Transístor estica mais que a pele

Transistor estica mais que a peleEletrônica de esticar
 
Circuitos eletrônicos que esticam, podendo ser implantados sobre a pele, já estão em testes há algum tempo, principalmente na forma de tatuagens eletrônicas e peles artificiais.
 
A novidade agora é que, em vez de usar truques como a fabricação dos semicondutores sobre substratos poliméricos e usar fios que podem se desenrolar, os próprios transistores se tornaram flexíveis.
 
"Os transistores são o componente básico de praticamente qualquer aparelho eletrônico que nós usamos hoje. No futuro próximo, nós seremos capazes de fabricar eletrônicos de vestir que serão esticáveis e se conformarão ao corpo humano," disse a professor Zhenan Bao, da Universidade de Stanford, nos EUA.
 
Ela e sua equipe construíram os primeiros transistores inteiramente flexíveis, que podem esticados até duas vezes seu comprimento normal, sem perder a condutividade.
 
Eletrônica flexível
 
Em vez de construir o componente semicondutor sobre uma base polimérica, a equipe fabricou os transistores flexíveis incorporando os materiais semicondutores no próprio polímero, criando uma matriz incrivelmente fina e flexível - essencialmente, um semicondutor plástico, ou orgânico.
 
O componente estica até 200%, o que é mais do que o necessário, já que a pele humana pode esticar em até 70%.
 
Os primeiros protótipos passaram por um teste inicial de 100 ciclos - esticamentos seguidos de retorno à dimensão normal - sem perda de integridade mecânica, mas com uma ligeira redução na condutividade. A equipe espera aumentar essa durabilidade para conseguir fabricar produtos que possam ter longa vida útil depois de colados sobre a pele.
 
A médio prazo o objetivo é fabricar uma luva com sensores que possam coletar dados continuamente - para uso, por exemplo, por profissionais de saúde.
 
Fonte: http://inovacaotecnologica.com.br

Acordo com França no sector da Defesa

Acordo com Franca no sector da DefesaO ministro da Defesa Nacional, João Lourenço, e o embaixador da França em Angola, Sylvain Itté, analisaram ontem, em Luanda, os passos a serem dados em conjunto para um futuro acordo na área da defesa e segurança decidido pelos Presidentes José Eduardo dos Santos e François Hollande, em 2015.
 
Na audiência, as partes analisaram igualmente aspectos relacionados com a vigilância marítima e o papel que Angola pode desempenhar no processo de reestruturação das Forças Armadas de alguns países da região, com realce para a República Centro Africana, a sua organização política e o papel que Angola pode vir a assumir no sistema de manutenção de paz das Nações Unidas.
O diplomata francês destacou o trabalho de Angola para a pacificação e estabilização da região austral e do continente, sendo hoje um dos países que pode assumir um papel fundamental na manutenção da paz. “O que podemos pôr à disposição de Angola, num primeiro momento, é uma ajuda técnica derivada da nossa expertise. Pensamos que Angola, por sua vez, tem conhecimentos que nos podem ajudar a compreender melhor as situações locais nos seus diversos sentidos”, sublinhou. 
A cooperação está assente em três pilares. O primeiro abrange a ajuda que Angola pode prestar aos países da região na reestruturação das forças armadas desses Estados. “Pensamos em primeira instância, na República Centro Africana (RCA), onde Angola tem já desempenhado um papel importante do ponto de vista político”, disse o embaixador Sylvain Itté, que se fez acompanhar do adido de Defesa, Jean François Auran, acrescentando: “Angola pode não só ajudar na reestruturação das forças armadas, mas também na organização política do próprio país em si”. O segundo pilar gira em torno da segurança e vigilância marítima, uma vez que, Angola e todos os países do Golfo da Guiné têm um grande interesse em manter a região mais segura e o mais defendida possível. 
O diplomata francês mencionou o terceiro pilar que incide sobre a cooperação na área da manutenção de paz no quadro das Nações Unidas. Angola com as suas Forças Armadas bem organizadas, sublinhou, pode ter um papel fundamental, a desenvolver no futuro, no plano da manutenção da paz, e a França está disposta a ajudar e a apoiá-la no que for preciso nesse domínio. “A França, enquanto membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, oferece a sua colaboração. Tem uma grande experiência e é a quinta potência militar do mundo, além de ser um dos países que conhecem bem as regras de funcionamento do sistema de manutenção de paz da ONU”, concluiu o embaixador Sylvain Itté.
 
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Dlamini-Zuma tem forte apoio

Dlamini-Zuma tem forte apoioO Chefe de Estado sul-africano, Jacob Zuma, disse estar favorável que uma mulher lidere a direcção do seu partido, o Congresso Nacional Africano (ANC).
 
As declarações do Presidente Zuma, proferidas quarta-feira, segundo observadores, é um apoio implícito à Nkosazana Dlamini-Zuma, pretendente a este posto, que é um passo para a Presidência da África do Sul.
“Não há mais discussões no seio do ANC para saber se uma mulher pode ou não ocupar um cargo de alta responsabilidade”, disse o líder sul-africano numa entrevista a várias rádio de línguas locais do grupo audiovisual público, SABC.
Para o Chefe de Estado, havia esta discussão no passado e o partido concluiu que, a partir do momento que essa pessoa tem as qualidades requeridas para dirigir o movimento, isto não coloca qualquer problema.
Acrescentou que o ANC está preparado para isso (uma mulher assumir a liderança do ANC) e isto foi decidido há muito tempo, disse o Estadista citado pelo diário “The Times”.
Essas declarações surgem num momento em que a corrida para a sucessão de Zuma à frente do país está lançada. O segundo mandato presidencial expira em 2019 e o ANC que dirige o país desde 1994, deve eleger, em Dezembro de 2017, o seu novo dirigente, que se deve  tornar Presidente da República, em caso da vitória do partido nas eleições gerais de 2019. 
No sábado, a poderosa Liga das Mulheres do ANC defendeu publicamente o seu apoio à antiga mulher de Zuma e actual presidente da Comissão da União Africana, Nkosazana Dlamini-Zuma, para a liderança do ANC. Essa tomada de posição suscitou remorsos no seio do partido, tendo o secretário-geral Gwede Mantashe deplorado a decisão da liga contra o risco de “dividir” o ANC. Vários nomes circulam para a sucessão de Zuma à  direcção do ANC, nomeadamente, os de Nkosazana Dlamini-Zuma e do Vice-Presidente Cyril Ramaphosa, que recebeu em finais de Novembro de 2016 o apoio da poderosa confederação sindical, a Cosatu.
Mas até ao momento, nem Nkosazana Dlamini-Zuma, nem Cyril Ramaphosa oficializaram as suas candidaturas. Dlamini-Zuma, uma fiel do ANC que já ocupou vários cargos ministeriais chaves no Governo sul-africano, mantém boas relações com o antigo marido. Zuma, 74 anos, confirmou quarta-feira que não tem intenção de concorrer a um terceiro mandato à direcção do ANC. “Não procurarei ser eleito para um terceiro mandato  (....) Se alguns me nomearem,  declinarei”, assegurou.
Entretanto, ainda na África do Sul, o antigo Presidente do país e laureado do Prémio Nobel da Paz, Frederik William De Klerk, condenou a profanação de duas mesquitas da Cidade do Cabo e declarou tratar-se de uma violenta “agressão contra a democracia.”
As suas declarações seguiram-se à descoberta, segunda-feira, de inscrições de sangue sobre as paredes de uma mesquita e de um focinho de porco encontrado numa outra mesquita, na semana passada. 
Num caso separado, um homem da Cidade do Cabo utilizou a rede social Facebook para apelar para o incêndio de uma mesquita local na sua província em protesto contra o barulho das orações em voz alta por via de altifalantes. Faisal Suleiman, da Rede Muçulmana da África do Sul, exprimiu a sua preocupação face ao receio de que os incidentes de islamofobia possam agravar-se. Segundo a Fundação FW de Klerk, a maioria dos sul-africanos respeita a liberdade religiosa e, por isso, ela se coloca ao lado da “grande maioria na expressão da indignação pelo ataque contra os lugares de culto e de veneração.”
De Klerk, que vive na Cidade do Cabo, partilhou o Prémio Nobel com Nelson Mandela, em 1994, pelo papel que os dois desempenharam no desmantelamento do sistema de segregação racial do apartheid, na África do Sul. O Islão na África do Sul representa uma religião minoritária, praticada por menos de 1,5 por cento da população total do país.
 
Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao/

Registo já custou 30 mil milhões

Registo ja custou 30 mil milhoesO secretário de Estado para os Assuntos Institucionais do Ministério da Administração do Território, Adão de Almeida, revelou ontem, em Luanda, que o Governo já gastou cerca de 30 mil milhões de kwanzas na primeira fase do registo de cidadãos para as eleições gerais deste ano, dos 40 mil milhões do orçamento global.
 
Adão de Almeida, que falava à imprensa no final de uma reunião de balanço da primeira fase do registo eleitoral, informou que durante a primeira fase do registo eleitoral foram cadastrados em todo o país mais de seis milhões e quinhentos mil cidadãos, dos quais cerca de dois milhões e quinhentas mil que participaram nas eleições gerais de 2012 mudaram de residência. 
Relativamente ao período especial, entre 27 de Dezembro e 4 do mês em curso e dirigido aos angolanos que se encontram no exterior do país, foram efectuados quatro mil e oitocentos novos registos e mais de um milhão e cem mil novos registos.
O secretário de Estado disse desconhecer que existam partidos da oposição a abandonar a fiscalização do processo de registo eleitoral. Informou que têm sido realizados encontros com os vários partidos políticos e o que se tem constatado é que os mesmos estão cada vez mais engajados em colaborar no processo, não só na fiscalização mas também na mobilização dos cidadãos.
“A fiscalização é uma prerrogativa e um direito dos partidos políticos que o exercem como e quando acharem necessário. Nós (Ministério da Administração do Território) temos como dever credenciar os fiscais dos partidos políticos consoante as suas solicitações. Todas as credenciais solicitadas por eles foram emitidas. Logo, não temos nenhum pendente a realizar”, esclareceu Adão de Almeida.
 
Confirmação de dados
 
A Comissão Nacional Eleitoral (CNE) vai, nos próximos dias, disponibilizar um website em que qualquer cidadão já registado vai poder entrar e inserir os seus dados pessoais para confirmar se os seus dados eleitorais estão ou não correctos. A informação foi avançada ontem à imprensa pelo secretário de Estado para os Assuntos Institucionais, Adão de Almeida, no final de uma reunião de balanço sobre a primeira fase do processo do registo eleitoral, decorrido entre 25 de Agosto e 20 de Dezembro do ano passado.
Adão de Almeida acrescentou que o serviço também vai estar disponível por via mensagem. Vai ser disponibilizado um número de telefone específico e cada cidadão vai poder enviar uma mensagem para saber dos seus dados de registo, como o local de residência e os pontos de referência para o exercício do voto. O secretário de Estado anunciou, ainda para os próximos dias, a publicação de um edital em que vai constar a lista dos cidadãos que não tenham feito o seu registo eleitoral até 20 de Dezembro. "Considerando a residência que consta da base de dados de 2012, vão ser publicados, em cada município, listas com os nomes dos cidadãos que, até 20 de Dezembro, não tinham actualizado o seu registo”, disse Adão de Almeida, que justificou a medida com a necessidade do respeito pela transparência do processo e a disposição pública dos dados.
O programa definido em estreita colaboração com o Ministério da Defesa Nacional vai continuar nesta última fase do registo eleitoral. As Forças Armadas Angolanas (FAA) têm disponibilizado os seus meios para que os brigadistas atinjam as áreas de difícil acesso. “Vamos levar o registo eleitoral às mais recônditas localidades e torná-lo o mais abrangente possível do ponto de vista territorial”, garantiu.
A reunião de balanço contou com a participação dos vice-governadores provinciais para o Sector Político e Social, directores provinciais dos Registos, bem como directores municipais de Registo em Luanda. Teve como objectivo perspectivar as acções a serem desenvolvidas na segunda fase do processo, iniciada a 5 deste mês e que se estende até ao dia 31 de Março.
 
Apelo aos jovens
 
O vice-governador para o Sector Político e Social de Malanje mostrou-se satisfeito com a primeira fase do registo eleitoral na província, mas exortou todos os jovens que ainda não fizeram o seu registo a aderirem aos postos mais próximos. Manuel Campo lembrou que o registo eleitoral é obrigatório e o mesmo é o primeiro passo para as eleições, que permitem o fortalecimento da democracia. 
“O Estado Democrático de Direito só se consolida com eleições regulares”, defendeu. O director provincial dos Registos da Lunda Norte, Frederico Barroso, informou que durante a segunda fase do registo vai ser redobrado o trabalho, para que as metas preconizadas sejam atingidas: 170 mil actualizações e 40 mil novos registos. 
A província tem tido o apoio de transportes aéreos das FAA e da Polícia Nacional. Foram destacados dois helicópteros para quatro municípios que são declarados como zonas de difícil acesso e mais 37 motorizadas para as zonas de difícil locomoção de veículos automóveis.
 
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Relações entre Cuba e EUA retiram privilégios a exilados

Relacoes entre Cuba e EUA retiram privilegios a exiladosO Governo cubano deu ontem o seu apoio a uma decisão dos Estados Unidos de suprimir os privilégios aos emigrantes clandestinos da ilha, mas entre os cubanos a medida gerou aplausos e esperanças frustradas.
 
“Isto é muito mau para os cubanos, porque era uma boa saída para nós”, declarou à AFP Tatiana Rodríguez, uma cabeleireira de 32 anos que se surpreendeu com a notícia quando passeava com os dois filhos pelo Malecón de Havana.
A Administração do Presidente Barack Obama eliminou na quinta-feira a política de “Pés Secos, Pés Molhados” para os migrantes irregulares cubanos e “Parole” para os médicos em terceiros países, num novo acordo migratório com Cuba.
“É um importante passo de avanço nas relações bilaterais”, segundo um comunicado oficial cubano divulgado pelos meios de comunicação locais, embora tenha apontado os obstáculos que sobrevivem com a Lei de Ajuste de 1966, que concede residência e facilidades de trabalho aos cubanos que chegam legal ou ilegalmente aos Estados Unidos. Esta é uma vantagem da qual os imigrantes de outros países não gozam. Tatiana Rodríguez aponta para o mar e conta que já teve a intenção de embarcar numa balsa e beneficiar desta política. “Mas tive medo pelas histórias dos milhares de mortos afogados ou devorados por tubarões no estreito da Flórida”, que separa os dois países.
“Agora, ele (Obama) renuncia a isso, estamos sem possibilidades”, lamentou. “Isto é mau, é muito mau”, disse com resignação. Quando a televisão cubana transmitiu o anúncio na quinta-feira, muitos cubanos regressavam dos seus locais de trabalho ou passeavam, mas a notícia espalhou-se como um rastilho de pólvora.
“Estou meio surpreso pelo facto de que através desta via muitas pessoas podem encontrar-se com os seus familiares nos Estados Unidos”, disse o estudante de francês Alexander Aranda, de 30 anos. Por sua vez, o taxista Juan González, de 46 anos, elogiou a medida.
“Isto é a melhor coisa que Obama pensou, ter tirado a política de Pés Secos, Pés Molhados. Finalmente (...) é feita uma trégua entre o nosso país e os Estados Unidos, para ver se as coisas melhoram”, explicou.
A trabalhadora privada Nilka Ocampo, de 26 anos, era uma das poucas cubanas que sabiam da notícia. Numa das zonas VIP junto ao Malecón, conversava com amigos que vivem em Miami.
“Já sei de tudo. De certa forma é bom, porque não há mais o risco de tantos cubanos morrerem afogados, possivelmente são mais os que morrem que os que chegam”, indicou Ocampo. “Mas também é ruim (...) porque o cubano emigra em busca de um futuro melhor (...), por necessidade”, disse. 
Alguns cubanos mostravam-se esperançosos de que a medida anunciada na quinta-feira possa ser revogada pelo Presidente eleito americano, Donald Trump, depois de assumir o poder, em 20 de Janeiro.
“Vamos ver o que Donald Trump faz”, disse José Perdomo, um aposentado de 72 anos que comprava pão. “Em relação a como isso pode ser interpretado, continuado, aceite ou assimilado pelo Governo que vai assumir em breve (...) acredito que é preciso perguntar a este governo”, disse em conferência de imprensa a diplomata Josefina Vidal, directora no Ministério dos Negócios Estrangeiros cubano para os Estados Unidos.
O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pôs fim na quinta-feira à Política de Portas Abertas para os imigrantes cubanos, graças à qual obtinham automaticamente visto de residência no país. Cuba e os Estados Unidos retomaram as relações diplomáticas em 2014, e até à data muitos cubanos partiram para o solo norte-americano pelo mar e através de terceiros países. Segundo um relatório do Pew Hispanic Center, de Julho de 2016, nos 10 primeiros meses do ano fiscal 2016, 46.635 cubanos ingressaram nos Estados Unidos, superando o total de 43.159 de todo o ano fiscal 2015. Este número supera os 36.700 que emigraram em precárias embarcações, balsas, em
1994 na chamada “crise dos balseiros”, o segundo grande êxodo cubano em direcção aos Estados Unidos, após o de Mariel, em 1980, que envolveu 125 mil pessoas.
 
Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao/

Robôs-cobra para ajudar astronautas e construir base na Lua

Robo cobra para ajudar astronautas e construir base na luaRobôs-cobra espaciais
 
Robôs-cobra ajudarão astronautas e farão base na Lua
 
Antes de começar a construção, porém, os túneis precisam ser inspecionados para garantir que é possível que as pessoas vivam e trabalhem neles. Por exemplo, os tubos de lava podem aprofundar-se verticalmente a partir da superfície. Então, mesmo a força da gravidade sendo bem fraca na Lua, como será possível facilitar o acesso e a mobilidade por essas casas espaciais subterrâneas?
 
A ESA também está interessada em estudar cometas, aprofundando o que se aprendeu recentemente com a ajuda da sonda Rosetta. Como os dados indicaram que, em vez de serem bolas de gelo sujo, como os cientistas acreditavam, esses corpos são bem secos, mas de pouca densidade, pode ser fácil encontrar caminhos para suas entranhas, revelando mais sobre sua origem e a formação do próprio Sistema Solar.
 
É aí que os robôs-cobra têm um papel a desempenhar. Mesmo missões não-tripuladas podem liberar esses robôs na superfície. Os dados gerados pelo trabalho exploratório seriam transmitidos à nave-mãe que os levou, que retransmitiria tudo à Terra para o planejamento de missões mais avançadas.
 
Base na Lua poderá ser construída com impressora 3D
Robôs na ISS
 
Robôs-cobra ajudarão astronautas e farão base na Lua
 
Mas, a curto prazo, o maior interesse está nos robôs-cobra capazes de prestar serviços na ISS.
 
"Aplicações mais ambiciosas incluem atividades nos cometas e na Lua," confirma Aksel Transeth, diretor do projeto. "Mas, neste momento, os projetos mais realistas focam em como os robôs-cobra podem ajudar os astronautas da ISS a manter seus equipamentos."
 
A tarefa principal dos astronautas na Estação hoje é a realização de experimentos, mas eles também precisam inspecionar e manter todo o equipamento necessário para manter a ISS funcionando e em segurança. Qualquer coisa que lhes poupe tempo na agenda vale seu peso em ouro.
 
"É possível que um robô possa realizar grande parte do trabalho rotineiro de inspeção e manutenção," disse Transeth. "Os experimentos são empilhados em seções em prateleiras, por trás dos quais pode ocorrer corrosão. Para checar isto são feitas inspeções. Um robô-cobra poderia rastejar atrás das seções, realizar uma inspeção e talvez até mesmo realizar pequenas tarefas de manutenção."
 
Antes disso, um drone chamado Astrobee - do projeto Spheres, da NASA - deverá voar ao redor da ISS para fazer inspeções externas. Os engenheiros acreditam que poderão aprender muito com o Astrobee porque algumas de suas tecnologias serão semelhantes às que podem ser aplicadas nos robôs-cobra.
 
A expectativa é que o Astrobee voe no espaço em 2017, e os primeiros protótipos de robôs-cobra espaciais estejam prontos para testes em três anos.
 
Fonte: http://inovacaotecnologica.com.br

Ministro Georges Chikoti representa o Chefe de Estado

Ministro Georges Chikoti representa o Chefe de EstadoO ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti, deslocou-se ontem a Bamako, no Mali, onde participa na 27ª Cimeira África-França, em representação do Presidente José Eduardo dos Santos.
 
Mais de 30 Chefes de Estado e de Governo são esperados no evento, que termina hoje, com o tema “Parceria, Paz e Emergência”. 
A delegação angolana integra ainda os directores para África, Médio Oriente e organizações regionais, Joaquim do Espírito Santo, dos Assuntos Multilaterais, Margarida Izata, e da Comunicação Institucional e de Informação, Amílcar Xavier.
Esta é a última cimeira do presidente francês, François Hollande, cujo mandato foi marcado pelas intervenções militares na República Centro Africana e no Mali desde Janeiro de 2013. “No Mali, interviemos em Janeiro de 2013 e pudemos evitar que este país caísse nas mãos dos jihadistas. Hoje, temos ainda muito que fazer para a aplicação dos acordos de Argel e para garantir a segurança de toda a zona do Sahel”, declarou, quinta-feira, François Hollande na cerimónia anual de votos ao corpo diplomático presente em França.
O mandato de Hollande foi também marcado pelo aumento da ajuda ao desenvolvimento e pelo lançamento da operação Sangaris na República Centro Africana. Na agenda da cimeira estão também o desenvolvimento, a emigração e a luta contra as mudanças climáticas. François Hollande vai anunciar, de acordo com a AFP, um envelope anual suplementar de mil milhões de euros para projectos de ajuda ao desenvolvimento no continente. Deve também ser criado um fundo de investimento para as Pequenas e Médias Empresas de 76 milhões de euros.
A cimeira decorre num momento em que Paris insiste sobre a necessidade da defesa africana e o respeito das regras constitucionais. Relativamente à protecção, o presidente do comité de organização, Aboullah Coulibaly, informou que mais de 10 mil homens foram mobilizados para a cobertura de segurança, dos quais 700 para a protecção das altas personalidades. No que se refere à segurança do continente, fontes diplomáticas francesas indicaram que o objectivo fixado, na cimeira de Paris, em 2013, de formar 20 mil militares africanos por ano, foi cumprido, e tendo-se mesmo ultrapassado essa cifra em 2016.
O efectivo vai atingir os 25 mil homens, nos próximos três anos. A formação, que tem como objectivo diminuir a necessidade de intervenções militares francesas, como as do Mali e da República Centro Africana, sendo esta última, actualmente, a missão principal de algumas bases francesas em África, como as de Dakar, Libreville ou de Djibuti.
Os participantes vão igualmente debater as crises políticas declaradas ou latentes em África, mormente as da Gâmbia e da República Democrática do Congo (RDC). Um outro dossier importante, o dos imigrantes africanos na Europa, fonte de frequentes tensões entre os países africanos e europeus, será também analisado.
A União Europeia procura negociar acordos com vários países africanos com maior número de imigrantes, para reforçar a cooperação, em troca do repatriamento dos seus cidadãos. A este propósito, Paris considera o objectivo definido, em 2013, sobre uma promessa de 20 mil milhões de euros para investimento em África, num período de cinco anos, pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), sob a forma de empréstimos e de donativos. Este investimento, que é de quatro mil milhões por ano, foi atingido com 12 mil milhões nos três primeiros anos.
 
Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao/

Empresários do Café formados em gestão

Empresario do Cafe formados em gestaoOs líderes das associações e cooperativas ligadas ao subsector do café, nas províncias do Cuanza Norte, Cuanza Sul, Bengo, Uíge e Malanje beneficiam de formação gratuita, a partir de hoje, em gestão, visando dotá-los de conhecimentos e ferramentas técnicas para o desempenho das suas actividades diárias.
 
A acção formativa, a ser promovida pelo Instituto de Fomento Empresarial (IFE), em parceria com o Instituto Nacional do Café (INCA), enquadra-se no Programa de Capacitação das Cooperativas do Subsector do Café e surge na sequência de várias solicitações apresentadas por empresas deste subsector, segundo uma nota desta instituição chegada à Angop. A execução do programa, que decorre até 05 de Fevereiro, prevê três dias de formação por cada província, explica a nota da organização.
O documento refere ainda que a iniciativa visa igualmente melhorar a produtividade e a competitividade das cooperativas, tendo em vista a disseminação de conhecimentos sobre a estrutura básica de gestão de negócios, providenciando para as associações e cooperativas do subsector do café ferramentas necessárias para a gestão eficaz e transparente dos recursos financeiros e económicos.
O Instituto de Fomento Empresarial (IFE) é um órgão de administração indirecta do Estado tutelado pelo Ministério da Economia e tem como missão implementar as políticas e estratégias de fomento empresarial privado nacional e estrangeiro, assumindo assim a execução prática das tarefas previamente definidas pelo Executivo.
Consta igualmente dos objectivos do IFE, a identificação de políticas que visam o aumento da produção interna, visando a redução das importações, assim como a identificação de oportunidades de negócios para as empresas nacionais, a promoção da marca angolana, a divulgação dos programas dirigidos e o apoio do sector empresarial na remoção das barreiras institucionais para melhorar o ambiente de negócio no país.
 
Previsões animadoras
 
No município do Soyo, província do Zaire, os agricultores expressaram a sua satisfação com a regularidade de chuvas que se fazem sentir na região e perspectivam uma boa colheita de cereais e tubérculos na presente campanha agrícola. 
Os homens do campo afirmaram que as constantes chuvas que caem sobre a circunscrição deixam bons indicadores sobre a colheita em grande escala de amendoim, milho, feijão macunde, mandioca, batata-doce, tomate, repolho, entre outros produtos do campo. Pedro Muabi, camponês, disse que a sementeira lançada à terra está a germinar e florir satisfatoriamente, o que o anima a obter bons resultados na safra.  
“A regularidade de chuva é motivo de satisfação para os camponeses. Estamos esperançosos de que a presente época agrícola possa superar a do ano passado”, vaticinou.
Joana Francisco, também camponesa, disse que a regularidade de chuvas anuncia um ano produtivo para a agricultura, para quem os produtos que foram lançados à terra crescem normalmente.
“Todas as sementeiras que lançamos à terra estão a germinar satisfatoriamente, e isso anima-nos bastante”, acentuou.
O município do Soyo é potencialmente agrícola, sendo a mandioca, batata-doce, amendoim, milho, feijão macunde e hortícolas os produtos mais cultivados.
 
Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao/