Processador com bateria: Energia e refrigeração embutidas

Processador com bateria energia e refrigercao embutidasBateria dentro do processador
 
Este processador é um híbrido de duas tecnologias que parecem nada ter em comum: a tecnologia tradicional da microeletrônica e a tecnologia das baterias líquidas, do tipo que estão sendo desenvolvidas para resolver o problema da intermitência das fontes renováveis, como eólica e solar.
 
Ao incorporar a bateria líquida, o processador ganhou não apenas uma fonte própria de energia, como também um sistema de refrigeração interno, mais eficiente do que os usados atualmente, que retiram calor apenas da superfície superior.
 
"Os chips são efetivamente alimentados com um combustível líquido e produzem sua própria eletricidade," confirma Dimos Poulikakos, do Instituto ETH, na Suíça, que desenvolveu a tecnologia híbrida juntamente com engenheiros da IBM Research de Zurique.
 
Em uma bateria de fluxo redox, a eletricidade é produzida por uma reação eletroquímica induzida pela mistura de dois eletrólitos líquidos, que são bombeados de um reservatório externo para a célula da bateria por meio de um circuito fechado.
 
O que a equipe fez foi identificar líquidos adequados para funcionar tanto como eletrólitos quanto como meio para extrair calor do chip. O calor é deixado do lado de fora quando o eletrólito circula até seu reservatório.
 
Lasers e células solares
 
A bateria tem 1,5 milímetro de espessura e atingiu um recorde de eficiência: 1,4 watt por centímetro quadrado de bateria. Descontando a energia usada para bombear os eletrólitos, sobra pouco mais de 1 watt por centímetro quadrado - é bastante, mas não o suficiente para alimentar o chip, mostrando que a equipe terá que fazer otimizações adicionais.
 
Os testes confirmaram que o sistema efetivamente resfria o chip, sendo capaz de dissipar um calor várias vezes maior do que o gerado pela reação eletroquímica da própria bateria conforme ela produz energia.
 
A ideia é montar o sistema camada por camada: um núcleo de processador, em seguida a microcélula fina que fornecerá eletricidade e resfriará esse núcleo, seguida pelo próximo chip de computador e assim por diante.
 
Esta técnica de hibridização também é interessante para outras aplicações, nos lasers, por exemplo, que precisam ser alimentados com energia e resfriados; ou para células solares, onde a eletricidade produzida poderia ser armazenada diretamente na célula da bateria e usada mais tarde, quando necessária, e também resfriada, já que o aumento da temperatura reduz a eficiência das células solares.
 
Fonte: http://inovacaotecnologica.com.br

João Lourenço em Mbambane

Joao Lourenco em MbambaneO ministro da Defesa Nacional, João Lourenço, está desde ontem em Mbambane, reino da Suazilândia, em representação do Presidente José Eduardo dos Santos, para participar na cimeira extraordinária dos Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), que decorre hoje.
 
O encontro de Chefes de Estado é antecedido hoje da reunião do Conselho de Ministros, em que também deve estar presente o ministro da Defesa Nacional. Na agenda da cimeira está a discussão do estado de implementação da integração regional, com destaque para a dinamização do processo de industrialização, através da implementação da estratégia de industrialização 2015-2063 e respectivo roteiro, adoptados durante o evento similar, realizado em 2015, em Harare, Zimbabwe. Consta ainda da agenda de trabalhos da cimeira o debate e tomada de decisão sobre um possível alargamento desta organização regional e acolhimento de novos membros da SADC. 
À margem do evento, foi realizada a cimeira da dupla troika da SADC. Nesta participaram os Chefes de Estado e de Governo da Suazilândia, Botswana e África do Sul (Troika da cimeira) e Angola, Tanzânia e Moçambique (Troika do órgão) que passaram em revista os recentes desenvolvimentos políticos e de segurança no Reino do Lesotho e na República Democrática do Congo (RDC). 
 
Encontro com o Rei 
 
Ontem, o Rei da Suazilândia, Nswati III, teve um encontro com os Chefes de Estado e de Governo da SADC ou seus representantes, entre eles o ministro angolano da Defesa Nacional, João Lourenço, no Royal Villa, pequena cidade de Zulwini, na região de Hhohho.
Antes, o ministro da Defesa Nacional encontrou-se com o primeiro-ministro de Moçambique, Carlos Agostinho do Rosário, com quem abordou aspectos relacionados com a cooperação entre os dois Estados. Quer no primeiro, quer no segundo encontro, não foram prestadas declarações à imprensa. 
João Lourenço encontrou-se também com o primeiro-ministro da República Democrática do Congo (RDC), Samy Badinbanga, com quem avaliou a situação naquele país da região austral e dos Grandes Lagos e o estado da cooperação entre os dois países. Na ocasião, o ministro da Defesa Nacional entregou uma mensagem do Chefe de Estado angolano. Na tarde de ontem, João Lourenço encontrou-se ainda com a Vice-Presidente da Tanzânia, Samia Suluhu Hassa. O secretário de Estado das Relações Exteriores, Manuel Augusto, informou que, durante a cimeira de Mbambane, os países-membros da SADC vão tomar uma posição, embora não deliberativa, sobre o impasse político na RDC. 
Neste aspecto, Angola, enquanto presidente da Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos (CIRGL) tem responsabilidades acrescidas quanto à resolução pacífica do problema da RDC e a sua posição é de que seja resolvida a questão na base de uma solução pacífica e gerada pelo diálogo. Todas estas questões devem ser submetidas à cimeira dos Chefes de Estado e de Governo, disse Manuel Augusto. 
O impasse político na RDC continua a dominar a agenda dos países-membros, numa altura em que Governo e oposição não encontram consenso quanto à formação de um governo de transição e a indicação de um novo primeiro-ministro que provenha da oposição. 
Quanto à industrialização e harmonização dos níveis de desenvolvimento dos países da SADC, a organização quer deixar de depender de financiamentos externos. Aliás, este é um tema que consta das prioridades na agenda da organização. Na cimeira passada, em Mbambane, a organização definiu um roteiro que estabelece os passos a seguir nos próximos anos nesta matéria, mas sem depender de financiamentos externos para a realização dos projectos nos prazos determinados. 
O que vai dominar a discussão dos países-membros é como vai ser conseguida uma base de auto-financiamento para a concretização de projectos de cariz industrial na região.  
Logo após a cimeira, o ministro da Defesa Nacional desloca-se a Maputo, Moçambique, onde deve entregar uma mensagem do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, ao homólogo moçambicano, Filipe Nyusi. 
A anteceder a cimeira de hoje, a semana em Zwlini foi marcada pela reunião de peritos da SADC que decorreu durante dois dias e passou em revista aspectos ligados à nova estrutura orgânica da organização regional, as contribuições dos Estados-membros, questões ligadas ao Plano de Desenvolvimento Agrícola Regional, além da necessidade de implementação de uma estratégia para o combate às calamidades. 
 
Fenómeno El Niño
 
Quanto a este último aspecto, a representante de Angola na SADC, Beatriz Morais, disse que os países da região têm sido afectados pelo fenómeno El Niño, o que tem provocado inundações em alguns países, ao passo que em outros há seca. “Estivemos a analisar a estratégia para a SADC poder mobilizar fundos a nível regional e assim apoiar os Estados que se encontram nesta situação”, disse. Neste encontro, referiu, foi solicitado que os países que tivessem condições financeiras apoiassem aqueles que sofreram mais com estes problemas. 
Outros dos temas abordados no encontro de peritos passam pela operacionalização da universidade da SADC, uma questão já abordada no ano passado. Para já, o Rei da Suazilândia mostrou disponibilidade para que a instituição seja sediada no seu país. Esta universidade está virada para as tecnologias e vai apoiar a formação de técnicos a nível de todos os Estados-membros e quando estiver a funcionar vai disponibilizar 300 vagas. No grosso de vagas, cada país da região vai beneficiar de 20 lugares. 
O relatório final sobre a operacionalização da universidade da SADC deve ser apresentado na próxima reunião do Conselho de Ministros e deve ser validado pelos Chefes de Estado e de Governo na reunião ordinária de Agosto deste ano. Sobre o dia de libertação dos países da SADC proposto por Angola, Beatriz Morais disse que não consta da agenda.
 
Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao

Cristãos exortados ao registo eleitoral

Cristao exortados ao registro eleitoralO governador da província de Luanda, Higino Carneiro, apelou ontem aos cidadãos ligados às igrejas e plataformas ecuménicas, a efectuarem o seu registo eleitoral, numa altura em que faltam poucos dias para o fim do processo.
 
Ao pronunciar-se num encontro que o Governo da província de Luanda teve com líderes de igrejas reconhecidas pelo Estado, Higino Carneiro lembrou que faltam apenas 13 dias para o fim do processo de registo eleitoral. “Quem ainda não cumpriu com o seu dever, que o faça, sem mais esperar”, exortou governador, que pediu às igrejas a continuarem o trabalho de sensibilização dos seus fiéis. 
Além da situação do registo eleitoral na província de Luanda, durante o encontro também foram abordadas questões que têm a ver com o fornecimento de energia eléctrica, água, saúde, sinistralidade rodoviária e instalação das passagens aéreas para peões. Os líderes religiosos foram informados sobre os constantes cortes de energia eléctrica que têm a ver com o enchimento da albufeira da Barragem de Laúca, que impede o bom curso da água para Cambambe, o que limita a produção da energia para Luanda.
Como porta-voz do encontro, o director provincial da Cultura, Manuel Sebastião, disse que a Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade (ENDE) pede a compreensão dos cidadãos, pois, possivelmente, só em finais de Abril ou princípio de Maio é que o fornecimento de energia volta à normalidade. 
O Governo Provincial de Luanda chamou ainda a atenção, pelo facto de muitos cidadãos não fazerem o uso das passagens aéreas, o que tem contribuído para os acidentes por atropelamento. Neste âmbito, as igrejas foram sensibilizadas a passarem a mensagem aos féis para a necessidade do uso das pedonais, para evitar mais acidentes. 
Tratou-se do segundo encontro que o governador Higino Carneiro realiza com os líderes das igrejas e plataformas ecuménicas. Tais encontros têm como objectivo dar informações sobre os programas e realizações do Governo Provincial, suas preocupações e, no âmbito da parceria com as igrejas, buscar contribuições para a resolução ou minimização dos problemas que afectam os munícipes.  A líder da igreja Teosófica Espírita, Suzete João, disse que o encontro foi oportuno, pois foram informados sobre a situação da província de Luanda, principalmente, sobre as inquietações dos munícipes que têm a ver com a energia eléctrica, iluminação, água e outros. 
“Os munícipes estão inquietos com o fornecimento de energia eléctrica. A iniciativa foi boa e mostra a importância que as igrejas representam para uma sociedade", reconheceu Suzete João, que garantiu passar a mensagem e continuar a dar a sua contribuição ali onde for preciso.
Foi decidido que o culto ecuménico de acção de graças em alusão ao 4 de Abril, Dia da Paz e Reconciliação Nacional, acontece no mesmo dia no campo multiuso do Kilamba.
 
Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao

Aposta em sólidas parcerias

Aposta em solidas parceriasO Presidente da República, José Eduardo dos Santos, acreditou ontem os novos embaixadores da Finlândia, da Grécia, da Lituânia e da Nova Zelândia. Todos não residentes.
 
Em cerimónias separadas, o Chefe de Estado recebeu as cartas credenciais de Anne Kristina Salorata, da Finlândia, Siguté Jakstonyté, da Lituânia, Michael Gerrard Burrell, da Nova Zelândia, e Georgios Veis, da Grécia.
As cerimónias tiveram a presença do ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, Hélder Vieira Dias, o ministro e chefe da Casa Civil do Presidente da República, Manuel da Cruz Neto, o ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti, e secretários dos órgãos auxiliares do Presidente da República.
O Presidente José Eduardo dos Santos recebeu quinta-feira as credenciais de Lawrence Chama Chalungumana, da Zâmbia, Hironori Sawada (Japão), Zsolt Maris (Hungria) e Michal Kral (República Checa). O embaixador da Hungria, que é o único não residente dos acreditados na quinta-feira, anunciou que o seu Governo aumentou para 20 o número de bolsas de estudo gratuitas para estudantes universitários angolanos e pretende duplicar esta cifra, em função das necessidades de Angola. Zsolt Maris prometeu trabalho para dinamizar a cooperação nas áreas da educação, agricultura e desenvolvimento de infra-estruturas. 
O diplomata húngaro pretende que mais empresas do seu país participem no processo de desenvolvimento de Angola, investindo em áreas como distribuição de energia, numa altura em que se aproxima o arranque da produção da Barragem de Laúca. 
 Hironori Sawada, do Japão, expressou o desejo do Imperador Akhiito de reforçar a cooperação com Angola. O embaixador disse que o que existe entre Angola e o Japão em termos de cooperação tem margem para evoluir. Sawada vê no esforço das autoridades angolanas para diversificar a economia uma oportunidade para que os dois países possam trabalhar juntos e prosperar.
 
Reforçar a cooperarção
 
O ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti, destacou o respeito mútuo e o desejo de reforçar a cooperação como “pontos comuns” nas mensagens dos novos embaixadores acreditados em Angola. “São países com quem temos boas relações. Mesmo aqueles que estão a mandar os seus embaixadores pela primeira vez, como residentes ou não”, disse.
Georges Chikoti disse também ser unânime a avaliação destes países em relação a ter Angola como um “parceiro na região” e o quão determinante tem sido o Presidente José Eduardo dos Santos para a estabilidade também no continente africano.  “Todos reconheceram o grande desempenho de Angola no Conselho de Segurança das Nações Unidas, o que tem sido na Conferência Internacional para Região dos Grandes Lagos e o que foram os esforços do Presidente da República para a estabilizar e libertar a região, tendo em conta o que ocorreu na África do Sul, com o fim do apartheid, e na Namíbia”.
 
Porta para o continente
 
Chikoti disse ser comum que outros países interessados em desenvolver os seus interesses na região e no continente escolham Angola para servir de ponte ou apenas obter conselhos sobre como se guiar pelo continente.  Quanto à cooperação bilateral, destacou o desejo dos novos embaixadores de explorar áreas para investir e trabalhar em conjunto na identificação de oportunidades. “Alguns deles estão a abrir oportunidades de cooperação, na área de formação de quadros, na língua inglesa, enfim. Creio que vamos aproveitar todas essas oportunidades”, disse Chikoti.
O ministro anunciou que visita proximamente a Austrália e Nova Zelândia, no quadro de uma estratégia que visa uma maior atenção a outras regiões. 
 
Relações com Portugal
 
Instado a comentar sobre o actual momento das relações com Portugal, Chikoti considerou “importante que olhemos para Portugal como um parceiro”, mas defendeu que as “relações só podem ser boas se houver respeito e reciprocidade de tratamento”.  Para o ministro das Relações Exteriores, há sempre como fazer com que os assuntos sejam tratados em espaços próprios, como mandam as leis em qualquer Estado. “Mesmo que seja a comunicação social, não se vê cá ataques nem a dirigentes nem a países, porque isso não é correcto.” 
Georges Chikoti lembrou que a separação de poderes é um princípio fundamental das democracias e “em Angola, como em qualquer outro país, é assim que funciona”. “Mesmo em casos em Angola que envolvam cidadãos portugueses, seja qual for a sua condição, é dado tratamento dentro das instâncias judiciais competentes e nunca transformados em matéria para julgamento público a partir da imprensa.”
O futuro das relações, disse, “só pode ser melhor se essas questões melhorarem”. “Não se pode criar eventos que não são fundados e são tratados pela imprensa da forma como se tem feito”, assinalou.
 
Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao

Orgão de supervisão das eleições encerrou encontro metodológico

Orgao de supervisao das eleicoes encerrou encontro metodologicoA Comissão Nacional Eleitoral (CNE) encerrou ontem o encontro metodológico sobre as eleições gerais que realizava desde quinta-feira, em que foi defendido um diálogo permanente com os partidos políticos e com todos os que colaboram na preparação e execução do processo eleitoral.
 
No final do encontro decorrido à porta fechada, na Escola Nacional de Administração (Enad), não houve quaisquer declarações à imprensa. O encontro contou com 150 participantes e teve como objectivo apresentar as linhas de força sobre as tarefas a executar pela Comissão Nacional Eleitoral no quadro das suas atribuições para a realização das eleições gerais e partilhar ideias organizacionais para o cumprimento das tarefas atribuídas à CNE.
Na abertura do encontro, o presidente da CNE, André da Silva Neto, pediu mais empenho, dedicação e sentido de responsabilidade no desempenho das tarefas relacionadas com as eleições gerais. 
André da Silva Neto falou do papel essencial que a CNE joga na estabilidade político-social, no fortalecimento e na consolidação da democracia, realçando a  organização e execução de eleições transparentes e credíveis, corrigindo as insuficiências e aperfeiçoando as boas práticas para o êxito do processo. O presidente da CNE pediu a manutenção do diálogo entre os actores políticos na preparação e execução do processo eleitoral em curso no país. 
Por seu turno, o presidente do Tribunal Constitucional, Rui Ferreira, explicou que este órgão, além da competência geral que tem para administrar a justiça em matéria constitucional, tem também as competências de um tribunal eleitoral.
Ao falar no encontro sobre o papel do Tribunal Constitucional nos processos eleitorais, Rui Ferreira adiantou que, por isso, não se podem realizar eleições gerais sem a intervenção daquele órgão. “Este é o fiscal da constitucionalidade, da legalidade e validade das eleições e espera que as eleições decorram com imparcialidade”, disse.
 
Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao

IBM lançará computador quântico comercial

IMB lancara computador quantico comercialUpgrade quântico
 
A IBM anunciou que fará um upgrade do seu processador quântico disponível pela internet gratuitamente, passando a máquina de 5 para 20 qubits.
 
Embora haja discordâncias entre os cientistas da computação, algumas estimativas dão conta de que um processador quântico na faixa entre 50 e 100 qubits será mais poderoso do que qualquer supercomputador existente, ao menos para determinados tipos de programas.
 
Desde que foi colocado no ar, em maio do ano passado, o ambiente quântico online da IBM criou uma comunidade de mais de 40.000 usuários, que rodaram 275.000 pequenos programas experimentais. Embora o processador de 5 qubits não seja mais poderoso do que um notebook, o desenvolvimento de algoritmos quânticos é um dos grandes desafios para essa próxima geração da tecnologia da informação.
 
Entre os experimentos feitos no Quantum Experience, uma equipe da Universidade de Maryland rodou um comparativo entre o processador quântico da IBM e o processador construído pela própria equipe, que usa 5 qubits de íons aprisionados em armadilhas magnéticas, uma abordagem distinta dos qubits supercondutores. A conclusão é que o processador da IBM é mais rápido, mas oferece menos precisão. E a precisão - ou, dito de outra forma, o recurso de correção de erros - é um dos grandes desafios para a construção de processadores quânticos práticos e universais.
 
IBM lançará computador quântico comercial
 
Processador quântico comercial
 
Com base no sucesso alcançado, a IBM também anunciou a disponibilização de um serviço comercial baseado em processadores e simuladores quânticos. O sistema, batizado de IBM Q, deverá ir ao ar até o final deste ano, e sua utilização será feita mediante o pagamento de uma assinatura, cujo valor ainda não foi divulgado.
 
Em nota, a empresa anunciou o desenvolvimento de uma interface mais amigável, que permitirá que os programas sejam escritos usando linguagens de programação comuns, como a Python. Mas ainda não está claro se os serviços se basearão em simuladores de circuitos quânticos ou somente em um processador quântico real.
 
A empresa vem apostando nos qubits supercondutores, que funcionam em um ambiente criogênico. Várias equipes já construíram processadores similares de pequeno porte, mas seu funcionamento é delicado e requer atenção contínua de físicos especializados. A construção de um processador quântico "de uso geral", sobretudo um que possa ser operado de maneira transparente por usuários não-especializados, é tido como o grande avanço para a área da computação quântica - mas ainda não está claro se o IBM Q já deu esse passo.
 
A empresa canadense D-Wave oferece computadores quânticos há vários anos, mas seus processadores não são universais, podendo rodar apenas alguns tipos específicos de algoritmos quânticos. O Google também está investindo pesado em uma versão híbrida de processador quântico, além de ter interesse na própria D-Wave.
 
Lançado projeto para construção de computador quântico
 
Fonte: http://inovacaotecnologica.com.br

Mercado chinês atrai exportadores

Mercado chines atrai exportadoresAngola vai aumentar o volume das suas exportações para o mercado chinês, que  tem disponíveis oito triliões de dólares no seu Orçamento Geral para importar produtos e bens de outros países, nos próximos cinco anos, informou ontem, em Luanda, o presidente da Mesa da Assembleia da Comunidade de Empresas Exportadoras e Internacionalizadas de Angola (CEEIA).
 
Luís Cupenãla, que falava ontem na IV assembleia geral da CEEIA que decorreu na sede da APIEX (Agência de Promoção de Importações e Exportações), disse que, se Angola aproveitar a disponibilidade financeira da China, pode aumentar a robustez da sua economia através da captação de divisas, aumentar a capacidade e o desenvolvimento empresarial, reduzir o desemprego e melhorar o nível de renda dos cidadãos.
Para o segundo ciclo de mandatos, que começou ontem, Luís Cupenãla disse que a comunidade vai trabalhar para se tornar numa grande instituição e contribuir para o processo de diversificação com as exportações de mais produtos, permitindo a entrada de divisas que tanta falta a economia angolana.
O presidente da direcção da CEEIA, Agostinho Kapaia, disse que, para os próximos anos, a comunidade vai aumentar e melhorar a qualidade da produção e competir com produtos internacionais, além  de eliminar os constrangimentos que se assistem sobretudo no processo de exportação.
Agostinho Kapaia, sem mencionar o volume de negócios realizados durante o período, referiu que a CEEIA contribui significativamente para o Orçamento Geral do Estado com as divisas provenientes das exportações de produtos. 
Desde a criação da comunidade, o país exportou produtos, como madeira, alimentos, bebidas e  frutas, para os países da Comunidade de Desenvolvimento dos Países da África Austral (SADC), para os países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP), Europa e China.
A CEEIA foi criada em 2013,  com o objectivo de apoiar as empresas nacionais exportadoras e internacionalizadas, fomentar um maior nível de negócio para a economia nacional, alavancar um maior nível internacional, bem como auxiliar as melhores práticas, melhores políticas e troca de conhecimento e cooperação com congéneres internacionais.
Com 18 membros no início da sua criação,  hoje conta com 30 e está vocacionada para os mercados internacionais e apoia directamente os seus associados. 
Organiza-se para partilhar conhecimentos, identificar oportunidades e realizar parcerias, no sentido de aumentar a escala e volumes de exportação de produtos e serviços angolanos, bem como o investimento angolano no exterior.  No encontro de ontem, os participantes discutiram sobre o relatório das contas de 2013 a 2016 e apresentaram candidaturas para o segundo mandato que vai de 2016 a 2019.
 
Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao

Partes em conflito retomam o diálogo

Partes em conflito retomam o dialogoA terceira ronda de negociações internacionais sobre o fim do conflito na Síria realiza-se nos dias 14 e 15 deste mês na capital do Cazaquistão, Astana, informou o Ministério dos Negócios Estrangeiros do país centro-asiático.
 
“O Cazaquistão está disposto a prosseguir com o contributo para os esforços internacionais visando pôr fim à situação de crise na Síria e procurar uma solução política para o conflito”, referiu o ministério num comunicado divulgado quinta-feira. As consultas preliminares estão programadas para 14 de Março e uma reunião plenária será realizada no dia seguinte.
“As delegações da Rússia, Turquia e Irão farão parte nas conversações. Convidamos representantes da ONU, dos Estados Unidos e da Jordânia. As delegações do Governo sírio e a oposição armada da Síria devem confirmar a sua participação”, acrescentou o Governo cazaque.
Esta será a terceira reunião em Astana, que em Janeiro e Fevereiro abrigou duas rondas de conversações internacionais de alto nível e uma reunião técnica de especialistas.
O principal resultado das negociações foi o acordo da Rússia, Turquia e Irão sobre a criação de um grupo operacional para a supervisão da trégua na Síria, mas o mesmo não foi adoptado pela oposição armada síria.
O grupo Estado Islâmico (EI) continua a perder terreno em Mossul diante das forças iraquianas e está sob forte pressão na Síria, onde os Estados Unidos anunciaram um aumento da sua presença militar na luta contra os rebeldes.
Os Estados Unidos planeiam agregar 400 soldados aos 500 militares americanos já presentes no norte da Síria, onde apoiam a ofensiva que a aliança de combatentes curdos e árabes realiza contra Raqa, bastião sírio do EI.
As forças governamentais sírias prosseguem a ofensiva no norte do país, com o apoio russo.
No Iraque, o comando conjunto de operações, que coordena a luta contra o EI no país, anunciou que as unidades de elite retomaram o bairro de Mualemin, no oeste de Mossul. As tropas perseguem os franco-atiradores e percorrem os bairros para desactivar as bombas que os extremistas espalharam pelas ruas, as casas ou as lojas, indicou à AFP o coronel Abdel Amir al-Mohamedawi, das Forças de Intervenção Rápida, a unidade de elite do Ministério do Interior.
Mas “até ao momento, o comando não deu ordem para avançar em direcção à Cidade Velha”, bairro densamente povoado e onde os combates se anunciam árduos, disse Amir al-Mohammedawi à AFP.
As organizações humanitárias temem pela vida das centenas de milhares de habitantes que se encontram no oeste de Mossul, onde a comida e os medicamentos são escassos. Um total de 50 mil pessoas conseguiu fugir e chegar aos campos de deslocados, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM). “Em Mossul éramos escudos humanos em poder do EI”, disse Abdel Razak Ahmed, um funcionário de 25 anos que fugiu da batalha.
“A vida era difícil, tínhamos fome, não comíamos nada que não fosse pão e tahine”, contou outro deslocado. A pressão também cresce em torno dos extremistas no norte da vizinha Síria, sobretudo por parte dos Estados Unidos.
Os marines americanos instalaram uma bateria de artilharia com canhões de 155 mm para apoiar a ofensiva de uma aliança árabe-curda, as Forças Democráticas Sírias (FDS), sobre Raqa, o reduto do EI na Síria.
Além disso, os 500 soldados americanos presentes na zona podem receber a ajuda de outros 400 membros das forças especiais, segundo a imprensa americana. Uma organização de defesa dos Direitos Humanos denunciou que 14 civis, entre eles seis crianças, morreram numa povoação do norte da Síria em supostos bombardeamentos da coligação internacional liderada por Washington.
A povoação Al Matab situa-se perto de uma estrada estratégica entre Raqa e Deir Ezzor, capital da província vizinha, que as FDS bloquearam na segunda-feira.
 
Fuga de Abu Bakr Bagdadi
 
O líder do grupo Estado Islâmico (EI), Abu Bakr al Bagdadi, está vivo, mas abandonou Mossul, onde cedeu o comando da batalha contra as forças iraquianas aos seus chefes militares locais. A fuga do misterioso líder simboliza a situação precária do EI, que cede terreno a cada dia em Mossul, seu último grande reduto no Iraque.
“Bagdadi abandonou provavelmente Mossul” antes que esta cidade e Tal Afar, outro reduto rebelde a oeste, “ficassem isoladas pelas forças iraquianas”, disse à AFP na quarta-feira um responsável do Departamento de Defesa americano.
“O chefe do EI provavelmente não exerce nenhuma influência táctica sobre a batalha contra as forças iraquianas em Mossul. Mas certamente deu grandes orientações estratégicas aos seus chefes militares” na segunda cidade do Iraque, acrescentou esta fonte.
Bagdadi havia convertido Mossul na sua base principal. Foi nessa cidade que o mesmo fez a sua apresentação pública, em Julho de 2014, quando proclamou um califado nos territórios conquistados pela sua organização no Iraque e na Síria.
O comando norte-americano das forças especiais (Socom) e as agências de inteligência americanas perseguem Abu Bakr al Bagdadi, como fizeram durante anos com o líder da rede terrorista Al-Qaeda Osama Bin Laden, abatido no dia dois de Maio de 2011, no Paquistão. Segundo o mesmo responsável, o EI “faz planos para continuar a funcionar como um pseudo-estado centrado no vale de Eufrates” se perder o controlo de Mossul, no Iraque, e Raqa, na Síria.
 
Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao