarmos os postos já existentes nestes municípios”, defendeu.
 
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Planeta Terra pode fabricar sua própria água

Planeta terra pode fabricar sua propria aguaOrigem da água da Terra
 
Sem conseguir imaginar uma reação química que possa dar origem às moléculas de água na Terra primordial, a teoria preferida dos cientistas é que toda a nossa água chegou aqui a bordo de cometas e asteroides.
 
Mas talvez nosso planeta possa ser azul de dentro para fora.
 
Uma equipe liderada por Zdenek Futera, da Universidade de Dublin, na Irlanda, constatou que reações químicas que produzem água podem de fato ocorrer no manto.
 
E esta água totalmente terrestre surge sob tamanha pressão que ela poderia explicar alguns terremotos centenas de quilômetros abaixo da superfície da Terra - tremores cujas origens até agora permaneceram inexplicáveis.
 
Síntese de água no manto
 
A equipe realizou uma simulação computadorizada de reações no manto superior da Terra e descobriu que a água pode ser produzida pela reação entre hidrogênio líquido e quartzo, a forma mais comum e estável de sílica nessa parte do planeta.
 
"Nós mostramos que é possível ter água se formando no ambiente natural da Terra, em vez de ser de origem extraterrestre," comemorou o professor John Tse, membro da equipe.
 
A reação bastante simples ocorre a cerca de 1.400° C e pressões 20.000 vezes superiores à pressão atmosférica. A sílica, ou dióxido de silício, reage com o hidrogênio líquido para formar água líquida e hidreto de silício.
 
Esta reação havia sido descoberta por pesquisadores japoneses em 2014, e agora as simulações mostraram que ela pode ocorrer naturalmente entre 40 e 400 km de profundidade.
 
Água sob pressão
 
O detalhe um tanto surpreendente é que as simulações mostram que a água se forma dentro do quartzo, mas depois não tem como escapar, o que gera uma acumulação de pressão no interior dos cristais.
 
"O hidrogênio líquido difunde através da camada de quartzo, mas acaba por formar água não na superfície, mas no interior do mineral," disse Tse. "Analisamos a densidade e a estrutura da água aprisionada e descobrimos que ela está altamente pressurizada".
 
De acordo com a simulação, a pressão poderia atingir até 200.000 atmosferas. "Observamos que a água está sob alta pressão, o que pode levar à possibilidade de terremotos induzidos. Entretanto, são necessárias mais pesquisas para quantificar a quantidade de água liberada necessária para desencadear terremotos profundos."
 
Da mesma forma, será necessário quantificar a água produzida ao longo de eras geológicas, para verificar se esse processo poderia responder por uma parcela significativa da água do planeta. Enquanto isso, os defensores da teoria atual continuam procurando por asteroides e cometas feitos inteiramente de gelo.
 
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Mais de sete milhões de potenciais eleitores

Mais de sete milhoes de potenciais eleitoresAté ontem, estavam registados em todo o país, sete milhões e setecentos mil cidadãos eleitores, informou o Secretário de Estado do Ministério da Administração do Território para os Assuntos Institucionais, no final de uma visita de constatação aos postos do município de Viana.
 
Adão de Almeida esclareceu, que do total de cidadãos registados, um milhão e oitocentos são novos eleitores. “O  processo a nível nacional continua a funcionar de modo normal,  quer ao  nível de mobilização, quer da capacidade técnica  e do alcance de zonas de difícil acesso”, disse.
O secretário de Estado avaliou o andamento do processo de registo eleitoral no município de Viana e visitou os postos fixos no distrito de Vila Flor, Zango 2, mercados do 30 e Mulenvos e da Administração municipal. Nestes locais, Adão de Almeida interagiu com os jovens e com as vendedoras, sensibilizando-as a aderirem ao registo eleitoral. 
Adão de Almeida constatou que muitos dos jovens que compareceram aos postos de registo eleitoral, não se faziam acompanhar do bilhete de identidade. Reafirmou que isso não constitui qualquer impedimento, pois os cidadãos nessas condições podem efectuar o seu registo desde que estejam acompanhados de uma testemunha. 
O secretário de Estado justificou a sua deslocação a Viana, com o facto de ser o município que tem apresentado uma dinâmica de trabalho “bastante positiva”. Neste momento, adiantou, o  município conta com meio milhão de cidadãos registados. “Isso é muito positivo”, considerou Adão de Almeida, reafirmando que o sistema do registo eleitoral está a funcionar normalmente. “As condições humanas, materiais, capacidade de mobilização e asseguramento estão a funcionar normalmente, o que dá um elemento positivo no que respeita aos indicadores do trabalho do município de Viana”, afirmou.  
Defendeu que Viana deve continuar com a mesma dinâmica, para que sejam alcançados os objectivos definidos neste município, que passam por registar 600 mil cidadãos eleitores. “Estamos em meio milhão. Faltam aproximadamente 100 mil cidadãos e, pela dinâmica de trabalho, esta cifra será atingida, tendo em conta a capacidade de mobilização”, disse, esperançado, Adão de Almeida, garantindo que  não há dificuldades substanciais que possam pôr em causa o normal funcionamento do trabalho.
Seja como for, o secretário de Estado garantiu que as autoridades estão preparadas para solucionar as situações decorrentes do processo de registo eleitoral. Adão de Almeida fez-se acompanhar pela vice-governadora de Luanda para o Sector Político e Social, administrador de Viana e directores do Ministério da Administração do Território. 
 
Autoridades tradicionais
 
O governador do Cuando Cubango exortou as autoridades tradicionais a continuarem a sensibilizar e mobilizar a população para a sua participação mais activa e massiva no processo de registo eleitoral. Pedro Mutindi lançou este apelo na quinta-feira, em Menongue, durante um encontro com mais de 50 autoridades tradicionais, que permitiu passar em revista, os problemas que as comunidades têm constatado no desempenho das políticas de governação na província.
Pedro Mutindi sublinhou a necessidade das autoridades tradicionais mobilizarem a população para que esta possa aderir massivamente, aos postos de registo eleitoral em curso, porquanto só desta forma os cidadãos poderão exercer o seu direito cívico de escolher os seus dirigentes. Por sua vez, o vice-governador do Cuando Cubango para o Sector Político e Social, Pedro Camelo, deslocou-se ao município do Rivungo, onde apelou a todas as forças vivas no sentido de redobrarem esforços, para o alcance dos objectivos traçados no âmbito do registo eleitoral.
Em declarações à imprensa, no final de uma visita de constatação sobre a execução das tarefas ligadas ao registo eleitoral, Pedro Camelo sublinhou que o município tem conseguido, apesar de algumas dificuldades, implementar as suas tarefas, facto que tem concorrido para o alcance de níveis satisfatórios, em termos de resultados até agora registados.
Disse que a constatação feita, e tendo em conta a posição geográfica do município, exige das autoridades um trabalho árduo, na perspectiva de se encontrar e registar todas as pessoas em idade eleitoral.
 
Papel da OMA
 
Quintina Jamba, secretária da OMA no município do Longonjo, província do Huambo, apelou às militantes a participarem activamente no processo de registo eleitoral.
Aquela dirigente partidária fez este apelo durante um encontro com os primeiros secretários dos comités de acção do MPLA, por serem os supervisores do trabalho da OMA nas organizações de base do partido.
Quintina Jamba disse que a participação deve passar pela afluência das militantes aos postos de registo e  sensibilização dos munícipes que ainda não se registaram e não efectuaram a prova de vida. Os desafios eleitorais, admitiu, vão exigir das militantes da OMA unidade de pensamento, espírito de sacrifício e de missão, responsabilidade, empenho e patriotismo, uma vez que “em política não há vitórias antecipadas”.
 
Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao

Sector da Saúde em Malanje com novos médicos este ano

Sector da saude em Malanje com novos medicos este anoO sector da Saúde na província de Malanje vai contar este ano com mais de 40 novos médicos angolanos formados localmente em várias especialidades para o reforço da rede sanitária e a cobertura em função das necessidades dos restantes municípios da região.
 
O director provincial da Saúde, Avantino Sebastião, acrescentou que a inserção de mais quadros, no sector que dirige, vai dar resposta ao problema relacionado com a carência de quadros e melhorar a assistência médico-medicamentosa à população à luz do programa de humanização dos serviços de saúde.
O responsável assegurou que os quadros estão dotados de conhecimentos técnico-científicos e capacitados para prestar um melhor serviço à população.
 
Expansão dos serviços
 
O director provincial da Saúde precisou que Malanje conta actualmente com 185 unidades sanitárias nos 14 municípios para garantir assistência médico-medicamentosa aos munícipes nas referidas circunscrições.
De acordo com o responsável, deste número de unidades sanitárias, 172 estão em funcionamento pleno e as restantes em reabilitação ou condicionadas ao pessoal.
Muitas destas unidades hospitalares, disse o responsável, não funcionam nas condições desejadas, devido à falta de recursos humanos e de condições necessárias, como a inexistência de energia eléctrica e de água potável.
“Nestes locais, os técnicos de saúde são limitados a trabalhar das 08 às  17 horas por não disporem de condições para o seu funcionamento”, disse o responsável.
 
Hospitais de referência
 
A província de Malanje, para além das unidades sanitárias implementadas nos 14 municípios, conta igualmente com um hospital regional, um sanatório, um materno-infantil que atendem igualmente pacientes provenientes das províncias do Bié, Cuanza Norte e Sul, Lunda Norte e Sul e Uíge, 141 postos de saúde, 27 centros de saúde e 12 hospitais regionais.
O hospital regional com capacidade de internamento de 400 camas, presta serviços de cirurgia geral, ortopedia, medicina interna, cuidados intensivos, hemodiálise, cirurgia, anestesiologia e dermatologia, brevemente vai contar com novos serviços de estomatologia e oftamologia.  
Já o materno-infantil conta com dois blocos, pediatria e maternidade, com capacidade de internamento de 190 camas, sendo 100 camas na pediatria e 90 no materno-infantil, além de prestar serviços de pediatria geral e obstetrícia. Avançou que as mesmas unidades estão a beneficiar de reestruturação, visando o aumento da capacidade de internamento, para conferir uma melhor acomodação dos pacientes que procuram pelos seus serviços, cuja actividade é assegurada por técnicos de saúde na sua maioria em regime de contrato.
 
Quadros em exercício
 
Os serviços de saúde na província de Malanje são assegurados por 49 médicos angolanos, sendo 44 integrados em regime de contrato, 15 efectivos, 114 expatriados também em regime de contrato, assim como mil 73 técnicos de enfermagem efectivos e 365 em regime de contrato, perfazendo um total de mil 438 profissionais.
Avantino Sebastião admitiu que estes números são ainda insuficientes para garantir melhor cobertura dos serviços na região. 
O director provincial da Saúde, Avantino Sebastião, disse que, independentemente, dos novos médicos que a província vai ter, o sector necessita de mais 190 de medicina geral, sendo 50 para unidades hospitalares do município de Malanje e 140 para os restantes municípios. Acrescentou que o sector da Saúde em Malanje precisa também de três mil 729 técnicos de enfermagem e técnicos de laboratórios.
“A maior carência que nós temos é a insuficiência de médicos, porque existem municípios que não dispõem de médicos para atendimento dos pacientes”, disse.
 
Humanização
 
O responsável admitiu que os resultados dos serviços de saúde ainda não são satisfatórios, tendo garantido que acções vão ser executadas através dos novos diplomas e orientações baixadas pelo Ministério da Saúde, para melhor seguimento, de acordo com os gabinetes do utente criados nas unidades hospitalares, visando garantir melhor fiscalização e identificação dos profissionais do sector e melhorar o atendimento dos utentes nas referidas unidades. Quanto aos medicamentos, apesar de registar escassez de alguns fármacos no stock de medicamentos  na província, assegurou que a  Central de Medicamentos e Equipamentos tem garantido o seu fornecimento o que tem permitido a sua distribuição às demais unidades sanitárias e centros de saúde existentes na província.
Disse que esta situação se deve à actual conjuntura económica que o país vive, causada pela queda do barril do petróleo.
Avantino Sebastião mostrou-se preocupado com a situação de muitos doentes  que optam por tratamentos caseiros, “muitos deles só procuram os serviços de saúde já em estado grave, facto que tem complicado o corpo médico e técnicos de saúde em serviço”, completou.
Acrescentou que muitos destes doentes chegam as unidades hospitalares já em estado crítico ou mesmo sem vida, tendo apelado à população para procurar os serviços de saúde sempre que estiver diante de uma patologia, para não complicar o seu estado de saúde.
 
Acções para o presente ano
 
Garantiu que o sector que dirige vai apostar nos cuidados primários, nomeadamente a prevenção e promoção vacinal da população, com realce para as doenças infecto-contagiosas principalmente das unidades municipais, no âmbito do programa dos cuidados primários de saúde, relativamente as consultas pré-natais e as crianças, para redução da morte materno-infantil, da malária e da tuberculose.
Melhorar a capacitação dos recursos humanos nas unidades sanitárias e do atendimento dos utentes, campanhas de sensibilização da população, visando garantir o saneamento básico no seio das mesmas para prevenir certas patologias, entre outras, constam das prioridades do sector a serem desenvolvidas no presente ano.
 
Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao