Bateria solar híbrida recarrega sem precisar de painel solar

Bateria solar hbrida recarrega sem precisar de painel solarBateria solar
 
Usar pequenos painéis solares para recarregar baterias de celulares e outros aparelhos é uma ideia que não pegou porque a coisa toda fica grande e desajeitada - você conseguiria carregar tudo sem problemas, mas provavelmente não iria querer.
 
Andrea Paolella, da Universidade McGill, no Canadá, resolveu então apostar em uma tecnologia alternativa: uma bateria que se autorecarrega usando energia solar.
 
Ele descobriu que o catodo - o polo positivo - das baterias comuns de íons de lítio pode se tornar sensível à luz se forem incorporados nele os corantes que são a base das células solares orgânicas, do tipo DSC (sigla em inglês de "células solares sensibilizadas por corantes").
 
"Em outras palavras, nossa equipe foi capaz de simular o processo de recarregamento usando luz como fonte de energia," disse ele.
 
Sistema híbrido solar-bateria
 
Tendo construído um eletrodo que absorve a luz e produz as cargas, a equipe agora precisa fazer a outra metade do trabalho - construir um anodo compatível, o polo negativo, que seja capaz de armazenar essas cargas.
 
"Eu estou otimista e acredito que teremos um dispositivo totalmente funcional," disse Paolella. "Falando teoricamente, nosso objetivo é desenvolver um novo sistema híbrido solar-bateria, mas dependendo da potência que ele possa gerar quando o miniaturizarmos, nós podemos imaginar aplicações práticas para aparelhos portáteis, como celulares."
 
O pesquisador não é o único que está entusiasmado com a possibilidade. Para realizar a parte que falta do trabalho, a equipe recebeu um financiamento de 564 mil dólares do conselho de pesquisas do Canadá (NSERC) e já aceitou uma parceria da estatal de energia Instituto Hydro-Québec.
 
Outras equipes já desenvolveram baterias solares, mas com tecnologias mais difíceis de miniaturizar.
 
Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao

Lançado no Cuimba o Plano de Electrificação da Província do Zaire

Lancado no Cuimba o Plano de Electrificacao da Provncia do ZaireO Executivo disponibilizou cerca de mil milhões de dólares para financiar projectos nos sectores da energia eléctrica e águas, estradas, educação e saúde e outros equipamentos sociais na província do Zaire, anunciou no Cuimba, o ministro das Finanças, Archer Mangueira.
 
O ministro das Finanças, que falava na cerimónia de lançamento do projecto de electrificação da província, disse que os investimentos privilegiam projectos estruturantes que vão promover o desenvolvimento da província. “Este valor está cabimentado no quadro do Programa de Investimentos Públicos e começa a ser alocado de forma gradual em função das necessidades pontuais da província”, afirmou o ministro.
“Saio daqui com a perspectiva de que vamos resolver de forma definitiva o problema de energia eléctrica na província do Zaire”, disse Archer Mangueira, que garantiu estarem reunidas as condições para a concretização dos projectos. Em relação às estradas, o ministro indicou que o troço que liga Mbanza Kongo a Cuimba, em função do seu estado avançado de degradação, está contemplado no Programa de Investimentos Públicos. O ministro garantiu que muitos projectos devem ser concluídos ainda este ano.
 “Vamos dar celeridade para que de facto seja encurtado o tempo de comunicação entre o município do Cuimba e Mbanza Kongo. Devido aos buracos, levámos duas horas, quando em condições normais seriam 30 minutos”, sublinhou. Na cerimónia em que o ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, lançou o projecto de electrificação das sedes municipais da província do Zaire ligado à rede nacional, testemunhada pelo embaixador da República Popular da China, Cui Aimin, o ministro das Finanças disse os projectos são prova de que os fundos resultantes da exploração do petróleo estão a ser canalizados para beneficiar a população, através da construção de projectos estruturantes em vários sectores. 
A título de exemplo, o ministro referiu que, depois da conclusão do projecto de electrificação, as contas do Estado ficam mais aliviadas, reduzindo a importação de combustível para alimentar centrais térmicas. “Menos importação significa mais recursos para serem direccionados a projectos essenciais no âmbito social. Mesmo que, por algum motivo, haja necessidade de importar gás, será sempre muito mais barato”, referiu.
 
Mais investimentos
 
O governador do Zaire, Joanes André, disse na ocasião que, com a conclusão do projecto de electrificação, a província passa a ter condições propícias para atrair o investimento privado e dar passos seguros a caminho do desenvolvimento sustentável. “O povo quer energia eléctrica, água e vias de comunicação para trilhar os caminhos do desenvolvimento. Depois da conclusão destes projectos, poderemos falar do crescimento regular de outros sectores como agricultura, indústria, transporte, pescas e turismo, mostrando que o Zaire tem potencialidades por explorar”, disse.
Além dos municípios do Nzeto e Soyo, que já beneficiam de energia da rede nacional, as restantes quatro sedes municipais continuam a depender de grupos geradores. Os trabalhos de montagem da linha de alta tensão entre Nzeto e Mbanza Congo, assim como a construção da subestação eléctrica de Mbanza Congo, estão em fase de conclusão. A entrega oficial das respectivas empreitadas deve acontecer entre Junho e Agosto próximo.
 
Energia e água
 
O ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, garantiu no Cuimba que as sedes dos municípios de Mbanza Congo, Cuimba, Nóqui, Nzeto, Tomboco e Soyo, na província do Zaire, passam a estar ligadas à rede eléctrica nacional (central de ciclo combinado Soyo-Kapari) dentro de dois anos e meio, período em que termina a execução do projecto de electrificação na região.  
O projecto de electrificação do Zaire está orçado em cerca de 435 milhões de dólares, financiados pelo governo chinês, cujo embaixador esteve na cerimónia de lançamento do projecto de electrificação . 
 
Projectos de electrificação 
 
O ministro referiu que os municípios do Nzeto e Soyo já possuem energia eléctrica desde Novembro último, a partir da central hidroeléctrica de Cambambe, no Cuanza Norte. “Muitas famílias destas regiões ainda carecem de energia eléctrica nas suas casas, um problema que o projecto ora lançado vai solucionar”, disse o ministro João Baptista Borges.
“Cuimba nunca teve energia da rede pública. Tem um gerador que volta e meia pára por avaria ou problemas com a falta de combustível. Vamos trazer para a sede deste município a linha de electricidade de alta tensão que vem de Mbanza Congo”, garantiu.
O ministro João Baptista Borges lembrou que, há três anos quando o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, orientou a construção da central do ciclo combinado do Soyo, algumas vozes diziam que a energia do Zaire iria toda para Luanda, e o Zaire continuaria a depender de grupos geradores.
“Este projecto testemunha a vontade, o interesse e a orientação do Chefe do Executivo relativamente à prioridade máxima que dá à execução de projectos de infra-estruturas de electricidade e água”, disse o ministro da Energia e Águas.
 
Electrificação orçada em 400 milhões 
 
 
Angola e a China estão a materializar os consensos estabelecidos na cimeira China/África realizada em Dezembro de 2015 em Joanesburgo (África do Sul), destacou o embaixador chinês em Angola,CuiAimin.
Ao intervir na cerimónia de lançamento do projecto de electrificação da província do Zaire, financiado pela China, o diplomata lembrou que no Fórum de Cooperação Económica Sino-Africano ficou o compromisso de acelerar e fortalecer as trocas e a cooperação entre a China e os países africanos, nos mais variados domínios.O projecto de electrificação da província do Zaire está orçado em mais de 400 milhões de dólares. 
O embaixador CuiAimin destacou que o mesmo fornecerá mais de mil postos de trabalho a cidadãos da província, devendo a energia eléctrica beneficiar mais de 70 mil famílias.
O diplomata garantiu que este projecto, executado por uma empresa chinesa, vai representar uma nova força motriz para o desenvolvimento de uma economia acelerada, duradoura e sustentável da província do Zaire. A electrificação da província, obra para realizar em dois anos e meio, inclui a construção de seis Subestações Eléctricas e a instalação de Postos de Transformação e Redes Domiciliárias nos seis municípios do Zaire. A cerimónia de lançamento da electrificação do Zaire foi presidida pelo ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, e testemunhada pelo ministro das Finanças, Archer Mangueira, e pelo governador do Zaire, José Joanes André.
 
Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao

Sagrada isolado no topo da tabela

Sagrada isolado no topo da tabelaO Sagrada Esperança isolou-se ontem na liderança da tabela classificativa da 39ª edição do Campeonato Nacional de Futebol da I Divisão, Girabola Zap, com 28 pontos, ao derrotar o Santa Rita de Cássia, por 1-0, no estádio do Dundo, província da Lunda Norte, na abertura da 12ª jornada.
 
Francis marcou o golo dos diamantíferos, que somaram o sexto triunfo consecutivo em casa. Durante o desafio, o Santa Rita também desperdiçou algumas oportunidades para marcar. Os seus dianteiros evidenciaram falta de eficácia.
O Kabuscorp do Palanca atrasou-se no pelotão da frente, com 26 pontos, ao empatar a dois golos frente ao 1º de Maio de Benguela, no Estádio Municipal dos Coqueiros. Os palanquinos tiveram de se aplicar a fundo, principalmente na etapa complementar, para recuperar da desvantagem no marcador. Kaporay bisou para os proletários, enquanto Dr. Lami e Luís Tati marcaram pelos anfitriões.
Na deslocação à cidade do Luena, província do Moxico, o Petro de Luanda perdeu diante do FC Bravos do Maquis, por 0-1, no estádio Jones Kufuna “Mundunduleno”. Pataca marcou o golo do triunfo, na marcação de um penalti, quase no final do jogo. 
O JGM do Huambo conseguiu o segundo triunfo no Girabola Zap e ascendeu provisoriamente quatro posições na classificação, com dez pontos, após vitória sobre o ASA, por 2-1, no estádio do Ferroviário. Os aviadores, que terminaram o jogo com menos dois atletas (expulsão de Matamba e Bena), marcaram primeiro por Amarildo, mas num ápice Eto\'o restabeleceu a igualdade, de penalti, e depois numa jogada individual apontou o golo da vitória. No desafio de destaque para a conclusão da jornada, 1º de Agosto e Interclube defrontam-se às 17h00, no Estádio Nacional 11 de Novembro, num desafio em que se atribui o favoritismo aos militares do Rio Seco. Nos encontros entre si, o conjunto do Rio Seco tem larga  vantagem sobre a formação do Rocha Pinto. Mas o 1º de Agosto pode enfrentar esta tarde um grupo bastante aguerrido e que pretende lutar pelo triunfo. A Académica do Lobito (14º/08) recebe às 15h00, no estádio do Buraco, em Benguela, o Recreativo do Libolo, com o objectivo de pontuar, apesar de jogar com um dos candidatos à conquista do título. As equipas quando se encontram proporcionam bons espectáculos de futebol no Buraco, onde Silvestre Pele, técnico dos estudantes, espera somar o segundo triunfo caseiro.
O Progresso Sambizanga (7º/16), com três meses de salários em atraso, defronta às 15h00 na cidade do Lubango o Desportivo da Huíla (10º/11), no estádio do Ferroviário. Os sambilas pretendem fazer uma boa figura diante dos militares da Região Sul sedentos de pontos, por se encontrarem numa zona aflita na classificação.
No Huambo, o Recreativo da Caála (8º/14 e menos um jogo com o Recreativo do Libolo) recebe o Progresso da Lunda Sul (11/09), às 15h00, no estádio Mártires da Canhala. Um bom jogo em perspectiva, entre equipas com objectivos idênticos na prova, a  manutenção entre os cinco primeiros.
 
Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao

Sonangol poupa milhões de dólares

Sonangol poupa milhoes de dolaresA Sonangol poupou 200 milhões de dólares (33,4 mil milhões de kwanzas) com a redução dos custos decidida depois de Junho do ano passado, quando a engenheira Isabel dos Santos chegou ao conselho de administração da companhia.
 
A informação foi prestada sexta-feira, em Luanda, pelo administrador para a Área de Operações que, num seminário consagrado aos acidentes de trabalho, anunciou que a companhia traçou a meta de economizar 500 milhões de dólares (83,5 mil milhões de kwanzas) com a redução de custos.
Edson dos Santos Secunda, nesse anúncio, o conselho de administração da Sonangol que, num comunicado divulgado em Novembro, revelou previsões de poupanças de 240 milhões de dólares (mais de 40 mil milhões de kwanzas) por ano em resultado de medidas tomadas durante os primeiros cinco meses de mandato.
Antes, dias depois da entrada em funções, o presidente da comissão executiva da companhia, Paulino Jerónimo, indicou à imprensa no fim de uma reunião com representantes das empresas que operam em Angola que a meta é a de baixar os custos da produção de 14 dólares, naquela altura, para entre oito e dez dólares por barril.
O seminário, designado “O desafio do acidente zero na indústria petrolífera”, Edson dos Santos afirmou mercê de acções desenvolvidas pela empresa no domínio da qualidade, saúde, segurança e ambiente, o número de acidentes fatais caiu de 11, em 2015, para cinco, em 2016. 
“Ainda há muito trabalho por se fazer, posto que a visão do nosso conselho de administração é atingir a meta ‘acidentes zero’”, disse o administrador, apontando como os três factores mais reportados pelo Grupo Sonangol e pela indústria petrolífera em geral como causas dos acidentes,  a qualidade das ferramentas, procedimentos de gestão e o factor humano.
 
Menos derrames
 
Para reverter a situação, o administrador indicou o decurso de um programa denominado “Botas no terreno” que força todos os colaboradores da empresa a irem para as áreas operacionais e a observarem os potenciais riscos. 
O administrador para a área operacional anunciou, também, uma diminuição dos derrames de petróleo em 50 por cento entre 2015 e 2016. “Estamos a trabalhar cada vez mais na área da integridade e melhoria da qualidade das nossas instalações para melhor protegermos o ambiente”, garantiu.
A directora de Qualidade, Saúde, Segurança e Ambiente da Sonangol informou que o grupo registou, em 2016, 159 acidentes de trabalho, o que traduzido em custos operacionais constitui 179 milhões de kwanzas. Destes acidentes, registados no conjunto das suas subsidiárias, cinco foram fatais.  Daniela Matos explicou que a maioria dos acidentes foram registados no segmento da distribuição de combustíveis. “Como sabem, ainda dependemos desse tipo de actividade para garantir o fornecimento de combustíveis a todo país”, lembrou.
Os acidentes mais frequentes são os capotamentos de viaturas de transporte e distribuição de combustível e os atropelamentos de peões, apontou. 
A empresa ainda se debate com “o grande desafio” de determinar os custos reais dos acidentes, “de modo a aprender com os mesmos e a reflectir aquilo que é a ‘não segurança’ das actividades”.
 
Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao

Fernando da Piedade assina acordo com a Itália

Fernando da Piedade assina acordo com a ItliaA Assembleia Nacional e a Câmara dos Deputados da Itália assinaram quinta-feira em Roma um protocolo de cooperação parlamentar visando o reforço e a ampliação das relações existentes entre as duas instituições.
 
O protocolo foi rubricado no quadro da visita que o Presidente da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos, efectou à Itália, a convite da presidente da Câmara dos Deputados italiana, Laura Boldrini. Este memorando substitui o antigo protocolo de cooperação entre a Assembleia Nacional de Angola e a Câmara dos Deputados da República da Itália assinado a 2 de Julho de 1998.
O instrumento jurídico de cooperação compreende a troca de experiências e a promoção do diálogo, favorecendo a cooperação entre os órgãos e as comissões permanentes de trabalho da Assembleia Nacional e da Câmara dos Deputados sobre temas relativos à imigração, à segurança e aos direitos humanos.
A promoção de consultas para a adopção de posições convergentes nos fóruns parlamentares internacionais sobre temas de importância fundamental para ambos os parlamentos consta do acordo, que abrange o intercâmbio de funcionários e contempla a organização periódica de iniciativas relativas a aspectos jurídicos e procedimentos legislativos.
 
Vários encontros 
 
O Presidente do Parlamento angolano teve encontros de trabalho com a sua homóloga da Câmara dos Deputados e com o presidente do Senado italiano, Pietro Grasso.
Na audiência com a presidente da Câmara, Fernando da Piedade abordou assuntos ligados ao reforço da cooperação entre os dois parlamentos. “Vamos privilegiar, numa primeira fase, a visita e a troca de experiências entre os deputados angolanos e da Câmara da Itália”, disse o dirigente político angolano.
A presidente da Câmara dos Deputados da Itália referiu-se à missão que desempenhou em Angola, pelas Nações Unidas, quando o país ainda estava em conflito e reafirmou o interesse em melhorar as relações de cooperação e amizade existentes há muito tempo entre os dois Estados.
No encontro com o presidente do Senado Italiano, Pietro Grasso, Fernando da Piedade Dias dos Santos falou da situação política e económica angolana, com realce para a ajuda que a Assembleia Nacional e o Senado da Itália podem dar para que haja melhor cooperação entre os dois países.
 
Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao

Superlaser da Estrela da Morte pode ser construído com diamante

Superlaser da Estrela da morte pode ser construido com diamanteCombinação de lasers
 
O superlaser concentrado emitido pela Estrela da Morte, de Guerra nas Estrelas, pode não ficar restrito à ficção científica.
 
Aaron McKay e seus colegas da Universidade Macquarie, na Austrália, descobriram que é possível multiplicar a potência de um conjunto de lasers usando um diamante.
 
A chave para gerar um feixe laser de alta potência é colocar um cristal de diamante ultrapuro no ponto de convergência dos múltiplos feixes.
 
O feixe combinado é obtido no diamante pelo que os pesquisadores chamam de "efeito cooperativo do cristal", que faz com que os feixes individuais transfiram sua potência em uma direção selecionada, ao mesmo tempo que evitam os problemas de distorção dos feixes individuais.
 
Transferência de potência
 
A combinação de diversos feixes de laser por um diamante é uma alternativa inovadora para outros conceitos que já estão sendo testados por diversas equipes, com a vantagem inédita de que o processo também muda a cor do feixe de laser.
 
"O comprimento de onda específico do feixe de energia dirigido é crítico para a transmissão eficiente através da atmosfera e para reduzir o risco para os olhos das pessoas, ou mesmo dos animais, que podem estar na vizinhança do feixe," disse o professor Richard Mildren.
 
Embora outros materiais tenham apresentado o mesmo tipo de propriedade de combinação de múltiplos feixes de laser, a escolha do diamante mostrou-se essencial para se obter alta potência. O efeito de transferência de potência, chamada espalhamento Raman, é particularmente forte no diamante. Além disso, o diamante tem uma excelente capacidade de dissipação do calor residual.
Império versus rebeldes
 
A equipe não descarta a criação de uma versão do raio da Estrela da Morte.
 
"Lasers de alta potência também são necessários em aplicações espaciais, incluindo a propulsão de veículos espaciais e o combate ao crescente problema do lixo espacial, que ameaça os satélites," disse Mildren.
 
Com o projeto pronto, agora é esperar que ele seja posto em prática - e torcer para que isto não seja o início da repetição na vida real da ficção vista no cinema. A maior dificuldade será criar cristais de diamante ultrapuros, como os previstos no projeto.
 
Fonte: http://inovacaotecnologica.com.br

Agronegócio é uma boa via na produção de alimentos

Agronegcio e uma boa via na producao de alimentosO MPLA vai combater as assimetrias regionais com políticas de incentivo ao investimento ali onde entender ser necessário, garantiu ontem em Ndalatando o candidato presidencial João Lourenço.
 
Num comício no Largo 1º de Maio desta cidade, convocado para a sua apresentação aos militantes da província do Cuanza Norte, o também vice-presidente do MPLA disse que o combate às assimetrias “tem um lugar muito particular” no programa de governação do MPLA e referiu que agora que as eleições foram convocadas para o dia 23 de Agosto é que a corrida vai verdadeiramente começar.
Se vencer as eleições de 23 de Agosto, o Governo do MPLA vai reduzir os impostos para os empresários que investirem em áreas indicadas pelo Estado e criar outro tipo de incentivos para encaminhar o progresso e os investimentos para sítios que à primeira vista seriam inapropriados para implantarem os seus negócios, sublinhou o candidato presidencial, que tem vindo a expor o programa de governação pelas capitais de província.
Para João Lourenço, o investimento nos sectores da indústria, da habitação, da educação e da saúde pode alavancar o desenvolvimento. A indústria – explicou o candidato – é a prioridade porque gera bens e serviços e empregos, sobretudo para os jovens, mas “atrás deste sector vêm os outros três, porque é importante que o trabalhador tenha casa, escola para por os filhos e instituições de saúde da sua família”. Para alavancar o investimento, João Lourenço disse que o governo do MPLA vai trabalhar com o sector privado e com a sociedade de um modo geral, tendo em conta as responsabilidades que cabem a cada actor social.“Se cada um cumprir com a parte que lhe cabe, seremos capazes de garantir maior emprego para todos, em particular para os jovens, maior e melhor educação para todos, maior oferta de habitação e de cuidados médicos”, acentuou o vice-presidente do MPLA.
 
Potencialidades de Angola
 
O primeiro candidato a anunciar a corrida à Presidência entende que Angola tem capacidade para ser auto-suficiente em termos de abastecimento alimentar.“Nós não precisamos de importar comida. Temos capacidade de produzir não só a cesta básica, mas de uma forma geral todos os alimentos de que necessitamos, para o nosso consumo e para exportação”, declarou João Lourenço, dirigindo-se à multidão que assistia ao acto de massas.
A exportação de alimentos, referiu, pode ser uma importante fonte de arrecadação de divisas para o país, como acontece em outros países, como Brasil, que apostaram no agronegócio e ganham “rios de dinheiro” com este tipo de economia. Notando o facto de as características dos solos do Brasil, um gigante do agronegócio, serem semelhantes às de Angola, o candidato sublinhou que “a nós, falta-nos dominar as técnicas de cultivo intensivo para tirarmos o maior rendimento possível” da terra. Na sua apresentação pública em Ndalatando, João Lourenço prestou uma especial atenção às questões da agricultura e da economia, mas também à formação de quadros. O candidato disse ter constatado que os estudantes do Instituto Médio Agrário estão a assimilar o conhecimento científico e técnico para evoluírem na forma de tratamento e no maior aproveitamento da terra.
Sobrea conclusão da Barragem de Caculo Cabaça, localizada na província do Cuanza Norte, e de outras, João Lourenço disse que será possível aumentar a oferta de energia à população e ao pólo industrial do Dondo, onde foi aberta recentemente uma fábrica têxtil, e ao pólo industrial do Lucala, que está em fase de arranque.Além das indústrias, João Lourenço disse que o turismo e a agro-pecuária são também potencialidades da província do Cuanza Norte que o Estado está interessado em desenvolver.
De igual modo falou da atenção que há-de se prestar as principais vias que ligam os vários municípios, na medida em que o seu mau estado dificulta a vida das populações.O candidato prometeu “ir ao encontro do clamor destas populações”, no sentido de resolver este problema que afecta também a economia da província. Além disso, disse ter anotado a preocupação dos jovens ligada à construção de uma ou mais centralidades de Ndalatando, para a solução do problema da habitação. “O MPLA é um partido sensível às preocupações do povo. Nós ouvimos o povo e não esperamos deles apenas elogios. Esperamos que estejam à vontade para colocar os problemas que realmente afectam as suas vidas”, disse o candidato, para afirmar que o seu partido não foge ao diálogo e não tem vergonha de reconhecer que nem tudo está feito. “O Governo ao longo destes anos foi fazendo muito em praticamente todos os domínios da economia e da vida social, mas não era possível resolver 100 por cento dos problemas que afectam as populações”, esclareceu.  
Com a convocação das eleições gerais feita quarta-feira por decreto do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, depois de ouvido o Conselho da República, o candidato do MPLA declarou ontem que agora é que a corrida presidencial vai começar verdadeiramente. Mas prometeu não parar. “Vamos continuar a andar por Angola para manter contacto directo com as populações, porque os dirigentes políticos nem sempre têm, na totalidade, a solução dos problemas do povo”, afirmou, referindo ter constatado que o MPLA tem o apoio de muitos cidadãos em todas as províncias em que já foi apresentado.“Vamos chegar à vitória, porque o povo está connosco e temos demonstrado isso”, disse confiante o candidato, perante milhares de militantes, amigos e simpatizantes do MPLA, que foram vê-lo e ouvi-lo de perto no Largo 1º de Maio, no centro da cidade de Ndalatando.  
 
Conhecedor do povo
 
O representante do Conselho das Igrejas Cristãs de Angola, Marcos de Almeida, abordou com o vice-presidente do MPLA assuntos relacionados com o desenvolvimento socioeconómico da província, o estado das igrejas instaladas em todas as regiões do Cuanza Norte, bem como o processo eleitoral.Marco de Almeida, que falava à imprensa no final de uma audiência concedida pelo candidato do MPLA a Presidente da República às eleições de Agosto, referiu que João Lourenço, sendo um filho de pais religiosos, conhece bem os problemas que o povo angolano enfrenta e pediu maior apoio no sentido de resolver algumas questões relacionadas às paróquias. 
Marco de Almeida qualificou João Lourenço como um candidato que domina a situação política, económica e social do país, conhece a cultura angolana, e por isso é a pessoa certa para governar o país. O representante das autoridades tradicionais, Sebastião Miguel, outra entidade que se avistou com o candidato presidencial, manifestou a João Lourenço a sua vontade em ver construída uma centralidade em Ndalatando a fim de diminuir a carência de habitação por parte da população, a reabilitação das principais vias terciárias para melhor escoamento dos produtos, bem como a criação de mais empregos para a juventude. Sebastião Miguel exprimiu satisfação pelo encontro com o vice-presidente do MPLA, por ter recebido boas garantias de resolução de vários problemas que têm afligido a população do Cuanza Norte.
O presidente do Conselho Provincial da Juventude, Anselmo Manhy, levou ao encontro um programa da juventude do Cuanza Norte e falou dos problemas da falta de casas para os jovens, a extensão da rede de Ensino Superior, emprego, crédito jovem e abertura de oportunidades para a juventude contribuir para a diversificação da economia nacional.
Outro interlocutor do candidato, Manuel Cristóvão Júnior, porta-voz dos empresários, disse no final do encontro com João Lourenço ter solicitado uma linha de crédito para que os empresários tenham dinheiro para alavancar o desenvolvimento sustentável da província nos ramos da agricultura, construção civil e projectos sociais.Manuel Cristóvão Júnior disse ter recebido óptimas garantias de que tudo aquilo que foi retratado no encontro terá resolução, umas mais urgente do que outras.
 
Um centro de investigação agronómica de alto nível
 
A reabilitação e modernização do Centro de Investigação Agronómica do Quilombo, em Ndalatando, bem como do edifício de apoio do referido espaço, vai permitir maior dinamização do sector agrícola na província do Cuanza Norte e da região onde se encontra.
 De acordo com o candidato do MPLA a Presidente da República, que visitou aquele importante centro de investigação agronómica da província, o espaço é bastante importante para a economia, porquanto a agricultura assenta sobretudo na investigação científica.  O centro de investigação é uma das unidades pertencentes ao Instituto de Investigação Agronómica de Angola, que tem a sua sede na província do Huambo, pelo que a investigação serve de suporte para a produção.
 Para João Lourenço, quem produz precisa de investigar a qualidade das sementes, precisa de saber que doenças atacam as plantas, daí a importância deste centro para o desenvolvimento da agricultura em Angola.  O director-geral do Instituto de Investigação Agronómica de Angola, Armando Ventura, disse que neste momento o centro botânico do Quilombo faz investigação de campo, ensaios, adaptação de variedades de sementes e plantas, cruzamentos e selecção de variedades.
 A adaptação das variedades de plantas assenta essencialmente na emblemática Rosa de Porcelana, Gengibre e hortícolas diversas, enquanto as sementes são aquelas mais usadas na agricultura da região, o milho, o feijão, o amendoim, a mandioca, a batata-doce e a batata-rena. “Este projecto vai vingar, porque se queremos ter uma agricultura em grande escala, nós temos de fazer investigação”, disse Armando Ventura.   De acordo com o director-geral, os produtores, sobretudo de milho, não conseguem atingir as 1.500 toneladas por hectare, enquanto os vizinhos da Zâmbia obtêm de 10 a 15 toneladas por hectare, o que significa que só a ciência poderá ajudar os produtores a obter mais rendimento nos seus terrenos. 
 Actualmente, o Instituto de Investigação Agronómica seleccionou e estabilizou uma variedade de feijão que é capaz de demorar apenas 62 dias para ser consumido, desde o momento da sementeira, ao contrário de outros que demoram até quatro meses para a colheita. A horta e botânica do Quilombo está vocacionada ainda para estudos e experimentação de plantas medicinais, ornamentais e florestais e espera poder fazer experiências com espécies raras e exóticas que constituem o património do centro e divulgar a sua biodiversidade.  Com uma previsão de acolher cerca de 50 funcionários, entre engenheiros, técnicos médios, administrativos e de base, o edifício principal do Quilombo encontra-se reabilitado e apetrechado com equipamentos técnicos e laboratoriais. O horto-botânico  reabilitou as estufas para a produção das mudas, o parque de máquinas e um reservatório de água que abastece os campos de investigação.
 
Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao

Nomeação de Tshibala agudiza crise

Nomeacao de Tshibala agudiza criseA União Africana, através do presidente da comissão da organização continental, Moussa Faki, “aceita” a nomeação de Bruno Tshibala como novo primeiro-ministro da República Democrática do Congo (RDC) e pede a formação de um Governo de união nacional e a rápida implementação do acordo de São Silvestre.
 
Quem o disse é o ainda vice-primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros e Integração Regional congolês, Léonard Okitundu, à saída de um encontro realizado na quarta-feira na sede da União Africana, em Addis Abeba, com o líder da Comissão Africana.
A decisão tomada pela organização continental africana é um ganho diplomático para o Presidente congolês Joseph Kabila e para o Governo de Kinshasa, numa altura em que a França, a Bélgica e a União Europeia criticam a nomeação de Bruno Tshibala como primeiro-ministro, por considerarem que “desrespeita o acordo de 31 de Dezembro de 2016”. 
Apesar de contar com o apoio da União Africana, a nomeação de Bruno Tshibala, além de criticada pela União Europeia, está longe de ser consensual no plano interno. 
O agora presidente do Rassemblement, Félix Tshisekedi, qualificou-a de “má-fé do Presidente Joseph Kabila” e convocou manifestações populares iniciadas na segunda-feira e que devem prolongar-se até ao dia 24 do corrente. 
O apelo foi parcialmente correspondido pela população.
Moïse Katumbi, co-fundador do Rassemblement, considerou a nomeação “cinismo e barbárie” e apelou a partir da Bélgica à formação de um movimento de contestação popular para derrubar o que chama de “regime ditatorial”. No plano diplomático, a delegação da União Europeia em Kinshasa manifestou reservas sobre a nomeação de Bruno Tshibala como  primeiro-ministro. A organização continental europeia refere mesmo num comunicado que a nomeação de Bruno Tshibala “é contrária ao espírito e à letra do acordo de 31 de Dezembro de 2016 e não é consensual” e ameaça aplicar sanções “às pessoas que violam os direitos humanos”.
O Governo congolês, através de Léonard Okitundu, diz que a nomeação “foi feita em conformidade com a Constituição congolesa, o espírito e a letra do Acordo de 31 de Dezembro de 2016 e consolida o acordo destinado a criar condições para a organização de eleições credíveis, pacíficas e transparentes”.
 
Etienne Tshisekedi
 
A morte de Etienne Tshisekedi, em plenas negociações para a aplicação do Acordo de São Silvestre, foi um golpe demasiado duro para o pacto, ao baralhar as contas sobre a designação do substituto do agora antigo primeiro-ministro Samy Badibanga e sobre a figura que devia presidir ao Conselho Nacional de Acompanhamento do Acordo (CNSA), cargo atribuído ao falecido líder histórico da oposição congolesa. Joseph Kabila e a Maioria Presidencial que o suporta propunham ao Rassemblement para apresentar três nomes ao cargo de primeiro-ministro, mas a coligação pretendia apresentar um nome.
Quanto ao Conselho Nacional de Acompanhamento do Acordo (CNSA), Joseph Kabila e parceiros defendiam que com a morte de Etienne Tshisekedi o nomeado fosse designado por consenso, mas o Rassemblement exigia a atribuição do cargo “por direito” ao líder da coligação. Aparentemente, as divergências acabaram por se sobrepor ao bom senso. 
A morte de Etiene Tshisekedi foi igualmente fatal para o Rassemblement, que acabou por não resistir ao passamento físico do seu mentor. Antigo conselheiro de Etienne Tshisekedi até à sua morte, o agora primeiro-ministro Bruno Tshibala foi expulso do Rassemblement por se juntar a uma facção que abandonou a coligação por divergências com a nova direcção.
A facção exige a anulação da reestruturação no grupo, que colocou Félix Tshisekedi (UDPS) e Pierre Lumbi (MSR) na direcção do  Rassemblement  como presidente e presidente do Conselho de sábios. Acusa igualmente Moise Katumbi e Félix Tshisekedi de “desviarem a coligação da sua verdadeira missão, transformando-a num órgão eleitoral ao serviço de ambições pessoais”.
 
Desafios da governação
 
Na segunda-feira, após a nomeação para o cargo, Bruno Tshibala reuniu-se com o Presidente Joseph Kabila, que lhe pediu, de acordo com meios de comunicação sociais congoleses, para formar e divulgar o novo Executivo antes do final desta semana ou o mais tardar no fim de semana. 
A criação de condições para a realização de eleições gerais, com destaque para as presidenciais, livres, justas e pacíficas é o grande desafio do novo primeiro-ministro congolês, afirmou o próprio, cujo governo, de transição, dura, em princípio, pouco menos de um ano, até à tomada de posse do Chefe de Estado eleito nas presidenciais previstas para o final deste ano. 
Melhorar o quadro macroeconómico e as condições de vida da população, sem descurar a segurança e a elaboração de um projecto de lei sobre Finanças do Estado para o exercício deste ano também são desafios apontados pelo primeiro-ministro congolês Bruno Tshibala.
 
Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao